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domingo, 8 de janeiro de 2012

SÓCRATES PEDIU AJUDA TARDE

Na entrevista ao Expresso, deste fim de semana, Alexandre Soares dos Santos diz que a transferência de sede para a Holanda tem também a ver com o risco de saída de Portugal do euro e com os problemas de financiamento bancário, afirmando que, desde 2008 que sabemos que não podemos contar com a banca portuguesa para financiamento.
Soares dos Santos afirmou que o momento certo para o País pedir ajuda era de 2007 para 2008 e que deu a conhecer a sua opinião ao Presidente da República e ao anterior Primeiro Ministro, revelando que disse, então, ao engenheiro Sócrates: Peça ajuda já, enquanto não precisa. Reforce-se. "Se você vai pedir o dinheiro numa situação aflitiva, está feito!".
O presidente do Grupo Jerónimo Martins fala da situação económico-financeira nacional, interrogando: Por exemplo, porque é que não se tira a dívida pública da banca, através da criação de um novo banco? É que nós estamos a matar a economia através da falta de financiamento das empresas.
E refere, ainda, o reflexo da crise no pessoal do grupo: notámos que tinha aumentado o roubo nas lojas e percebemos que o que estava a acontecer eram roubos de funcionários para comer. Fizemos um inquérito e chegámos à conclusão de que no total havia trabalhadores com €15 milhões de ordenados penhorados. Foi um mundo novo que se abriu perante nós. Nunca me passaria pela cabeça que um empregado passasse fome. Mas tinham o salário penhorado

MAIORIA MAIS AMPLA ACIMA DA POLÍTICA

Medina Carreira disse ao programa Gente que Conta* que o País ainda não percebeu as causas da austeridade e que o primeiro-ministro as deve explicar " na televisão, com giz e um quatro preto" e que seria conveniente o País ser governado por um executivo de maioria ainda mais ampla e, se possível, constituído por pessoas "acima da política".
Medina comentou também o caso da transferência de sede da holding do grupo Jerónimo Martins, dizendo que o grupo está a ser transformado no bombo da festa.
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*programa de entrevistas de João Marcelino (Diário de Notícias) e Paulo Baldaia (TSF).

SOARES DOS SANTOS EXPLICA-SE

Alexandre Soares dos Santos disse, na SICN, entrevistado por António José Téixeira, que não desistiu de Portugal e explica por que precisou de transferir a sede do grupo Jerónimo Martins para a Holanda.
Em entrevista ao Expresso, deste fim de semana, Soares dos Santos diz, textualmente, que chegámos à conclusão de que a Holanda é o país que melhores garantias oferece à iniciativa privada, muito por causa dos acordos que tem com outros países, não só na dupla tributação, mas também na protecção do investimento. Concluímos que Portugal não tinha estabilidade fiscal, inventou-se até a rectroactividade da lei em 2010, tudo isto criou uma instabilidade que me levou a pensar "que protecção tenho eu para o meu dinheiro?".
Como Soares dos Santos já, em antes, tinham pensado do mesmo modo quase todas as administrações das empresas do PSI 20, que mudaram as suas sedes para o país das tulipas.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

AMSTERDÃO NÃO É SÓ SEDE DO AJAX

Antes da Jerónimo Martins, dezanove das vinte empresas do PSI20 já se tinham mudado para a Holanda. Bagão Félix, entrevistado por Mário Crespo, dá sua opinião.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

QUEM VAI PAGAR A CRISE

No começo de 2012, o Grupo Jerónimo Martins anunciou em comunicado a mudança da sua sede para a Holanda, seguindo o exemplo de outros que lhe antecederam na decisão. E, provávelmente, outros grupos se seguirão. 
Bem podem os nossos políticos apregoar que os ricos paguem a crise. Quando a carga fiscal e os sacrifícios ultrapassam o limite do admissível, os grupos económicos e as próprias pessoas acabam por ser empurrados para a emigração. O habitat do capital nunca foi o dos impostos elevados. A prova disso é a proliferação de off-shores, justamente em ilhas e pequenos territórios sem recursos.
Quando os impostos são elevadíssimos, os cidadãos emigram ou deixam de os pagar, passando a ser compensador a fuga ao fisco e o aumento da economia paralela.
Isto quer dizer, que as franjas da sociedade não vão pagar a crise. Os pobres não têm por onde pagar e os ricos fogem para o estrangeiro. Resta a classe média dos funcionários e pensionistas, se conseguirem resistir à míngua.
Será que alguns dos nossos políticos são tão ingénuos ou convencidos que não prestaram a devida atenção aos  avisos de vários economistas nacionais que - como Manuela Ferreira Leite* - dizem que a carga fiscal ultrapassou o limite ? 
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*Receita fiscal ultrapassou limite admissível

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