sábado, 6 de novembro de 2010

Passos defende a cultura da responsabilidade

Certamente a pensar no bom exemplo da Islandia, em que o ex-primeiro ministro vai responder em tribunal pela situação financeira do seu país, Passos Coelho afirmou, ontem, em Viana do Castelo, que não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles.
O ´País precisa de uma cultura de responsabilidade: Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos ?
Então, se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Henrique Neto: Sócrates é um vendedor de automóveis

Em entrevista publicada hoje, na edição impressa do jornal Negócios, Henrique Neto, o empresário e histórico do PS, não tem papas na língua: "Isto é uma máfia que ganhou experiência na maçonaria". E é arrasador: Sócrates "é um vendedor de automóveis" que "está no topo da pirâmide dos que dão cabo disto".
Este empresário, de 74 anos, sempre disse o que queria e o que pensava. Fala desassombradamente que no PS se utilizam técnicas da maçonaria para controlar a verdade e, depois, quando surgem críticos como ele e o Medina Carreira, a chamar a atenção para a realidade do País, acusam-nos de miserabilistas. E, logo que podem, exercem pressão nos lugares onde estão esses críticos e, se puderem silenciá-los, não hesitam, condicionando as pessoas e usando o medo que as pessoas têm de perder o emprego.
Neto conta que foi assediado pela maçonaria, em Lisboa, com a Natália Correia, mas sempre disse que, com a maçonaria, não queria nada e que, ainda hoje, continua a dizer que é a coisa pior que pode existir na políticaO arquitecto Fava é maçónico, o Sócrates entrou por essa via, e os outros todos. Até o Procurador-Geral da República...
E explica como foi a última comissão política do PS, em que Sócrates anunciou as medidas de austeridade. Convocou-a à última hora, depois de saír da conferência de imprensa, no mesmo dia, para ninguém ir preparado. Organizou o seu grupo de fiéis para fazerem intervenções sucessivas a apoiar, para que não houvesse vozes dissonantes. Não falou antes, a explicar as medidas; depois o Almeida Santos fez aquilo que faz sempre: uma pessoa pode inscrever-se com antecedência, mas só dá a palavra a quem quer.

Vale a pena ler e meditar nesta extensa entrevista (8 páginas).


Sugestão: Leia os nossos artigos Onde está, então, a democracia ? e O PEC, o PRACE e a estratégia de desenvolvimento da economia nacional .

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Contas públicas: sem estratégia não há futuro

Os juros da dívida pública continuam a subir. Provávelmente os investidores não estão seguros do cumprimento das medidas de austeridade anunciadas pelo governo.
Carlos Moreno, ex-juiz do Tribunal de Contas, e Ventura Leite, ex-deputado PS, foram ao Negócios da Semana de José Gomes Ferreira falar da crise, da necessidade de rigor e de combate ao despesismo e da falta de estratégia a médio prazo nas finanças públicas, passando pelo peso que as parcerias público-privadas (ppp) têm e terão nas contas públicas.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O Povo não é quem mais ordena

Quem manda é quem paga. Temos de nos conter dentro dos limites que podemos pagar. Por muito que nos custe, nós não mandamos nada!, Manuela Ferreira Leite dixit , hoje, na Assembleia da República. E alertou: o nível de endividamento tornou o País refém dos credores que estão a ditar as regras. A situação do País é extremamente grave.

Ferreira Leite perguntou, como foi possível o Governo conduzir-nos a este ponto ? e lembrou que ninguém nega a existência da crise mundial, mas ninguém pode negar que ela se limitou a antecipar a rotura que já se previa e para a qual há muito se alertava o Governo.

Em contraponto, (re)veja aqui a entrevista concedida por Sócrates, esta noite, à TVI. Sócrates insistiu nos argumentos utilizados anteriormente, nomeadamente que o facto das taxas de juro continuarem a subir nada tem a ver com o Orçamento. A crise não afectou apenas Portugal, mas todos os países desenvolvidos. O problema não é apenas português, disse.
Quanto à impopularidade pelas medidas tomadas: Faço o meu melhor pelo país. Nunca ninguém me ouvirá dizer que o país está de tanga ou de joelhos. A minha responsabilidade é de acção.

Aguiar-Branco culpa Sócrates

O deputado do PSD José Pedro Aguiar-Branco, em intervenção produzida ontem na Assembleia da República, sentenciou que Sócrates vai ter de passar pela vergonha de ser demitido, culpando primeiro-ministro e governo pelo aumento dos valores do défice e da dívida pública.
Entretanto, numa sondagem publicada, hoje, pelo Correio da Manhã, os eleitores culpam o governo pela crise.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sócrates amanhã na TVI

Preocupado com as sondagens, Sócrates vai ser entrevistado amanhã na TVI, logo a seguir ao Jornal Nacional (20:00 horas), acaba de anunciar o "i" online.
A entrevista incidirá sobre, as negociações com o PSD, a pressão dos grandes da Europa, onde vai o governo buscar o dinheiro que para compensar as contrapartidas negociadas com o PSD, o que espera o governo do maior partido da oposição quando o Orçamento for debatido na especialidade - estas são algumas das perguntas que Sócrates deverá responder.
É pena que a entrevistadora não possa ser Manuela Moura Guedes, mas Sócrates não é "muito tolerante" e muito menos esquece os que se lhe opõem...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Remodelação governamental à vista ?

João Correia, secretário de Estado da Justiça, irá abandonar o governo brevemente, noticiou ontem o "Correio da Manhã", podendo dar o mote a uma remodelação governamental alargada.
O secretário de Estado da Justiça estaria farto do combate surdo que, com a sua actuação transversal na "modernização judiciária", o seu colega José Magalhães lhe estaria a mover, proporcionando infindáveis conflitos de competências.
Também estaria ressentido com o episódio de desautorização de João Correia, quando, em 21 de Outubro passado, reconduziu a procuradora Leonor Furtado à frente do Instituto da Reinserção Social (IRS) e, no dia seguinte, um despacho de José Sócrates e Alberto Martins afastou Leonor Furtado, nomeando para o cargo Ricardo Sá Gomes e fundindo as direcções-gerais dos Serviços Prisionais e da Reinserção Social.
Segundo fontes geralmente bem informadas, Sócrates aproveitará a entrada em vigor do próximo orçamento, para fazer uma remodelação alargada, tendo como escopo dar novo alento à desgastada equipa governamental, onde pontifificam desempenhos claramente insuficientes e alguns conflitos.

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