terça-feira, 14 de junho de 2011

PRÓXIMO GOVERNO: "NO JOBS FOR THE BOYS" ?

Tem sido regra geral que, após as eleições, se assista a um "assalto" ao aparelho de Estado por parte do(s) partido(s) vencedor(es), ou que vão integrar o Governo, desestabilizando ainda mais a Administração Pública que, de resto, está actualmente mais vulnerável a um "assalto", dada a partidarização da nomeação dos dirigentes máximos dos organismos (que caiem com o Governo) e, por consequência, dos dirigentes intermédios (que são cooptados por concursos mais ou menos fabricados).
Conhecemos um grande esforço de contenção na nomeação de "boys" do PS, aquando do XIII Governo Constitucional, de António Guterres. Mas o que acontecerá no próximo Governo de Passos Coelho ?
Temos presente o que tem acontecido em governos anteriores. E ocorre-nos, por exemplo, no tempo do XV Governo Constitucional de Durão Barroso, o caso do ex-DGEMN Amilcar Morais, engenheiro civil que chefiava o Núcleo de Infra-estruturas (NIE) do Instituto Português da Juventude (IPJ) e foi surpreendido* com a sua substituíção no cargo por um "animador cultural" do PSD, sem habilitações adequadas ao cargo. Confira no Diário da República 2ª série, de 28 de Março 2003.
O autor da proeza chama-se Hermínio Loureiro, ex-secretário de Estado da Juventude e Desportos, ex-dirigente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e, actualmente, presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis.
Será sério, para chefiar uma unidade orgânica - que trata de obras, de manutenção de instalações e equipamentos -, trocar um engenheiro civil por um animador cultural ? Não será gestão danosa ou tráfico de influências ? Será que Loureiro vai colocar um animador cultural a dirigir o Departamento de Urbanização da autarquia a que preside ? 


Nota: A actual chefe da unidade orgânica que trata das instalações e equipamentos do IPJ é uma senhora licenciada em ciências sociais, nomeada na vigência do último governo PSD, com "ratificação" posterior do governo PS. Brilhante, não é ?

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*O despacho de Hermínio Loureiro não deixa de ser "criativo", porque justifica "eufemísticamente" a exoneração quando o funcionário em causa estava prestes a ser reconduzido em nova comissão de serviço, na sequência de concurso ao qual só faltava a homologação, que Loureiro se "esqueceu" de proferir.

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