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sexta-feira, 25 de agosto de 2023
Graça Morais, uma pintora em sintonia com o passado
Graça Morais entrevistada por Fatima Campos Ferreira.
sexta-feira, 13 de setembro de 2019
Natália nasceu há 96 anos
Natália Correia faria hoje 96 anos. Faz-nos falta vê-la no Botequim e ouvi-la declamar: «Ai Santo Antero! Santo Antero dá-me um revólver de versos para na vida acertar! (...) Ai paloma, ai palomina! Mal soubeste palomar».
Recorde-a nalgumas das suas presenças televisivas no Arquivo da RTP.
sexta-feira, 2 de agosto de 2019
Zeca nasceu há 90 anos
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Zeca Afonso) faria hoje 90 anos. Não o deixem vir para a rua gritar.
A Associação José Afonso entrega hoje, à ministra da Cultura, uma petição pública para que a sua obra seja considerada de interesse nacional.
A Associação José Afonso entrega hoje, à ministra da Cultura, uma petição pública para que a sua obra seja considerada de interesse nacional.
Ligações: Associação José Afonso [AJA]; Família de José Afonso apoia classificação e salvaguarda da obra do cantor [Impala].
segunda-feira, 18 de junho de 2018
CUBA: TERRA DE VINHO E DE CANTE
Vinho da talha e cante alentejano fazem um casamento perfeito. No dia 9 Junho, andámos no concelho de Cuba, integrados na Rota do Cante e do Vinho de Talha. Herdades, adegas e tabernas estiveram na nossa rota.
A escassez de tempo incentiva-nos a voltar. O património material e imaterial da região chamam-nos.
A escassez de tempo incentiva-nos a voltar. O património material e imaterial da região chamam-nos.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
ZECA: CHORAREMOS OS MORTOS SE OS VIVOS OS NÃO MERECEREM?
José Manuel Cerqueira Afonso morreu em Setúbal há precisamente 30 anos. Uma saudade que ficou e um vazio que não foi (nem será?) preenchido. Na canção de intervenção e na política.
Ligações: O professor que não usava gravata e estava do lado dos alunos [TSF]; O cantor revolucionário que nunca quis ser comunista? [Jornal "i"]; 30 anos sem o Senhor José Afonso [Blitz].
domingo, 5 de abril de 2015
O MANOEL PORTUGUÊS QUE NUNCA SE REFORMOU
Num país cheio de idosos e aposentados, é notícia que haja quem, apesar da avançada idade, não se tenha aposentado. Morreu há poucos dias, no dia 2 de Abril. A maior parte dos media referiram-se lhe como o grande realizador ou o maior realizador em actividade. Independentemente da obra e da arte, continuar a trabalhar mesmo depois de ultrapassar os cem anos, é um exemplo para os que se reformaram aos 42 anos e menos, num Portugal pobre, endividado a precisar cada vez mais de trabalho e honestidade.
Ligações: "A vida é uma derrota" [Expresso]; Manoel de Oliveira, Pensive Filmmaker Who Made Up for Lost Time, Dies at 106 [NY Times]; Manoel de Oliveira, Portuguese director, dead at 106. RIP [HollywoodNws].
segunda-feira, 16 de março de 2015
NUNCA CHORAREMOS DEMAIS A PARTIDA DE NATÁLIA
A vida é um palco. Na madrugada de 16 de Março de 1993 Natália Correia deixou-nos subitamente, vítima de ataque cardíaco, depois de regressar do Botequim. A sua morte precoce deixou um vazio na cultura portuguesa.
segunda-feira, 2 de março de 2015
SABER VIVER, SABER MORRER
Amadeu Ferreira deixou-nos. A Cultura fica mais pobre. Jurista, poeta e escritor - em português e mirandês - não sobreviveu para a apresentação da sua biografia e do seu livro Belheç / Velhice, que está agendada para a próxima quinta-feira, na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.
Recordemo-lo a quando da sua entronização com mérito para a Confraria de Gastrónomos e Enófilos de Trás-os-Montes e Alto Douro, no Capítulo de Outono de 2011, em Mogadouro.
