segunda-feira, 24 de outubro de 2016

SMARTPHONES DE LUXO

À medida que vão surgindo, os novos modelos de topo da Samsung e da Apple são autênticas jóias tecnológicas, que são adquiridos por milhões de pessoas. Para quem gosta de modelos (quase) exclusivos e luxuosos, há quem os fabrique para bolsas abonadas. 
Se for esse o seu caso, vamos indicar a seguir, por ordem crescente de preço, 6 smartphones que pouca gente pode ter. 

6. Mobiado Grand Touch em Marble (2850)
5. Tonino Lamborghini 88 Tauri (4830)
4. Gresso Regal Gold (5520)
3. Sirin Solarin Crystal White Carbon DLC (14620)
2. Vertu New Signature Touch with Sky Blue calf leather (18500)
1. Goldvish Eclipse with diamonds and black alligator skin (32800)

 Entre parenteses estão indicados os preços em euros.


Outras ligações: Bellperre Touch [Bellperre]; Ulysse Nardin Chairman diamond edition [Ulysse Nardin]; Dior Reveries Haute Couture smartphone [GC Prive]; The Gold iPhone 7 Collection [Goldgenie]; iPhone Gold solid 24 ct gold edition [Stuarthughes]; Jardin Secret [Savelli]; Aston Martin 808 [CNet]..

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

OUTRA FUGA DE INFORMAÇÃO NA NSA

O FBI prendeu discretamente um subcontratado da Booz Allen Hamilton a trabalhar para a NSA, indiciado numa importante piratagem de ferramentas da famosa agência nacional de segurança americana. 
Trata-se de Harold Thomas Martin III, 51 anos, que é suspeito de se apoderar de códigos "top-secret" que a NSA tem usado para entrar nos sistemas informáticos de adversários estrangeiros. 
Segundo o Departamento de Justiça, no passado dia 27 de Agosto, foram feitas buscas na residência de de Martin em Glen Burnie (Maryland), tendo sido encontradas cópias em papel e eletónicas de documentos classificados "Top-Secret/SCI". 
Além de documentos, os investigadores revelaram que Martin se apropriou de bens governamentais avaliados em mil dólares. 
Martin sujeita-se a uma pena de prisão de 1 ano, por roubo de propriedade governamental e desvio não autorizado e retenção de documentos classificados.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

APELO DO MEU CÃO CASCALENSE

Os serviços do ambiente do Município de Cascais lançaram recentemente, nos pontos aonde
disponibilizam os saquinhos receptadores do cócó dos bichinhos, um apelo bilingue (em português e inglês) dirigido directamente aos canídeos. 
Como não conhecemos nenhum destes animais que compreenda português ou inglês, não será preferível que os serviços do Ambiente de Cascais traduzam para uns béu-béus mais acessíveis aos destinatários?
É que deve ter sido mesmo isso que o meu cão, em posição humanóide, reclamou há dias em duas ladradelas, quando passámos junto ao Centro Cultural. 







Ligação: No tempo em que os animais falavam [Contos de Encantar]    .

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Sangue, suor e lágrimas no 10 de Junho

Marcelo mudou a presidência ao torná-la muito mais próxima dos cidadãos. Ele sabe que as instituições só existem e se consolidam se estiverem verdadeiramente ao serviço do Povo. 
Este ano as comemorações do dia de Portugal ultrapassaram as fronteiras geográficas e vão realizar-se, pela primeira vez, na cidade luz onde se calcula que vivam cerca de um milhão de portugueses, alguns dos quais - os mais velhos - passaram pelos célebres bidonvilles, numa luta de sobrevivência da miséria e da pobreza da ocidental praia lusitana. 
Nada melhor que o 10 de Junho para evocar a diáspora dos que, sobretudo na década de sessenta, ousaram atravessar fronteiras, trabalharam e honraram com sangue suor e lágrimas o nome de Portugal. 

