domingo, 31 de julho de 2011

A LOJA MOZART

Ainda no artigo de Ricardo Costa, não deixa de, pelo menos, nos deixar a pensar a influência da loja Mozart no SIED e na Ongoing a tal ponto, que talvez fosse sensato legislar no sentido desta loja e outras semelhantes concorrerem às próximas legislativas e, assim, enriquecerem o poder democrático.
Transcrevemos mais um extracto do artigo 'Ex-diretor do SIED ainda pedia informações após a saída', cuja leitura sugerimos com a Mozart 40 como música de fundo.

Nesse dia 2 de novembro, Jorge Silva Carvalho ainda não tinha sequer apresentado a sua demissão, mas já conhecia bem o presidente da Ongoing, até porque são 'irmãos' de maçonaria na loja Mozart, da Grande Loja Regular de Portugal, a mais influente no mundo dos negócios e das informações no nosso país.
Só seis dias depois no dia 8 de novembro, é que Jorge Silva Carvalho viria a apresentar a demissão. Uma saída que deu muito nas vistas, por ser pedida em cima da realização da Cimeira da NATO, um acontecimento que trouxe a Lisboa a elite da política mundial. No dia 28 de novembro, três dias antes de deixar os serviços, Silva Carvalho troca alegadamente informações sobre metais preciosos com João Paulo Alfaro, outro espião e maçon (também da loja Mozart) que agora trabalha na Ongoing.

O PODER DA INFORMAÇÃO

As novas revelações do Expresso, de que Silva Carvalho – ex-director do SIED que passou a trabalhar para a Ongoing – são preocupantes. A questão da utilização abusiva de serviços públicos por interesses privados está em cima da mesa. Quem defende os cidadãos e quem defende o Estado também. Os dois parágrafos que se seguem, retirados da última edição do semanário, são absolutamente preocupantes. 

Um dos dados mais relevantes da investigação do Expresso prende-se com a existência de pedidos de Jorge Silva Carvalho a elementos do SIED depois de já lá não trabalhar. As nossas fontes indicam que terão existido solicitações aos serviços de informação sobre um empresário com ligações a Leiria, Moçambique e Brasil e que teria chegado a Silva Carvalho com propostas de investimento. O ex-director do SIED terá requerido, entre outros elementos biográficos, antecedentes criminais do referido empresário. Carvalho acreditava poder contar com a colaboração de João Luís, director operacional do SIED (que se mantém em funções) e que lhe é muito próximo.

O mesmo João Luís estará alegadamente envolvido nos pedidos que Silva Carvalho fez nos dias 20 e 21 de dezembro de 2010 (20 dias depois de ter saído do SIED) sobre dados biográficos e antecedentes criminais de um empresário madeirense com atividade em Moçambique, de apelido Jardim.

sábado, 30 de julho de 2011

MALTEZ E OS SOFISMAS DOS PODERES

Mário Crespo convidou José Adelino Maltez a analisar o debate quinzenal na Assembleia da República. E Maltez falou do acordo no desacordo, entre Passos Coelho e António José Seguro e dos micro-poderes e nos casos políticos da semana. Das nomeações, das secretas, ao défice nacional em jornalismo de investigação.

ERRO HUMANO NO DESASTRE DO VOO RIO-PARIS

Um relatório divulgado, ontem, em Le Bourget, pelo Bureau d'Enquêtes et d'Analyses pour la Sécurité de l'Aviation civile (BEA), organismo francês que investiga o acidente com o voo 447 da Air France, que iniciou, em 31 de Maio 2009, o trajecto Rio-Paris, aponta para uma sequência de erros do piloto.
O documento agora divulgado, não é ainda o relatório definitivo que será conhecido no início do próximo ano, mas já aponta para algumas conclusões, como, por exemplo, que os pilotos não deram a melhor resposta, nos últimos minutos do voo, aos dois principais incidentes verificados a bordo: a perda de indicadores de velocidade e a perda de altitude do avião.

Ligações: Leia todos os relatórios do BEA, relativos ao acidente aqui; os últimos momentos dentro da tempestade (Diário do Nordeste).

sexta-feira, 29 de julho de 2011

SEGURO: PRIMEIRO FRENTE-A-FRENTE COM PASSOS

Hoje, na Assembleia da República, foi o primeiro frente-a-frente de António José Seguro, como secretário-geral do PS, com Passos Coelho, como primeiro ministro.
Seguro - que já foi líder da bancada do PS - levou um estilo educado e sereno e evitou entrar em debate truculento, reafirmando o compromisso do memorando de entendimento com a ‘troika' e evidenciando as diferenças com os outros subscritores do memorando.
Seguro reafirmou que o PS honrará o memorando, mas avisou que há medidas no programa, apenas programáticas, que poderão não ter o acordo dos socialistas, caso criem mais austeridade sem sensibilidade social, manifestando-se, contudo, disponível para acordos com todos os partidos - e com o Governo nomeadamente - em matérias como a corrupção e a revisão das leis eleitorais. Mas avisou desde logo que o PS não abdicará de defender os seus "valores e princípios" e fará uma oposição "construtiva e responsável" e não de "bota abaixo".
Acusou Passos de não ter uma estratégia de crescimento económico:"Mais austeridade a somar a austeridade significa puxar a economia para baixo e aqui há uma diferença ideológica (entre PS e Governo). Deve haver equilíbrio e deve apostar-se no crescimento económico. Não existe no programa do Governo uma estratégia, nem uma trajectória sustentada para fazer crescer a economia".
O "caso Bairrão" não foi esquecido, bem como as nomeações para a CGD e o imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal.

NOMEAÇÕES FEITAS POR ESTE GOVERNO ONLINE

Já estão disponíveis online, desde as 9 horas de hoje, as nomeações feitas por este governo, para já, para os gabinetes ministeriais, esperando-se que durante o fim de semana a informação seja actualizada.
Para cada nomeado está disponível a seguinte informação: nome, idade, vencimento mensal bruto e endereço electrónico.

BREIVIK INTERROGADO SEGUNDA VEZ

Começaram os funerais das 76 vítimas de Anders Breivik, que hoje foi chamado ao tribunal de Oslo para o segundo interrogatório, sendo, ainda, prematuro dizer se vai ser acusado de crimes contra a humanidade.  

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