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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

A REPÚBLICA MONÁRQUICA

O novo secretário de Estado António Mendonça Mendes é irmão da deputada e dirigente máxima socialista Ana Catarina Mendes. Esta, por sua vez, é casada com o antigo ministro Paulo Pedroso.

Uma lição excecional na política portuguesa? Infelizmente, não. Este absurdo é o corolário lógico dum sistema político dominado por laços familiares.
No Governo, Parlamento e na alta administração pública, estamos cheios de casados, primos e cunhados. O ministro Eduardo Cabrita é casado com Ana Paula Vitorino, que também integra o Governo.

Já a secretária de Estado adjunta de António Costa, Mariana Vieira da Silva, é filha de outro Vieira da Silva, o ministro da Segurança Social.

A titular da Justiça, Van Dunem, é casada com o ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos, Eduardo Paz Ferreira.

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, é filha de Alfredo José de Sousa, ex-provedor de Justiça. Ainda no atual Executivo, temos o secretário de Estado Waldemar de Oliveira Martins que é filho de Guilherme Oliveira Martins, ex-presidente do Tribunal de Contas e atual presidente do Conselho Fiscal da Caixa; este, por sua vez, é cunhado de Margarida Salema, que preside à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos; esta é irmã da deputada Helena Roseta, casada com o ex-ministro Pedro Roseta, que é cunhado do também ex-ministro António Capucho.

Elisa Ferreira, administradora do Banco de Portugal, é casada com Freire de Sousa que preside à Comissão de Coordenação do Norte.

No Parlamento, também os cargos políticos se congeminam no lar. O exemplo familiar mais exótico nos dias de hoje é constituído pelas gémeas Mariana e Joana Mortágua; o mais romântico será constituído pelo casal de deputados Teresa Anjinho e Ricardo Leite.

Na Assembleia da República, cruzaram-se, ao longo dos últimos anos, mais familiares do que numa ceia de Natal: Luís Menezes, filho de Luís Filipe Menezes, Nuno Encarnação, filho do ex-ministro Carlos Encarnação, todos do PSD; e os deputados Candal, pai Carlos e filho Afonso, ambos do PS; a que se juntam Paulo Mota Pinto, filho do anterior primeiro-ministro Mota Pinto e da ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia, Fernanda Mota Pinto; Clara Marques Mendes, deputada, é filha e irmã de dois outros Marques Mendes, António e Luís. António foi eurodeputado, Luís ministro e líder parlamentar; Teresa Alegre Portugal era deputada na mesma bancada do seu irmão, o histórico dirigente socialista Manuel Alegre.

A consanguinidade reina no... reino político. Paulo Portas, ex-ministro e líder do CDS, é primo do todo-poderoso socialista Jorge Coelho.

O ex-secretário de Estado de Passos Coelho, João Taborda da Gama, é filho do socialista Jaime Gama, antigo presidente do Parlamento. António Campos, ex-ministro, é pai de Paulo Campos, deputado.

O ex-ministro das Finanças Vítor Gaspar é primo do Conselheiro de Estado Francisco Louçã. E este é cunhado de Correia de Campos, presidente do Conselho Económico e Social e ex-ministro da Saúde.

A histórica presidente do Partido Socialista e ex-ministra dos governos de Guterres, Maria de Belém Roseira, é tia de Luísa Roseira, membro da Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

Esta é uma lista interminável que se inscreve numa tradição que transitou do antigo regime.

E que se manteve, transpondo - e suplantando até - a Revolução de Abril. O ex-ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho é filho de um governador civil de Viseu, nomeado pelo Governo de Salazar.

O presidente de Assembleia Constituinte da jovem democracia de Abril, Henrique de Barros, era cunhado do último chefe do Governo do velho fascismo, Marcelo Caetano. Em sua homenagem, o atual presidente da República herdou-lhe o nome. Marcelo Rebelo de Sousa é, ele próprio, filho de um ministro do Ultramar de Caetano.

E é neste quadro de sucessão dinástica que Portugal, uma arruinada República, mantém uma Corte decrépita, dominada por umas poucas dezenas de famílias que estão agarradas ao poder público e às benesses que este proporciona.

Para aceder ao poder, não será necessário grande consistência política ou ideológica ou sequer sentido de interesse público. Em primeiro lugar, o que prevalece, são os laços de sangue.

