sábado, 4 de junho de 2011

DOTAÇÃO PARA SUBMARINOS ORÇAMENTADA DUAS VEZES

Embora a verba, respeitante a material militar, tenha sido paga em Dezembro 2010, o Governo voltou a pedir à Assembleia da República uma autorização para gastar mil milhões de euros em 2011, para pagar os mesmos dois equipamentos militares, refere uma notícia de ontem, do Diário Económico, que acrescenta:

A verba está inscrita no capítulo 60 do Orçamento do Estado (OE), que prevê as despesas excepcionais, e está sob a alçada do Ministério das Finanças. São mil milhões de euros e só foram introduzidos numa errata, entregue a 28 de Outubro no Parlamento, e não na primeira versão do OE/2011, conhecida duas semanas antes.
Os submarinos seriam pagos no último mês do ano, mas o OE/2011 já não voltou a ser alterado, ficando com uma folga aparente de mil milhões de euros, na despesa autorizada.

ACABOU O "FOLCLORE" ELEITORAL ?

O período legal da campanha eleitoral teve o seu epílogo. Tinha começado muito em antes. Será que a partir de segunda-feira vamos começar a trabalhar ? É que os cidadãos estão saturados de campanha eleitoral permanente...


QUEM ANDARÁ A DAR MAUS CONSELHOS À COMISSÃO EUROPEIA ?

Depois de ter pedido um aumento de 4,9% do seu orçamento para o próximo ano, soube-se, agora, que a Comissáo Europeia é pouco criteriosa com as suas despesas, evidenciando mesmo extravagâncias e desperdício.
Baseando-se numa investigação do Bureau of Investigative Journalism*, o Daily Telegraph noticia que comissários europeus gastaram mais de 7,5 milhões de euros foram gastos entre 2006 e 2010 só em jactos privados. A isso junta-se a factura de limusinas, estadias em hotéis de cinco estrelas, festas e presentes luxuosos.
O presidente da CE deu o exemplo: em Setembro de 2009, a quando da cimeira das alterações climáticas das Nações Unidas, Barroso gastou 28 mil euros numa estadia de quatro noites num hotel em Nova Iorque.
Em festas de luxo, foram dispendidos cerca de 300 mil euros, realçando-se uma em Amesterdão, que custou 75 mil euros. A notícia do Daily Telegraph refere, também, férias luxuosas, a contratação de orquestras e a oferta de presentes luxuosos, como botões de punho, canetas e jóias da Tiffany.

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*Ñão seria interessante termos uma organização como o "Bureau of Investigative Journalism" em Portugal ?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

SÓCRATES É FIXE ?

O Secretário de Estado Paulo Campos, cabeça de lista do PS pela Guarda, em campanha eleitoral pelo seu círculo, lançou os slogans "Sócrates é beirão*" e "Sócrates é fixe" (tal como Soares). Veja na parte final do discurso.


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*Natural de Vilar de Maçada, Alijó (distrito de Vila Real), a fazer fé no perfil oficial.

Ligação: Falsas habilitações são cada vez mais triviais

MAIS UM PRÉMIO INTERNACIONAL PARA UM TÉCNICO PORTUGUÊS

Depois do governo socrático, através do PRACE, ter desvalorizado os técnicos nacionais, nomeadamente da construção civil e obras públicas, metendo no mesmo saco todas as carreiras, a distinção de Souto de Moura, em cerimónia pública presidida por Obama, veio mesmo a calhar. Se o laureado fosse funcionário público, provávelmente estaria sob as ordens de um sociólogo ou jurista e, certamente, sem ter direito a uma carreira de arquitecto...


A GESTÃO DO PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO PÚBLICO (VI)