Ligações: NACIMIENTO DE COUSAS NUOBAS [Froles Mirandesas]; Comunicado da Direcção da CTMAD [ctmad.pt]; Amadeu Ferreira (1950-2015) [Faculdade de Direito da UNL]; Comunicado do Conselho de Administração [CMVM].
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
EXPORTADORES DE CÉREBROS E DE ARTE
Ao aproximar-se a hora do leilão na Christie's, as 85 obras de Miró oriundas do tristemente célebre caso BPN, continuam a dar que falar. Depois do incentivo público à emigração, com a alienação destas obras de arte, o governo não fica bem na fotografia. Não quererão exportar, também, as gravuras de Foz Côa? Agora, percebemos melhor porque é que o Francisco José Viegas deixou o governo: eles não querem só alheiras no forno.
Ligação: Vender tudo para fazer dinheiro?.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
CULTURA 'PRESENTEADA' COM 207 DESPEDIMENTOS (PELO MENOS)
A lista dos 207 funcionários a despedir, na Direção Geral do Património Cultural (DGPC) e nas Direções Regionais de Cultura (DRC), terá que estar pronta e ser entregue, até quinta-feira 12, ao Secretario de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier. Esta medida insere-se na sujeição aos mesmos objetivos que a restante administração pública ao nível de corte da despesa.
Segundo um comunicado da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), de acordo com informações que correm nos serviços e que estão a afetar o seu normal funcionamento pela perplexidade criada, do total de 865 trabalhadores de acordo com as intenções do Governo, na DGPC serão despedidos 142, da DRC Norte 38 dos cerca de 190 trabalhadores, na DRC Centro ainda não será certo quantos dos 135 serão despedidos (sendo certo que pelo menos cinco não viram o seu contrato renovado), na DRC Alentejo serão para despedir 14 dos 71 trabalhadores e na DRC Algarve 8 dos 52 trabalhadores.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
CULTURA PARA ALÉM DA CRISE
Mia Couto, escritor, prémio Camões, foi entrevistado por Mário Crespo. Persistir na cultura para além da crise é um dever.
sábado, 12 de janeiro de 2013
ANO DA ARQUITECTURA
Barreto Xavier anunciou anos temáticos na Cultura, começando pela arquitectura. Só que, com um orçamento de 2013 tão escasso, não há dotações suficientes para pôr os arquitectos (e outros profissionais) a trabalhar na conservação e manutenção do património classificado. Bastava umas migalhitas do valor da burla do BPN...
domingo, 18 de novembro de 2012
ELÍSIO: CULTURA DEVE INTEGRAR ECONOMIA
Em declarações a Alexandra Carita, publicadas na edição do Expresso desta semana, Elísio justifica a sua demissão e sugere que a secretaria de Estado da Cultura integre o ministério da Economia, uma ideia que não é nova e que já tinhamos visto ser defendida por Armando Fernandes (quadro superior da Fundação Gulbenkian) e, mais recentemente, por Vasco Costa (ex director geral da DGEMN).
As declarações, em discurso directo de Elísio Summavielle, foram retiradas "ipsis verbis", tendo o ex-DGEMN recriado as perguntas para obter o formato de uma entrevista normal.
Dr. Elísio Summavielle como explica a sua saída abrupta de director-geral do Património Cultural ?
A demissão de Francisco José Viegas de secretário de Estado da Cultura precipitou a minha saída. Acabou uma relação muito estreita e de grande cumplicidade com um SEC que delineou sempre na sua acção o património como eixo central.
O perfil de Jorge Barreto Xavier não lhe desperta a mesma confiança ?
Se for ver a actividade do novo SEC, ela tem muito pouco a ver com a minha, com o meu pensamento e o meu posicionamento pessoal face à política cultural.
É por isso que tem muitos "receios" sobre o futuro da Direcção Geral do Património Cultural ?
Os equipamentos culturais dependentes da DGPC e das direcções regionais de Cultura estão no limiar de de poderem vir a fechar. Qualquer beliscadela no orçamento que foi estabelecido para 2013 (€ 39,4 milhões) põe em risco as garantias mínimas de segurança, vigilância e limpeza que os equipamentos precisam para funcionar. E não é de todo tempo para delírios, espaventos e festas... Tenho receio de que o orçamento seja beliscado por interesses corporativos. E aí sinto uma certa nostalgia de um carrilhismo serôdio e passadista.