Esqueceu-se da família de Mário Soares?

Afinal que falta para Portugal se transformar em Monarquia? Interessante que em Moçambique e Angola se passa o mesmo. Com quem terão aprendido?

(texto enviado por e-mail por ex-DGEMN devidamente identificado)

quinta-feira, 21 de março de 2013

PARADOXO DO MENTIROSO (OU DO POLÍTICO?)

O uso da lógica tem as suas limitações. Como se pode ver nalguns paradoxos e nalguns discursos políticos.

quinta-feira, 14 de março de 2013

A POLÍTICA É UM PALCO (II)

Ninguém melhor que um político para representar. Depois de desempenhar o papel de ministro, o conhecido ex-governante Mário Lino dá o exemplo e vai, agora, ser actor na peça "Nada do Outro Mundo". Um título que nos faz logo pensar que o caso Freeport, as parcerias público-privadas e o caso BPN não foram nada do outro mundo.

Ligação: A política é um palco.

domingo, 14 de outubro de 2012

SAMPAIO: DEMOCRACIA ESTÁ EM RISCO

Jorge Sampaio comentou as manifestações e a situação política actual, em entrevista a António José Teixeira, e disse que a democracia está em risco. Sampaio foi peremptório: há um caminho que pode deslizar para um certo desespero e a democracia tem que responder com ideias, com aberturas partidárias.
Sampaio afirmou, ainda, que a austeridade rebenta com o Pais e que é necessário (e urgente) o consenso político.
entrevista completa

sábado, 10 de setembro de 2011

SEGURO: AS PESSOAS ESTÃO PRIMEIRO

António José Seguro abriu ontem à noite o XVIII congresso do PS com um forte ataque ao Governo, procurando apontar as diferenças políticas, ideológicas que, segundo o actual secretário.geral socialista já deixou três marcas: injustiça social, incumprimento eleitoral e insensibilidade social. Seguro assumiu que não passará cheques em branco ao Governo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

MINISTROS PS GANHAVAM MENOS

Antes de entrarem para o Governo, os 17 membros do anterior executivo PS ganhavam globalmente menos que os 12 ministros actuais (PSD, CDS). Seriam, por isso, menos competentes ?
Em qualquer dos casos, tinham todos rendimentos muito acima do ordenado mínimo nacional e, provavelmente, nunca nenhum deles sentiu na pele as necessidades dos portugueses mais pobres. Esperamos que todos sejam exemplares a fazer as suas declarações de IRS e a cumprir as suas obrigações fiscais.

XIX Governo

rendimento anual

  XVIII Governo

rendimento anual

Paulo Macedo

846000

  António Serrano

162000

Aguiar Branco

423000

  Helena André

124000

Paula Teixeira da Cruz

414000

  Gabriela Canavilhas

115000

Miguel Relvas

229000

  Isabel Alçada

109000

Nuno Crato

194000

  António Mendonça

108000

Vítor Gaspar

160000

  Luís Amado

106000

Passos Coelho

122000

  Santos Silva

105000

Assunção Cristas

98000

  Teixeira dos Santos

105000

Álvaro Santos Pereira

95000

  José Sócrates

103000

Mota Soares

68000

  Pedro Silva Pereira

89000

Miguel Macedo

58000

  Mariano Gago

89000

Paulo Portas

51000

  Rui Pereira

89000

      Vieira da Silva

89000

      Ana Jorge

89000

      Jorge Lacão

81000

      Dulce Pássaro

74000

      Alberto Martins

53000

TOTAL

2758000

   

1690000

(Fonte: Expresso de 27 Agosto 2011)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

OS INDEPENDENTES E AS ELEIÇÕES

Os partidos integram nas suas listas candidatas às eleições cidadãos independentes que, formalmete, não estão filiados nas suas hostes. Para os partidos o objectivo é claro: aumentar a sua base de apoio e "caçar" votos. Para os "independentes", é a oportunidade de, como simpatizantes da causa partidária ou do líder, sobressaírem, sem estarem sujeitos à disciplina (e quotização) partidária. Claro que os "independentes", como "paraquedistas" que são, não são bem vistos pelos militantes habituais.
Estas eleições já estão marcadas por alguns independentes polémicos, como Fernando Nobre e Basílio Horta, mas muitos partidos gostariam de ter como independentes cidadãos mediáticos e de sucesso, famosos ligados ao futebol (José Mourinho, Vilas Boas ou Pinto da Costa), actores, cientistas e empresários...
Miguel Ribeiro juntou neste debate os seguintes independentes, tendo entre parêntesis os partidos cujas listas integram: Isabel Moreira* (PS), Maria José Nogueira Pinto (PSD), Paulo Caetano (CDS/PP), Dinis Cortes (BE) e Manuel Loff (CDU). Que mais valia trarão os independentes ao debate político ?