Cada organismo público deve ter instalações adequadas ao número de funcionários e à actividade funcional que desenvolve. Isto é, as suas instalações devem ter área adequada ao número de trabalhadores e utentes e os espaços devem estar dispostos e adaptados ao organograma funcional do organismo. Em síntese, as instalações são o resultado de um programa preliminar, a partir do qual foi elaborado o projecto e a execução de obras, para adequar um espaço físico para o funcionamento de um organismo.
As exigências funcionais são específicas de cada entidade, sendo diferentes, citando casos extremos, para uma esquadra de polícia, um hospital, uma escola,um tribunal, uma repartição de finanças, etc.
A partir desta noção é fácil concluir que, com o PRACE - em que houve fusões e extinções de organismos, alterações das suas orgânicas e do número de funcionários, sem que isso tivesse consequências nas instalações dos novos organismos - os serviços públicos da administração central ficaram, no mínimo inadequadamente instalados e com áreas desajustadas ao número de trabalhadores e de utilizadores. Basta ler o quadro jurídico das operações de extinção e fusão de organismos (Decreto-Lei nº200/2006, de 25-10) para se perceber o ânimo leve com que a transferência para os novos organismos, de instalações, de equipamentos e de pessoal foi tratada.
Se, para além dos disparates resultantes do famigerado PRACE acrescentarmos "caprichos" como o de reunir os tribunais* num edifício na Expo'98, inadaptado a tribunal e a pagar uns milhares de euros de arrendamento por mês, ficamos com uma fotografia do caos que vai na gestão do património imobiliário público. E dos seus custos para o depauperado erário público.
O juíz jubilado do Tribunal de Contas, Carlos Moreno, refere no seu livro que as obras públicas, mesmo com concursos públicos**, acabam por ficar muito mais caras que o respectivo valor de adjudicação e cita, como razão pertinente para este encarecimento, a deficiente elaboração de projectos. E tem toda a razão. E teria ainda mais agora, quando, num misto de facilitismo e inconsciência, se fazem obras (e as respectivas empreitadas) sem projectos, ou com projectos tão mal elaborados que não são dignos desse nome, pelo menos com o entendimento legal de projecto consignado na respectiva legislação (em que são definidos os componentes escritos e desenhados, por especialidade).
As obras - sobretudo as públicas, que são as que nos entram mais no bolso como contribuintes - não são para curiosos. Os organismos que as promovem devem confiar o acompanhamento da sua execução a profissionais competentes (com formação adequada e experiência)  na matéria. Como em cada organismo - mesmo em cada ministério - não há uma equipa mínima de técnicos (5/6 de arquitectura, engenharia civil, electrotécnica, mecânica, desenho, medição e orçamentação) é facil de alcançar as consequências. Não são os licenciados noutras áreas*** que podem defender o interesse público do organismo promotor nesta matéria e encomendar e conferir, a empresas privadas, a realização de programas preliminares e o acompanhmento e desenvolvimento de projectos e a execução de obras.
Porque não reúnir 102 (6 técnicos x 17 ministérios) técnicos num único organismo, com o escopo de gerir todo o património imobiliário do Estado ? Se se contabilizar os encargos com os inúmeros organismos e empresas mais ou menos públicas, envolvidos nas obras, o valor de "outsourcings" duvidosos pagos a empresas particulares (como fiscalização de obras, acompanhamento de projectos etc) a gestão do património imobiliário público torna-se bem mais barata. E sabe-se, sem equívocos, quem se deve responsabilizar. 
    


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*Por que razão não reunir também, no mesmo local da cidade as repartições de finanças ? E os cartórios notariais ? E os hospitais ?
**Que agora quase não há...
***A diminuição de carreiras na administração pública constitui um erro sem precedentes na administração pública. Quando por todo o mundo se envereda pela especialização e pela divisão de trabalho, na administração pública portuguesa segue-se o caminho inverso. Já temos licenciados em direito, em sociologia... a chefiar unidades orgânicas de obras. Vamos ter teólogos a dirigir serviços de saúde ?

Ligações: A gestão do património imobiliário público (I); A gestão do património imobiliário público (II); A gestão do património imobiliário público (III); A gestão do património imobiliário público (IV); A gestão do património imobiliário público (V).

quinta-feira, 2 de junho de 2011

OS TELEMÓVEIS MAIS NOCIVOS

Demos conta no post Telemóveis são cancerígenos que a Organização Mundial de Saúde (OMS) tinha alertado para a existência de uma relação entre o uso destes aparelhos e o desenvolvimento de cancro.
O portal da CNET France indica quais são os telemóveis mais nocivos. Confira se o seu aparelho é o dos mais perigosos aqui.
O portal indica, também, as 12 regras para diminuir o risco das radiações dos telemóveis:
  1. Os jovens com menos de 15 anos não devem aceder a telemóveis. Esta regra elementar não é respeitada pelos pais. Os adolescentes são particularmente vulneráveis às radiações electromagnéticas que se fixam rápidamente e em permanência no seu organismo.
  2. Evite o contacto do telemóvel com o ventre das grávidas. Trata-se de um conselho elementar bom senso, dado que as células do embrião são muito sensíveis às radiações emitidas pelo aparelho.
  3. Evite aproximar o telemóvel a menos de 20 centímetros de um implante cardíaco ou de implantes metálicos.
  4. Ao adquirir um telemóvel novo, prefira um modelo cujo valor de radiação (DAS) seja o mais fraco possível, de preferência inferior a 0,7 W/Kg.
  5. Evite trazer o seu telemóvel à altura ou contra o coração, as axilas, os quadris ou as partes genitais.
  6. Prefira usar auriculares ou um dispositivo mãos livres para afastar o aparelho do cérebro e dos ouvidos. Mais vale usar um dispositivo com fios do que um sem fios que emite ondas.
  7. Limite a duração das chamadas. Em média, não faça ou receba mais de 6 chamadas por dia, com a duração máxima de 3 minutos cada. Observe um intervalo médio de 1h 30m entre chamadas.
  8. Telefone naa condições de recepção máxima. Se usar o telemóvel em condições deficientes de captação, a emissão de radiação do aparelho pode ser multiplicada po 2 ou 4 !
  9. Evite telefonar a andar.
  10. Não telefone dentro do carro ou de uma envolvente metálica. O efeito de gaiola de Faraday mantém e repercute as ondas emitidas pelo aparelho.
  11. Para evitar uma exposição passiva às radiações, afaste-se das pessoas que estão a telefonar.
  12. Nunca mantenha um telemóvel iluminado ou em carga a menos de 50 centímetros da cabeça, durante a noite.

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