quarta-feira, 3 de agosto de 2011

BPN: VENDER É MELHOR QUE LIQUIDAR

Maria Luís Albuquerque foi ouvida na Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República, tendo afirmado que vender o BPN por 40 milhões de euros (60 vezes menos que o valor da sua nacionalização) é melhor solução que declarar falência e liquidar.
A secretária de Estado das Finanças disse que, caso o BPN não fosse vendido, o primeiro custo seria a perda de todos os postos de trabalho e depois o Estado tinha de pagar de imediato as garantias que forneceu à Caixa Geral de Depósitos para esta gerir o BPN, numa estimativa de custos financeiros que rondariam 1,5 mil milhões de euros.

VAMOS TER REDE DE COMBUSTÍVEIS LOW-COST

Álvaro Santos Pereira revelou ontem, na Assembleia da República, que o governo tenciona criar condições para uma rede nacional de postos de abastecimento de combustíveis low-cost.
O governo retoma, assim, a ideia do ex-deputado Jorge Seguro Sanches (PS) e a sua luta contra os preços praticados em Portugal, que são dos mais caros da Europa, mesmo antes de impostos. Recorde-se que, na legislatura anterior, Jorge Seguro escreveu, a este propósito, uma carta aberta ao presidente da Galp.



Ligações: Carta-aberta ao presidente da Galp; Preço dos combustíveis: colusão tácita; Portugal: o fado dos combustíveis mais caros.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

EXPLICAÇÃO DO AUMENTO DOS TRANSPORTES

Álvaro Santos Pereira explicou na Assembleia da República o aumento das tarifas dos transportes e prometeu reduções sociais para os mais carenciados, já a partir de Setembro, incluindo nas tarifas energéticas (electricidade e gás).
O ministro Santos Pereira condenou, ainda, a ostentação que encontrou no Ministério da Economia, afirmando: Deparamo-nos com um clima e ambiente de ostentação no Ministério que para mim é uma afronta para os portugueses. O ministro referia-se aos carros de alta cilindrada legados por anteriores membros de governo e seus assessores e adjuntos, com contratos de leasing totalmente blindados, que rondam bastantes milhares de euros por mês.

NETO: NÃO SE CONHECEM AS CONTAS DO BPN

Entrevistado por Mário Crespo, Henrique Neto comenta o orçamento rectificativo, as privatizações e a venda do BPN, passando pela presença de elementos da "troika" em Portugal para fiscalizar o cumprimento do acordo.

TORNADO EM BLAGOVESHCHENK

Um morto e 38 feridos é o resultado da passagem de um poderoso tornado, ocorrido no domingo, na região de Blagoveshchensk, no extremo oriente da Rússia.


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

NEGÓCIO BPN É RUINOSO ?

Tal como muita gente, Miguel Sousa Tavares considera a venda do BPN ao BIC Português, por 40 milhões de euros, uma solução ruinosa para o interesse público. Os contribuintes reclamam a explicação a que têm direito, já que o comunicado do gabinete do ministro das Finanças é manifestamente insuficiente.

UM PIONEIRO ANTIEDUQUÊS

Em artigo de opinião que subscreve no último Expresso, Guilherme Valente deixa-nos a esperança de que nem só da praga do “eduquês” vive a política de educação do PS, como deixa transparecer a parte final do artigo, que reproduzimos. 

Tive acesso agora a uma entrevista em que um grande intelectual, que teve a coragem necessária para ser livre, antecipa a análise da praga e as confirmadas previsões sobre os seus efeitos na escola e no futuro de Portugal: Mário Sottomayor Cardia. Alguns breves excertos:

Aceitei participar do Governo porque era uma tarefa difícil, em que se jogava, e jogou, o destino do pluralismo na cultura portuguesa e a credibilidade e utilidade do ensino público. É esta última aposta que me afasta dos titulares do Ministério desde pelo menos 1985, com a excepção de Manuela Ferreira Leite. (…) Estão a destruir o que tanto custou a reedificar naqueles anos longínquos(…). Sabotar o ensino público - desqualificando-o em nome da democratização, da ausência de selectividade escolar, da pedagogia não directiva, da proibição de memorizar, mesmo da dispensa de aprendizagem da tabuada, da proclamação do prazer como única motivação do saber e do pensar – é, directa ou indirectamente, uma forma extrema e repugnante de liquidação do sistema público de ensino. Respeitando e disciplinando o ensino privado (…), foi a defesa do ensino público que inalteravelmente me moveu e animou. A democracia directa é sempre (ou quase sempre) a antecâmara (ou o disfarce institucional) da ditadura. A democracia directa ignora os direitos individuais. É o que hoje penso. Foi o que na altura percebi, independentemente de teorizações politologicas a que ainda não tivera acesso.
“Fundamentalista antieduquês”, foi como uma tão inocente ex-secretária de Estado, Ana Benavente – pasme-se! – se referiu ao atual ministro.
Fundamentalista Nuno Crato nunca será. Antieduquês estou certo que continuará a ser. Na honrosa companhia de Mário Sottomayor Cardia. Como o país precisa e a esmagadora maioria dos professores espera.

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