Um achado macabro - que espantou e amedrontou um sem-abrigo numa casa do centro da Foz (Porto) -, pode ser perigoso para a saúde pública. Se os ossos, sobretudo os mais antigos, estiverem expostos a ambientes pouco protegidos e húmidos, libertam micróbios, vírus, bactérias e agentes patológicos com toxicidades, explicou André Carneiro da Universidade de Évora, às jornalistas do Correio da Manhã.
Para além de pôr em risco a saúde pública, a empresa proprietária das ossadas foi no mínimo negligente e poderá ser acusada de crimes de profanação de cadáver, caso não tenha havido autorização prévia para a recolha das ossadas, ou as mesmas sejam provenientes do cemitério.