_______________________________________________
*Filha de Adriano Moreira, ex-presidente do CDS.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

DEBATE DE PARTIDOS SEM REPRESENTAÇÃO PARLAMENTAR

O debate de ontem à noite, na RTP, começou com o incidente de José Manuel Coelho a mostrar uma faixa a denunciar a falta de democracia no tratamento de todos os partidos concorrentes às eleições. Mesmo assim, os partidos presentes ainda conseguiram expôr algumas das suas opiniões.


Ligação do vídeo: Propaganda de Coelho azeda debate

segunda-feira, 16 de maio de 2011

PROTESTO À ESCALA NACIONAL: É O POVO, PÁ !

Na madrugada de hoje, elementos de 'É o Povo, Pá!' deixaram a mensagem "Não queremos subsídios, queremos emprego" à entrada dos Centros de Emprego, por todo o País.
Trazendo as caras tapadas por máscaras sorridentes de José Sócrates e Pedro Passos Coelhos, nas mãos os cartazes e um balde de cola, perto das 2h30, dois elementos do movimento chegaram com passos rápidos à Rua da Saudade no Porto.
A iniciativa é nacional e o objetivo é conseguir replicar o protesto nos centros de emprego, em cerca de 30 localidades. Escolheram os centros de emprego porque acharam que perderam a vocação que tinham, que era centrada numa política nacional de combate ao desemprego e à criação de emprego.
Foi justamente contra "esta relação de humilhação que o Estado português estabeleceu com os desempregados" que o movimento decidiu manifestar-se assim, lembrando que "ninguém está desempregado porque quer", sendo "o direito ao trabalho e a um salário, um direito constitucional".
Puseram a cara tapada porque aquilo que nos move são ideias, propostas e não quem são; querem é que se fale naquilo que vêm dizer e não que se discuta quem são. O movimento é formado por pessoas diversas, funciona em rede e tem como plataforma um texto publicado online no qual todos se revêem.




sexta-feira, 29 de abril de 2011

DESGOVERNO DEVE SER PUNIDO

Numa altura em que Sócrates intensifica acções de propaganda eleitoral demagógica, bem visível com a retórica da "cassete" de culpabilizar o PSD pela crise e com a encenação de ontem no forum da TSF, na sequência do lançamento do programa eleitoral do PS, ainda antes da conclusão da plataforma de entendimento com a "troika" (que - essa sim - vai determinar irremidávelmente a política portuguesa nos próximo anos), faz todo o sentido ter presente o comentário de Gomes Ferreira, quando foi feita a primeira revisão em alta do valor do défice 2010 para 8,6% (actualmente revisto em alta para 9,1%).


Ligação: Quem não fala verdade não pode governar

terça-feira, 5 de abril de 2011

PM CONTINUA A AFASTAR FMI

Em entrevista à RTP, Sócrates continuou a recusar a intervenção do FMI e voltou a acusar a direcção do PSD e Passos Coelho de ter incorrido num “erro trágico de avaliação” ao rejeitar o PEC4.


As reacções à entrevista


segunda-feira, 28 de março de 2011

SÓCRATES: CAMPANHA ELEITORAL PERMANENTE

A campanha eleitoral já tinha começado muito antes do chumbo do PEC 4 e o mote da argumentação para a campanha eleitoral estava definido: no primeiro discurso como secretário-geral reeleito, José Sócrates criticou o PSD e demarcou-se da "agenda liberal" laranja.
Sócrates responsabilizou o PSD pela crise política e acusou-o de não ter um programa, mas antes uma "barafunda de propostas" e de, ao admitir aumentar o IVA, estar a dar "uma cambalhota política".
Se a dívida pública se resolvesse com conversa, já estaríamos, há muito, com superavit.

domingo, 6 de março de 2011

BARRETO: SÓCRATES ANDA A ENGANAR OS PORTUGUESES

António Barreto foi entrevistado pelo Expresso e confessa que não sabe se está mais perto do PS ou do PSD, lamentando que a palavra liberal seja um insulto, em Portugal. Não acredita que da dissolução dos partidos venha nada de bom, mas fala da possiblidade de surgirem novos partidos. Segundo Barreto, é difícil conceber uma alteração política importante no nosso país, sem mexer em cinco coisas: no Estado, na Justiça, no sistema eleitoral, na relação PR/AR/Governo e no estado de protecção social.
Leia este extracto.

