A Lei do Enriquecimento Ilícito, que tinha sido aprovada na Assembleia da República, com o voto favorável de todos os partidos à excepção do PS, foi chumbada pelo Tribunal Constitucional, que considerou dois artigos inconstitucionais.
Uma viatura aonde seguia Mário Soares, conduzido pelo seu motorista, foi apanhada na A8, perto da Marinha Grande, em excesso de velocidade (199 km/h). Soares terá dito aos agentes da GNR que "o Estado é que vai pagar a multa". Ou será o condutor ? (dizemos nós).
O excesso de velocidade é trivial entre políticos e altos dirigentes da Administração Pública, conduzidos pelos respectivos motoristas em veículos do Estado. Parece uma minudência, mas - a ser verdade tão elevada velocidade na viatura de um ex-PR - ficamos com a triste sensação de que quem devia dar o exemplo quis fugir ao cumprimento do código da estrada ou incentivou o motorista ao incumprimento, quando devia precisamente assumir que não está acima da lei.
Em caso de acidente, a responsabilidade é do motorista (como vimos, recentemente, no despiste do carro oficial de Mário Mendes, em pleno centro da capital), porque não se pode provar que a iniciativa para prevaricar partiu do conduzido e não do condutor.
Marcelo diverte-se* aos domingos a mandar umas "bocas" na TV, navegando entre a realidade e a ficção, e procurando criar factos políticos, de modo a chamar a atenção durante o maior tempo possível, até ao próximo programa.
Aprendiz de Maquiavel e de Richelieu, Marcelo não aprendeu muito com o seu pai**, nem com o seu padrinho***: não conseguiu chegar nem a presidente da Câmara de Lisboa, nem a primeiro ministro, apesar de ter conseguido ser líder do PSD.
E ser professor catedrático, quando se estudou no tempo da velha senhora em que havia exames a sério, pode ser sinónimo de inteligência, mas pode não ser um atestado de equilíbrio, bom senso e sentido de responsabilidade, que é o que se vai exigindo cada vez mais aos políticos, sobretudo em tempo de crise.
Talvez por isso, Marcelo nunca chegou a lugares de topo da hierarquia do Estado, o que naturalmente tem consequências freudianas. Representar o papel de comentador, imaginar uma intriga e conseguir com ela pôr uns patins a um dirigente partidário, mesmo que seja do seu PSD, eis o supremo gozo de Marcelo.
Ao contrário de nós – que sempre vimos Marcelo como uma espécie de professor Pardal -, António José Seguro levou a sério a "bicada" do passado domingo do professor, na TVI, e mostrou-se indignado, considerando que se tratava de um atentado à sua honra e dignidade. Em nosso entender, não devia ter levado o professor a sério, mesmo que se tratasse de uma encomenda do actual presidente da câmara de Lisboa. Seguro tem, desde a sua juventude, uma carreira partidária notável, sendo conhecido pela sua ética pessoal e política e pela educação com que convive com toda a gente, incluindo camaradas e adversários.
Um líder forte não precisa destas golpaças, disse Marcelo no passado domingo, na TVI. Mas será que um comentador fraco precisa destas "tiradas" para chamar a atenção sobre si próprio e promover a sua audiência ?
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* E ganha dinheiro.
**Baltazar Rebelo de Sousa, médico, ministro, deputado e ex-Governador Geral de Moçambique.
***Camilo Lemos de Mendonça, engenheiro agrónomo, devoto do nordeste trasmontano e primeiro presidente da RTP.
João Silva Nunes, ex-presidente da Parque Escolar, está a ser ouvido na Assembleia da República e diz que nada foi feito sem o aval do Ministério das Finanças. Claro, a administração da Parque Escolar não podia pedir empréstimos ao BEI* e ao BDCE** sem aval do Estado. Mas podia ter tido o bom senso de ir buscar alguns técnicos com experiência (de preferência da antiga Direcção-Geral das Construções Escolares). Seguramente não faria a remodelação de cada escola a custos superiores aos de uma escola nova. Se calhar nem repararam nisso. Nem que estavam a mandar fazer instalações de luxo com deficiências comprovadas, nomeadamente infiltrações.
Por exemplo a Escola Secundária de Tomar tem agora instalações de luxo e, depois de renovada por 13 milhões de euros, ficou com candeeiros de Siza Vieira, um museu vazio e um anfiteatro que não é funcional. Se isto é boa gestão...
A capa de uma revista com a modelo Huda Nakash motivou uma onda de protestos nos sectores mais conservadores. A modelo, que é estudante e tem 22 anos, participa na primeira campanha do mundo árabe de roupa interior e diz que não teme ninguém.
Aung San Suu Kyi, eleita deputada pela Liga Nacional para a Democracia de Myanmar, congratulou-se com a vitória e diz que os resultados representam uma vitória do povo.
Noronha do Nascimento diz que a destruição das escutas a Sócrates, resultantes do caso "Face Oculta", é definitiva. No entanto, há muito boa gente que pensa que a actuação do presidente do STJ é ilegal.
Relembre a opinião de Costa Andrade na primeira ligação abaixo.