Tem vindo a público na imprensa, que uma das opções claras de Barreto Xavier é aumentar o apoio às artes...
O problema da classe política é estar sempre mais interessada em inaugurações, banquetes e palcos, do que no trabalho invisível do património.
Os dirigentes políticos da Cultura têm aproveitado os fundos dos quadros comunitários de apoio ?
Queiram ter consciência de que há milhões em Bruxelas a que Portugal não tem acesso porque não está lá ninguém a tratar disso. São financiamentos que ultrapassam os que a SEC dá nos concursos de apoio às artes.
Se calhar os homens da Cultura não estão sensibilizados para os números e para projectos de financiamento..
Ponham-me na Economia.
Como ? Não me diga que queria que o património cultural integrasse uma secretaria de Estado dentro do Ministério da Economia ?
O património não é um ónus que temos de carregar às costas. Não, o património é o futuro. E pensá-lo como futuro só é possível no quadro da economia e, mais, no quadro político de uma estratégia nacional. É preciso pensar no património como objectivo estratégico, como investimento.
Não é uma pena o nosso património estar tão degradado e haver tanto dinheiro comunitário para investir ? Podíamos evitar a falência das poucas empresas de construção que nos restam...
Porque não canalizá-lo para a reabilitação urbana? São mil milhões de euros para investir, muitos postos de trabalho para criar e toda uma economia local para reanimar. Pensem nisso um bocadinho.
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(*) Foi subdirector-geral da DGEMN e é filho do saudoso Arquitecto Elísio Summavielle Soares (também da ex-DGEMN). É Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, condecoração atribuída pelo Presidente da República, pelos serviços prestados no âmbito de Lisboa-94, Capital Europeia da Cultura, em 24 de Maio de 1995.
Rectrospectiva: "Não podemos ter medo de pensar no património como um negócio" [Público, 8 Agosto 2012]; Elísio Summavielle: 'O poder tem que se regionalizar' [Sol, 31 Maio 2012]; Elísio Summavielle “É possível fazer omoletes com pouquíssimos ovos e sem passivos medonhos” [jornal i, 27 Fev 2912]; Elísio Summavielle - Entrevista ao Patrimonio online 2003.
(*) Foi subdirector-geral da DGEMN e é filho do saudoso Arquitecto Elísio Summavielle Soares (também da ex-DGEMN). É Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, condecoração atribuída pelo Presidente da República, pelos serviços prestados no âmbito de Lisboa-94, Capital Europeia da Cultura, em 24 de Maio de 1995.
Rectrospectiva: "Não podemos ter medo de pensar no património como um negócio" [Público, 8 Agosto 2012]; Elísio Summavielle: 'O poder tem que se regionalizar' [Sol, 31 Maio 2012]; Elísio Summavielle “É possível fazer omoletes com pouquíssimos ovos e sem passivos medonhos” [jornal i, 27 Fev 2912]; Elísio Summavielle - Entrevista ao Patrimonio online 2003.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
VIVA A KULTURA
Viegas, o ajudante de Passos para a cultura, afirmou que encarava as manifestações culturais e os protestos com naturalidade.
E, se calhar com regozijo, dizemos nós. É que a falta de dotações dá folga e é um bom pretexto para beber uns copos e promover as alheiras de Foz Côa no forno.
E, se calhar com regozijo, dizemos nós. É que a falta de dotações dá folga e é um bom pretexto para beber uns copos e promover as alheiras de Foz Côa no forno.
sábado, 13 de outubro de 2012
MANIFS CULTURAIS EM 23 CIDADES
Estão convocadas para hoje manifestações culturais em 23 cidades. Em Lisboa, será na Praça de Espanha.
Ligações: Manifestação cultural no próximo Sábado; Lista Completa de Eventos.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
ATENTAR CONTRA A CULTURA ?
Onze fundações ligadas a autarquias estariam para ser encerradas, segundo o Jornal de Negócios. Entre estas, estaria a fundação da pintora Paula Rego, ligada ao município de Cascais, Tendo a este propósito, o ex-presidente António Capucho comentado tratar-se de acto de "selvajaria" do governo.
