O insólito acontece: o secretário de Estado Pedro Lomba, recém-nomeado para o Governo, participou numa
acção de campanha autárquica do PS, realizada em Belém. Ele diz que se tratou de um engano.
(semanário SOL, de hoje)
Pedro Lomba é secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto do Desenvolvimento Regional e autor do livro "Teoria da Responsabilidade Política". Talvez o engano na campanha eleitoral se deva ao nome do próprio cargo que ocupa no governo de Passos. Mas, desde que o vimos há dias na TVI24, atrapalhado com as perguntas do Paulo Magalhães e a espalhar-se a todo o cumprimento, não ficámos admirados. Afinal, trata-se de (ir)responsabilidade política.
«As eleições conferem um poder mas não conferem autoridade»
Segundo a Bloomberg, a China está a construir uma cidade nas florestas perto de Minsk, a capital da Bielorrussia. A cidade estará preparada para receber 155 mil pessoas, permitindo à China criar uma espécie de hub entre a Europa e a Ásia: as exportações chinesas estarão a menos de 300 km da Lituânia e da Polónia, dois países membros da União Europeia. Outra vantagem é que os acordos entre a Bielorrússia, a Rússia e o Casaquistão permitirão aos produtos oriundos desta cidade-parque industrial passar as fronteiras destes dois últimos países sem barreiras alfandegárias.
A China investirá 3,8 mil milhões de euros nesta operação e a nova cidade ficará ligada ao aeroporto de Minsk através de uma ferrovia de alta velocidade. A energia será fornecida por uma central nuclear a construir pela Rússia até 2018. A primeira fase de construção da nova cidade ficará pronta em 2020, e a conclusão está prevista para 2030.
O futuro parque industrial contará com isenção de impostos e taxas municipais para as empresas que venham a instalar-se e invistam um mínimo de 3,8 milhões de euros, qualquer que seja a sua origem. Há já grandes empresas interessadas no projecto.
Com o objectivo de reforçar a cooperação económica, o primeiro ministro chinês Li Keqiang visitou, em 26 de Maio, a Alemanha, único país europeu incluído, então, no seu roteiro, segundo a Xinhuanet. A opção estratégica de longo prazo da China é efectivamente desenvolver a cooperação com a Alemanha, que é o seu primeiro parceiro económico europeu. Esta visita permitiu aos dois países atenuar as tensões sino-europeias, aumentadas desde que a Comissão Europeia anunciou querer taxar significativamente a importação de painéis solares da China. Uma proposta contestada por Angela Merkel que liderou a contestação a esta medida.
Do lado bielorrusso, a aliança com a China é uma maneira de diminuir a dependência da Rússia. A União Europeia e os Estados Unidos intensificaram sanções contra o país depois de Alexander Lukashenko ter aprisionado os seus opositores políticos. O desaparecimento dos aliados Kadhafi e Chavez aumentou o isolamento do regime.
Aliás, a Bielorrússia não é propriamente o parceiro ideal para uma aproximação ao mercado europeu, até porque um projecto anterior na Bulgária, bem mais modesto, foi votado ao fracasso em 2010.
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A Liberty Reserve foi acusada da lavagem durante sete anos de 6 mil milhões de dólares, tendo seu fundador Arthur Budovsky sido detido em Madrid, juntamente com o marroquino Azzeddine El Amine, outro responsável da empresa.
Segundo o procurador federal de Manhattan, Preet Bharara a Liberty Reseve foi criada de forma intencional e estruturada para facilitar atividades criminosas. Era, essencialmente, um banco do mercado negro. Operou deliberadamente de forma a atrair e ajudar criminosos, que pretendiam usar a moeda digital para violar a lei e lavar os ganhos dos seus crimes.
Pacheco Pereira afirmou ontem, na SICN, ao apresentar as suas "Crónicas dos dias do lixo", que vivemos num reino de mentira, em que se sente a captura do poder político pelo sistema financeiro.
Pacheco reprovou Sócrates e arrasou Passos: se o governo anterior gastou demais e nos entregou à troika, o governo actual arriscou uma experiência de engenharia social que deu para o torto e tem exibido a sua incoerência quando às segundas, quartas e sextas canta o rigor orçamental e nos intervalos o crescimento.
Pacheco diz ainda que, o governo de Passos demonstra teimosia e incompetência, ao ver chumbados diplomas pelo Tribunal Constitucional, e trata mal os cidadãos, como se infere claramente dos anunciados despedimentos de funcionários públicos.
Paul Krugman conhece bem a economia portuguesa, pois integrou o grupo de aconselhamento especializado, solicitado em 1975 ao MIT*, pelo então ministro das Finanças José Silva Lopes. No seu blogue The Conscience of a Liberal, dedica os seus dois últimos posts [ "Nightmare in Portugal" e "Portuguese Memories (Trivial and Personal)"] a Portugal, publicando uma fotografia quando, ainda jovem, esteve cá com mais 3 colegas do MIT (entre os quais M. Beleza) e escrevendo:
Não me digam que Portugal tem tido más políticas no passado e que tem profundos problemas estruturais. Claro que tem, e todos têm, mas sendo que em Portugal a situação é mais grave que em outros países, como é que faz sentido que se consiga lidar com estes problemas condenando ao desemprego um grande número de trabalhadores disponíveis?
A resposta para o tipo de problemas que Portugal enfrenta agora, conhecidos há muitas décadas, é a política monetária e fiscal expansionista. Mas Portugal não pode fazer as coisas por conta própria, porque já não tem moeda própria. OK, então: ou deve acabar com o euro ou algo deve ser feito para fazê-la funcionar, porque aquilo a que estamos a assistir (e os portugueses a experimentar) é inaceitável.
O que poderia ajudar ? A expansão mais forte da zona euro como um todo, uma inflação mais elevada no núcleo europeu.
Krugman fala sobre o seu último livro "End This Depression Now!"
e sobre a crise financeira global (Maio 2013).
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*Através de Dick Eckaus, professor no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e velho amigo de Silva Lopes.
Ontem, em Paris, após a manif de mais de 150 mil pessoas contra o casamento gay e a adopção, registaram-se confrontos que envolveram perto de mil jovens e centenas de agentes das forças policiais, havendo a registar 36 feridos e tendo sido detidas 250 pessoas.
Recorde-se que, ainda recentemente, por ser contra a lei recentemente promulgada do mariage pour tous, o intelectual francês Dominique Venner pôs termo à vida na catedral de Notre Dame.