(...)

Concorda com Alexandre Soares dos Santos quando diz que Sócrates está a enganar o país ?

Acho absolutamente pacífico que o primeiro-ministro anda a enganar os portugueses. Veja-se o número do défice. Já ninguem põe isso em causa a não ser os fiéis absolutos.


Sócrates disse que Soares dos Santos foi mal educado.

Não, era o que faltava! O que eu gostava era que um nº importante de empresários, banqueiros, bispos e académicos falasse com a mesma franqueza. A maior parte dos empresários portugueses está muda porque tem medo do Governo e por causa das dependências. E as melhores cabeças da Academia deviam falar livremente , sem estarem à espera de represálias nas bolsas, porque estão...


O facto de não falarem livremente significa que não dão Socrates como perdido ?

Significa que eles reconhecem o poder, enquanto durar. Qualquer decreto-lei pode ser vital...

(...)

Como é que imagina Socrates a saír ?

Creio que só sai se perder eleições. Não sei se é mérito ou apego ao poder. As manifestações exteriores de uma coisa e de outra são iguais. O desígnio das jornadas que o PS fez - "Defender Portugal" - é intelectualmente miserável. Defender de quem ? Da Merkel que lhe empresta o dinheiro ? Julgo que Sócrates quer ser despedido. Até lá, vai continuando a inaugurar - o Marão acho que já é a quarta vez - mas qualquer dia ele olha para trás e a praça não tem ninguém.

sexta-feira, 4 de março de 2011

SAMPAIO: ESTAMOS EM APUROS

Num debate no Porto, organizado pela Associação Portuguesa de Gestão e Engenharia Industrial (APGEI), subordinado ao tema 'Portugal e Europa: Algumas Incertezas e Desafios', Jorge Sampaio disse que Portugal está em apuros :
A insustentável acumulação da dívida externa, privada e pública, o insuficiente desempenho da economia, o aumento do desemprego, a estagnação e mesmo diminuição do nível de vida dos portugueses, com cerca de 18 por cento da população em risco de pobreza e grandes desigualdades de rendimento, fazem com que Portugal - permitam-me a expressão - esteja em apuros.

CASTELO DE PAIVA: IRRESPONSABILIDADE E MANIQUEÍSMO POLÍTICO ?

A tragédia da queda da ponte Hintze Ribeiro foi há 10 anos e marca a memória colectiva do País. Para sempre. Podia ter sido evitada?

PS E PSD PRÓXIMOS NAS INTENÇÕES DE VOTO

De acordo com o barómetro mensal Renascença, Expresso e SIC, o PS está a cerca de 6% do PSD.
O CDS com 9,9%, próximo da CDU com 8,6% e o Bloco a descer quase 2% (para 7,7%)devido à moção de censura, são os dados mais relevantes deste estudo de opinião da Eurosondagem.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

DÉFICE BAIXA 58% EM JANEIRO

O Expresso colocou em manchete "Défice trava a fundo em janeiro", passando de 680 para 281 milhões.
Segundo Passos Coelho, o Governo acha que não deve esperar tanto tempo pela publicação dos boletins oficiais, portanto confirma as notícias que avança à comunicação social. Assim ficamos todos a discutir as notícias e não aquilo que se passa.
Ora, se é preciso falar verdade aos cidadãos, os media se conhecem factos que consideram verdadeiros - e que são consequência das medidas de austeridade tomadas -, devem omiti-los e deixar de os divulgar ? Os orgãos devem cumprir a sua missão (e obrigação), até porque os factos - sendo verdadeiros e objectivos - sempre valem mais que os discursos e a propaganda dos políticos.
É que o povo está farto de retórica e jogos partidários e precisa urgentemente de resultados que lhe mitiguem as desgraças e diminuam o consumo de antidepressivos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