Ligação: Governo já mandou fechar mais de 10 fundações autárquicas {Jornal de Negócios}.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
NOVA LEI DO CINEMA E AUDIOVISUAL
A nova lei do cinema e do audiovisual vai ser discutida no próximo dia 6 de Julho, na Assembleia da República. Francisco José Viegas explica qual vai ser a proposta do Governo.
domingo, 17 de junho de 2012
O RESGATE DO TERREIRO DO PAÇO
O acompanhamento e a gestão da conservação do conjunto monumental do Terreiro do Paço esteve, de 30 de Abril de 1929, até à sua extinção, em 27 de Agosto 2007, a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). Fazia sentido que fosse um único organismo - também sediado na Praça do Comércio - a coordenar a manutenção de um espaço emblemático da cidade e do País, ocupado por várias entidades, principalmente ministérios e gabinetes de ministros, que celebrizaram o Terreiro do Paço como símbolo do poder.
Com a morte da DGEMN, que prestava um serviço público não remunerado, sucederam-lhe vários organismos (IGESPAR, DRCLVT e IHRU) e empresas públicas deficitárias (Frente Tejo, Parque Expo...) a pretenderem substituir a nossa Direcção-Geral, através de um serviço remunerado, altamente oneroso do bolso do contribuinte, sem história, sem experiência em reabilitação e sem qualidade. Substituir um organismo por várias entidades - que por serem várias têm dificuldade em coordenar e centralizar -, bem mais caras e que prestam um serviço bem pior, constitui um caso cada vez mais paradigmático da má gestão do País. Porque não se aplica o princípio da melhoria incontestável ? Nem sempre compensa mudar.
Na véspera do 10 de Junho, foi inaugurada mais uma fase da nova imagem da Ala Oriental (agora baptizada de "Nascente" a condizer) como espaço de lazer ao nível do claustro, com esplanadas, restaurantes, cafés, uma discoteca, um museu e a florista, que deixou de pagar renda a um empreiteiro pela guarda das flores e, passou a pagar à Câmara de Lisboa. «Era um local que não rendia um cêntimo sequer e agora vai gerar uma riqueza de 1,8 milhões, só em rendas, além do lucro conseguido por casa estabelecimento», diria, na oportunidade, António Costa, imbuído do espírito comercial com que a crise tem inspirado os nossos autarcas.
Ligações:Agora é que a Ala Nascente vai mesmo nascer (Veja como vai ficar a Ala Oriental); Terreiro do Paço tem novo espaço de lazer; Ala Nascente - Terreiro do Paço (Turismo de Portugal).
Com a morte da DGEMN, que prestava um serviço público não remunerado, sucederam-lhe vários organismos (IGESPAR, DRCLVT e IHRU) e empresas públicas deficitárias (Frente Tejo, Parque Expo...) a pretenderem substituir a nossa Direcção-Geral, através de um serviço remunerado, altamente oneroso do bolso do contribuinte, sem história, sem experiência em reabilitação e sem qualidade. Substituir um organismo por várias entidades - que por serem várias têm dificuldade em coordenar e centralizar -, bem mais caras e que prestam um serviço bem pior, constitui um caso cada vez mais paradigmático da má gestão do País. Porque não se aplica o princípio da melhoria incontestável ? Nem sempre compensa mudar.
Na véspera do 10 de Junho, foi inaugurada mais uma fase da nova imagem da Ala Oriental (agora baptizada de "Nascente" a condizer) como espaço de lazer ao nível do claustro, com esplanadas, restaurantes, cafés, uma discoteca, um museu e a florista, que deixou de pagar renda a um empreiteiro pela guarda das flores e, passou a pagar à Câmara de Lisboa. «Era um local que não rendia um cêntimo sequer e agora vai gerar uma riqueza de 1,8 milhões, só em rendas, além do lucro conseguido por casa estabelecimento», diria, na oportunidade, António Costa, imbuído do espírito comercial com que a crise tem inspirado os nossos autarcas.
De resto, foi no âmbito dessa proclamada inspiração, que ontem tivemos - em mais um evento comercial dos supermercados Continente -, o campo na Praça do Comércio, com árvores, porcos, galinhas e perús, a invadir a cidade. Para quem não tivesse notado, fica demonstrado que a crise despromoveu definitivamente o Terreiro do Paço e que o poder já há muito se mudou para Bruxelas. Os vestígios que restam não passam de simples encenação.
