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domingo, 5 de junho de 2011

PORTUGAL VOTA CONTRA SÓCRATES

Quem pensa que o País não tinha alternativa senão recorrer a ajuda externa e, posteriormente, pagar aos credores, sem Sócrates, só podia votar PSD ou CDS. Não havia alternativa.
Tal como nas legislativas que elegeram Sócrates pela primeira vez, o voto foi essencialmente anti-Santana Lopes, o actual voto maioritário no PSD é, sobretudo, anti-Sócrates. Os resultados estão à vista.
Do PS não podemos deixar de ter presente as intervenções daqueles que, no último Congresso, falaram fora de horas, para um auditório de cadeiras vazias, como Ana Gomes, Fonseca Ferreira e Rómulo Machado.


segunda-feira, 9 de maio de 2011

COMO ALGUNS POLÍTICOS SE PREOCUPAM COM A NOSSA SAÙDE

Diversos equipamentos, normalmente utilizados em hospitais e clínicas (mas não só), como os aceleradores de partículas (para tratar determinados tipos de cancro), aparelhos de radiodiagnóstico (raios X, TAC, ressonância magnética, etc) produzem radiações prejudiciais à saúde, devendo a sua instalação ser objecto de cuidados especiais*, ser fiscalizada e licenciada. Sò que isso nuca foi feito. Ao passar pela rua, o leitor pode estar a ser atingido pelos raios X de um consultório ou policlínica de medicina humana ou veterinária. E se passar perto de um hospital, como Santa Maria** ou Oncologia, poderá estar a ser bombardeado silenciosamente por radiações bem mais perigosas. Mesmo quando há legislação para proteger os cidadãos, a mesma não é regulamentada ou, então, não é aplicada por falta de meios. Noutros casos, como a ultima edição do Expresso noticia, não é políticamente oportuno tratar destes assuntos. Isto diz tudo sobre a displicência e a ignorância com que alguns políticos tratam a nossa saúde.

Em 2005 o PM José Sócrates meteu na gaveta o relatório de Veiga Simão sobre o plano nacional de protecção radiológica que denunciava riscos para a saúde no sector da imagiologia. Um ano depois, nomeou uma comissão independente para fazer o mesmo trabalho, presidida por Carvalho Soares que deverá apresentar brevemente um relatório sobre a situação.
Veiga Simão, ex-ministro de Mário Soares e António Guterres, foi nomeado, em dezembro de 2004, para presidir ao Grupo de Trabalho para a eleboração do Plano Nacional de Protecção Radiológica e Segurança Nuclear, constituído por Santana Lopes (sem remuneração dos seus membros). O relatório foi concluído em 23 de fevereiro de 2005 - com apenas très meses de trabalho - logo após as eleições legislativas que deram a vitória ao PS. Veiga Simão ainda pediu explicações a Sócrates mas este, em carta assinada pelo seu chefe de gabinete, considerou não ser oportuna a divulgação do relatório.

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A DGEMN geriu obras em hospitais, nomeadamente no IPO Francisco Gentil, sendos as instalações de raios X protegidas por placas de chumbo e por betões e argamassas baritadas, de acordo com especificações técnicas adequadas.
**Para além de outros tipos de equipamentos emissores de radiações, só o HSM tem, no Serviço de Radioterapia: 1 Acelerador Linear Mevatron - MD2 (Siemens®); 1 Acelerador Linear Clinac - 2100 C/D (Varian®); 1 Microselectrão HDR (Nucletron®); 1 Unidade Integrada de Braquiterapia (Nucletron®) e 1 Acelerador Linear Oncor™ (Siemens®) (que estava em fase de instalação/aceitação).
Nota:  Além dos estabelecimentos de saúde, há instalações industriais, laboratórios, escolas e estabelecimentos de ensino superior e investigação científica, detentores de equipamentos emissores de radiações, instalados sem qualquer licenciamento ou fiscalização.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Pela liberdade de voto para os deputados

Num debate sobre circulos uninominais, promovido, ontem, no Porto*, António José Seguro (PS) não contrariou a criação desses círculos e defendeu, como regra de votos no interior dos grupos parlamentares, o primado da liberdade de voto sobre a disciplina de voto, com excepção para as questões da governabilidade e para o contrato eleitoral. Só assim os deputados deixam de ser meros paus mandados da máquina partidária e podem pensar pela sua cabeça e assumir as suas responsabilidades.

Já Santana Lopes, também presente no debate, preferia uma reforma do sitema eleitoral com redução significativa do número de deputados, referindo que a actual CRP** já permite diminuir para 180, o que já seria uma medida bastante significativa.
Ao mesmo tempo, Santana defendeu a criação de um senado ou câmara alta a par da diminuição do peso do Estado ao nível da administração central, com a extinção nomeadamente dos cargos de governadores civis e das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

Na oportunidade, em declarações à SICnotícias, os dois políticos apelaram, sobretudo na actual situação do País, ao fim das clivagens entre o governo e o PSD.

Ligações: blogue de António José Seguro, blogue de Pedro Santana Lopes .

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*na Fundação Cupertino de Miranda.
**Constituição da República Portuguesa.

sábado, 23 de outubro de 2010

Santana: A política só está ao alcance de alguns

Pedro Santana Lopes falou do PSD, de Passos Coelho e da situação política actual e disse que os líderes têm o dever de se entender por razões de interesse nacional. O espectáculo dos recados públicos entre Sócrates e Passos deve acabar. Um país que não se dá ao respeito não é respeitado.

Faz sentido negociar sem conhecer com rigor os números da execução orçamental ? Santana diz que sim. É possível negociar com base nos numeros disponíveis. Fala do falhanço clamoroso das previsões dos "urubus" macroeconomistas e da falta de autoridade de Bruxelas para dar lições.

Portugal deve aumentar a produtividade: aumentar a receita é preciso. Santana foi o primeiro a dizer que o País não tinha dinheiro para autoestradas sem portagem e, agora, aí está o resultado: as SCUT's vão custar 1000 milhões de euros de encargos anuais.

Cavaco Silva tem uma grande responsabilidade. Portugal precisa urgentemente de um governo maioritário, como de pão para a boca (Santana foi o primeiro a defender um governo de salvação nacional). Cavaco deve dizer aos portugueses se, nas circunstâncias actuais, o País pode ser gerido por um governo minoritário.

Vale a pena (re)ver.

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