SÓCRATES NÃO GOSTA DE OPOSIÇÃO

O Primeiro Ministro (PM) não perdeu tempo a responder a Alexandre Soares dos Santos, dizendo que as afirmações do presidente da Jerónimo Martins nem merecem comentário e não basta ser rico para ser bem-educado.
Recorde-se que Sócrates sempre conviveu mal com os que não o apoiam - sejam ou não camaradas de partido - passando boa parte da actividade governativa a arrasar e a suscitar opositores, quando, principalmente numa altura de crise, é necessário falar verdade, ouvir e unir os portugueses, incluindo Soares dos Santos, que é um empresário de sucesso cá e na Polónia (onde emprega mais pessoas que o Estado polaco) e poderia dar bons conselhos a quem desempenha o cargo de PM de Portugal.
Fica-se com a sensação que Sócrates fica exasperado com a competência e o valor dos que lhe se opõem e que, premonitoriamente, poderiam substituí-lo.
Soares dos Santos não é bem educado ? Pelos vistos, só são bem educados os que se calam e contemporizam com o Portugal virtual e as promessas eleitorais incumpridas de Sócrates.
Precisamos de verdade para vencer a crise.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

CAVACO DÁ O EXEMPLO

Enquanto alguns cidadãos com responsabilidades arranjam maneira de fugir à austeridade com a ajuda de alguns políticos que se proclamam democratas, Cavaco dá o exemplo. Depois de ter prescindido do vencimento como PR, Cavaco devolve 75% da verba que a lei lhe confere como candidato presidencial.
Quando teremos os outros orgãos de "soberania" a seguir-lhe o exemplo ?
O poder executivo anda pelos paliativos, quer em relação a si próprio e aos seus membros, quer em relação à máquina administrativa do Estado. A acção governativa é cada vez mais virtual e dirigida a um país virtual. A propaganda contínua é a palavra de ordem . A ética e o exemplo que vem de cima parece fugir-lhe. Ainda há pouco, ficámos a saber pelo SOL que o Governo alterou o conteúdo do diploma após a aprovação em Conselho de Ministros a 16 de Dezembro - que permite aos farmacêuticos substituir o medicamento receitado pelo médico - antes de o enviar para Belém para promulgação.
A Assembleia da República anda entretida com uma moção de censura virtual - em que todos os partidos já anunciaram prematuramente o seu sentido de voto - e que poderá ainda ter um desfecho interessante se o partido que anunciou propô-la a retirasse, por ser na prática inútil. Ficaria, então, provado que os nossos representantes já se pronunciam sobre documentos políticos e situações virtuais. Talvez fosse  altura de diminuir mesmo o número de deputados e de reformular a própria Assembleia.
A Justiça continua lentamente injusta, com os processos a arrastarem-se anos e anos sem solução, com uma administração virtual da justiça - que ora reconhece que tem funcionários suficientes como reconhece o contrário -,  e com o estatuto dos magistrados em metamorfose (será para os poupar da crise ?).
Sem dinheiro e com a dívida a aumentar a cada minuto que passa, o que nos resta ? Devemos esperar cabisbaixos que a Alemanha ou outra potencia estrangeira aceite a nossa vassalagem e nos "ajude" a enfrentar os especuladores e agiotas dos mercados financeiros ? A asfixia da Grécia e da Irlanda não são já um bom exemplo de "solidariedade" europeia e internacional ?
É hora de agir e de mudar.

Ligação sugerida: Austeridade: a reflexão do Padre Ventura .

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

FRENTE-A-FRENTE SEGURO E G. SILVA: SITUAÇÃO DO PAÍS PREOCUPA

Ambos realçam as virtudes recentes, quer humanitária quer desportiva de dois portugueses, e manifestam principalmente a sua preocupação pelo aumento da taxa de desemprego, realçando o não aproveitamento de jovens portugueses altamente qualificados.
A recessão anunciada - e de que se fez eco o governador do Banco de Portugal - transmite sinais de preocupação e da necessidade de rigor e controlo orçamental. Poupar e exportar é preciso.
Seguro realça a insuficiência de medidas solidárias da Europa, e o adiamento do fundo de ajuda financeira.
(Re)veja.

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