Ligações:Agora é que a Ala Nascente vai mesmo nascer (Veja como vai ficar a Ala Oriental); Terreiro do Paço tem novo espaço de lazer; Ala Nascente - Terreiro do Paço (Turismo de Portugal).
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
O PÂNTANO DA CULTURA
Não sou maniqueísta. Não digo que aqueles que pertencem ao grupo dos ex-DGEMN ou ao partido "X" são bons e os outros é que são maus. O País, mais que o rótulo, exige uma austera intransigência em relação à competência e à qualidade dos dirigentes. A crise assim o exige.
Elísio foi subdirector da DGEMN, mas nunca aí desempenhou funções de técnico na área do património. Foi imposto pelo seu partido ao então director-geral Vasco Costa. Tinha os pelouros do pessoal, da promoção e imagem e de representação de Vasco Costa. Nessa altura, o despacho e a decisão sobre projectos e empreitadas de obras públicas de toda a DGEMN - nomeadamente de património classificado -, eram do director de serviços de Planeamento e Informação, António Abrantes. E não, do subdirector-Geral como seria de esperar, à luz do direito administrativo.
Elísio saíu de subdirector-geral da DGEMN para assessor de Isabel Pires de Lima, tendo colaborado no parto do PRACE da Cultura, que foi um autêntico aborto.
Elísio saíu de subdirector-geral da DGEMN para assessor de Isabel Pires de Lima, tendo colaborado no parto do PRACE da Cultura, que foi um autêntico aborto.
E, quando mais tarde saíu de assessor ministerial para director do IPPAR (já com este em extinção), ajudou consciente ou inconscientemente à "limpeza étnica" que constituiu a afectação do pessoal da ex-DGEMN e do ex-IPPAR aos novos organismos que lhes sucederam. A legislação que regulamentava a movimentação de pessoal dos organismos extintos para os novos foi mandada pura e simplesmente às urtigas, sobretudo nos organismos sediados na capital. O critério foi colocar os amigos no IGESPAR, os inimigos na DRCLVT e os restantes no IHRU. Quanto ás instalações e equipamentos, a legislação aplicável não foi cumprida, com o silêncio mais ou menos cúmplice do então Secretário de Estado Elísio.
Por fim, recompensado pela hierarquia, ao ser catapultado para o cargo de Secretário de Estado da Cultura, manteve o anacronismo administrativo de ter na sua Secretaria de Estado um instituto público (o IGESPAR) a superintender funcionalmente sobre cinco direcções regionais de cultura (equiparadas a direcções-gerais).
Ao ler a anunciada nomeação de Elísio, só posso dizer - como infelizmente vai sendo habitual -, que o crime compensa. Depois disto, que mais pode acontecer à cultura ? Sem dirigentes à altura, sem investimento público ou privado na reabilitação do património, sem recursos técnicos (eliminados sobretudo com a extinção da DGEMN), o património arquitectónico vai -se degradando e desaparecendo. E , com ele, vai desaparecendo a nossa História e o País.
C.S.F (leitor devidamente identificado)
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
CULTURA: TRÊS NOMEAÇÕES A DAR QUE FALAR
Très nomeações recentes na Secretaria de Estado da Cultura estão a dar que falar. Veja porquê no blogue Triplo II e deixe-nos o seu comentário.
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TEMAS PRINCIPAIS
AUSTERIDADE - CONTAS PÚBLICAS - CONTRATAÇÃO PÚBLICA - CORRUPÇÃO - CRISE FINANCEIRA - CULTURA - DESPORTO - DGEMN - DIA COMEMORATIVO - DIREITOS FUNDAMENTAIS - DÍVIDA PÚBLICA - EDUCAÇÃO - ECONOMIA & FINANÇAS - ESTADO DA NAÇÃO -  ÉTICA  - HABILITAÇÕES - HUMOR - JUSTIÇA - LEGALIDADE - NOMEAÇÕES - PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO PÚBLICO - PLANO INCLINADO - POLÍTICA - POLÍTICA CULTURAL - PRACE - PRINCÍPIO DA MELHORIA INCONTESTÁVEL - REABILITAÇÃO - TERREIRO DO PAÇO
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