sexta-feira, 15 de abril de 2016

SER AMIGO É UM POSTO

Na semana em que uns saem por dizer, outros são notícia por fazer. Fazer e, segundo dizem até agora, por fazer à borla, embora da intervenção na TAP tenha resultado a reversão de parte da privatização e a tentativa de entrada de um grupo chinês da órbita do universo empresarial do escritório do negociador para o capital dos novos donos da transportadora. 
É tão clara a confusão entre política e negócios como a falta de vergonha na cara do PSD em falar sobre o tema, depois ter viabilizado no passado recente as intervenções do negociador do anterior regime, prof. António Borges, ou a contratação dos britânicos da Perella Weinberg Partners para as privatizações da REN, da EDP e da Galp, por amizade do representante da empresa em Portugal ao ministro das Finanças Vítor Gaspar. Acresce que no caso do setor energético, a Perella nem sequer tinha historial relevante de intervenção em processos similares. A amizade, depois de deposta a antiguidade, parece querer assumir o lugar de posto. Ser amigo é um posto.
É tão claro o incómodo da esquerda como a contestação à intervenção de alguém com longa experiência negocial e de intervenção em processos do Estado, por exemplo no SIRESP ou na aquisição dos helicópteros Kamov. A esquerda embatucou e só num momento posterior é que esboçou uma reação de geometria variável. Houve demasiada opacidade nos processos de privatização do anterior governo e um deliberado atraso na definição do elenco dos ativos estratégicos nacionais a salvaguardar, que acabaram por não incluir a água. Era bom que o alegado novo tempo trouxesse mais transparência e mais escrutínio popular.
O que é mesmo claro é que não há opacidade má de direita e opacidade boa de esquerda. Há falta de transparência, de rigor na gestão da coisa pública, e a expetativa de que os portugueses possam ser tomados por parvos, pro bono ou por 2 mil euros brutos. Tudo o resto é como se tivéssemos uma manada de elefantes numa loja de porcelanas.
Temos paquidermes na loja quando, para disfarçar a falta de recursos financeiros para acorrer a tantas solicitações de reversões, de reivindicações e afins, a solução é recorrer a iniciativas fraturantes que distraiam os cidadãos, alegadamente para combater injustiças, desigualdades ou discriminações. O exercício legislativo do cobertor aconchega as agendas políticas de alguns, mas destrói o património de confiança e a relação institucional do PS com alguns setores da sociedade, sendo os militares o exemplo mais óbvio. A manta de retalhos é cada vez mais evidente e o descontentamento também. Tal como não há almoços grátis, o lustro dado a alguns egos tem um custo para a coesão social e para o País.
Temos elefantes na loja quando o critério para o que dizem publicamente os titulares de cargos políticos eleitos em nome do PS varia em função do grau de proximidade e de amizade ao líder. Se fores próximo, podes comparar um dirigente partidário a Hitler, apelidar de vómito um líder ou colocar o Presidente da República na rota do salazarismo e do nazismo. Se fores distante, nem a verbalização metafórica de um banano é admitida. O primeiro-ministro definiu um novo patamar de referência para futuro. Certamente, tudo será diferente, transparente e sem ziguezagues em função da salvaguarda da manutenção do poder pessoal.
Entre tentativas de marcação de agenda política, medidas tomadas com imaturidade e ensaios de divergência entre os partidos que sustentam o governo começam a proliferar demasiados agentes sociais de trombas, uns porque não foi cumprida a esperança que tinha sido gerada, outros porque o que é concretizado é feito com confrangedora ligeireza.
É como se o informalismo, ao invés de ser um instrumento de proximidade com as pessoas, partilhado pelo governo e pela Presidência da República, fosse um fim em si mesmo, sem ter em conta as existências, as expetativas e as consequências. A certa altura vai gerar mais problemas do que soluções.
O problema é que, apesar do anunciado tempo novo, a realidade interpela-nos com a força de uma trombada de elefante: o crédito às empresas reduz pelo segundo mês consecutivo, o crédito malparado voltou a subir e o desemprego também. E para esses não há “pro bonos” que nos valham.O problema é que, apesar do anunciado tempo novo, a realidade interpela-nos com a força de uma trombada de elefante: o crédito às empresas reduz pelo segundo mês consecutivo, o crédito malparado voltou a subir e o desemprego também. E para esses não há “pro bonos” que nos valham

(transcrição parcial do artigo de António Galamba no jornal "i" de ontem)

quarta-feira, 9 de março de 2016

A CONSAGRAÇÃO DO QUARTO PODER

Finalmente, chegou o dia grande, laboriosamente preparado durante uma vida. De resto, Marcelo nasceu bem próximo do poder e da comunicação social. O seu pai, o médico Baltasar Rebelo de Sousa, foi Subsecretário de Estado da Educação Nacional (1955-61), deputado à Assembleia Nacional por Évora (1953) e Braga (1957), Governador Geral de Moçambique (1968-70) e ministro - Saúde e Assistência (1970-73), Corporações e Previdência Social (1973) e Ultramar (1974).  O seu padrinho, eng. Camilo Mendonça, foi o primeiro presidente do Conselho de Administração da RTP e certamente as conversas em família, então encetadas pelo Prof. Marcello Caetano, não deixaram de o influenciar para a intervenção, como jornalista, no Expresso e, como comentador político, nas televisões.
Por outro lado a sua formação académica e posterior cátedra em direito administrativo, provávelmente sob os auspícios do Prof. Marcello Caetano, de quem foi discípulo na FDL, revelaram-lhe desde logo a ligação entre a universidade (e o ser bom aluno e professor) e o poder. Nesta matéria, poucos como Marcelo Rebelo de Sousa estarão cientes da necessidade urgente da reforma do Estado e da Administração Pública e da necessidade urgente de reformar os códigos administrativos e de inverter a "privatização" dos funcionários públicos e a diminuição dos seus direitos, o que muito tem contribuído para a fragmentação dos organismos do Estado, conjuntamente com a nomeação partidária mais ou menos camuflada das chefias (a todos os níveis),  e o desrespeito pelo procedimento administrativo (e pela lei), sob o pretexto da desburocratização.
Quando, hoje em dia, um trabalhador do Estado, para tranquilizar a sua consciência, não pode invocar o direito de respeitosa representação para evitar ordens ilegais, isso significa que alguma coisa vai mal do ponto de vista moral e legal. Imaginem um corrupto no cargo de director-geral a mandar em funcionários subservientes (e, eventualmente, também corruptos) ao que inevitavelmente conduz: um organismo de malfeitores ou, justamente, uma associação de malfeitores.
Tal como na saúde, o melhor remédio é a prevenção. Mas, para isso, nada melhor que tomar medidas de fundo e produzir legislação adequada. A legislação não tem que ser abundante. Tem é que não ser contraditória com a existente. E em bom português, para que toda a gente entenda. (A propósito: quantas rectificações são publicadas no Diário da República?).
Marcelo Rebelo de Sousa, como PR, não pode fazer muito. Mas pode fazer alguma coisa. Afinal, poucos anteriores presidentes, tiveram como ele o ambiente familiar, a formação, a preparação e a experiência conveniente para o cargo. Deixámos de ter comentador ao fim de semana, mas esperamos ter presidente a tempo inteiro. A bem da Nação.  

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