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quinta-feira, 10 de maio de 2012

SE A MODA PEGA...








No princípio deste ano foi lançado na Turquia o papel higiénico Sarkozy, numa operação de marketing, para vender papel que não saía das prateleiras do supermercado, e, também, como  uma espécie de vingança turca pelo apoio do presidente francês à autonomia do povo arménio. 
Depois disso, atendendo aos resultados das últimas presidenciais francesas, iremos ter o papel Hollande ?
Agora, que estamos em época de crise financeira, a venda da imagem pode ser uma boa fonte de receita para os políticos. Talvez tenhamos brevemente o calçado Passos Coelho, as caixilharias Paulo Portas, os seguros António José, os pêros Jerónimo, as porcelanas Louçã...
Aqui fica a sugestão para os homens do marketing portugueses, especialmente para os do Pingo Doce.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

LOUÇÃ: DEVEMOS RENEGOCIAR A DÍVIDA JÁ

Louçã deu uma entrevista ao "i" em que defendeu a continuação do euro e a renegociação da dívida já.

As autoridades alemãs estão a pressionar a Grécia e já se fala até em risco de expulsão da União Europeia. Pode acontecer com Portugal?
Seria um enorme desastre económico. Houve países com dificuldades de pagamentos internacionais, mas não estavam numa zona de moeda comum. Se pressões como estas se estendessem a Portugal, isso significaria que os salários e as pensões e a propriedade dos portugueses desvalorizariam profundamente. Para alguém que tivesse um crédito à habitação a 35 anos, se o seu salário passar a ser pago em escudos desvalorizados, a dívida passa a valer o dobro e continua a existir. Não é possível aceitar uma estratégia de saída do euro, é totalmente irresponsável, impensada.

Qual a sua primeira medida se chegar ao governo?
A resposta à precariedade. Mas a grande questão a partir de segunda-feira é a renegociação da dívida, é baixar os juros do empréstimo. O que não podemos aceitar é aquilo que está atrás do tal muro da vergonha. A renegociação da dívida é a chave para recompor as condições de crescimento da economia portuguesa.

Mas porquê renegociar já?
Porque daqui a um ano negociaremos como a Grécia, à beira da bancarrota. E quem está desesperado não tem poder de negociar. Agora ainda podemos. Por isso me dirijo aos eleitores do PS. Se eles votarem José Sócrates, o que vai ele fazer com esse voto? É nisso que vou insistir nos últimos três dias de campanha. Sócrates vai privatizar parte da Caixa Geral de Depósitos, vai fazer um acordo com Paulo Portas, vai atacar os subsídios de desemprego, congelar pensões e diminuir salários. O voto que uma pessoa hesitante na esquerda possa dar a José Sócrates vale à esquerda enquanto estiver na mão da pessoa. E vale na política da bancarrota quando estiver no bolso de José Sócrates. Precisamos de um 25 de Abril novo para a esquerda portuguesa, caso contrário a bancarrota não é só uma probabilidade, mas uma certeza.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

QUEM DEFENDE OS POBRES É DE ESQUERDA OU DE DIREITA ?

Paulo Portas e Francisco Louçã compareceram no debate pré-eleitoral, agendado para a noite televisiva de ontem. Bem preparados e com retórica ideológica sobre a situação política actual, ambos defendem os pobres e os mais desfavorecidos da sociedade. Será que, na prática, estão assim tão distantes ? Eles dizem que sim. Confira.


quinta-feira, 12 de maio de 2011

SÓCRATES ESGOTOU A K7

Para bem de Portugal, Sócrates está cansado e mais só. No debate de ontem notou-se a falta que Teixeira dos Santos lhe faz. E muito mais.
Em primeiro lugar, a diferença de habilitações académicas foi notória, sobretudo para debater a economia e as finanças do País. Louçã - que é professor universitário de economia - levava a lição bem preparada e usou o factor surpresa com aquela carta desenterrada algures do governo para o FMI. Sócrates foi apanhado na sua dialética camaleónica: a variação da taxa social única e o seu discurso político são muito diferentes cá dentro e lá fora. E a taxa de juro que vamos pagar aos nossos amigos europeus (bem maior que a que vamos pagar ao FMI por 1/3 da "ajuda" financeira internacional), que não vai ser suportável pela nossa economia, deixou Sócrates nervoso e sem resposta.
Em segundo lugar, os argumentos repetitivos de Sócrates transformados em cassete (K7) estão a ficar esgotados. Já ninguém acredita que a culpa da nossa desgraça económico-financeira é do estrangeiro e da oposição - que se calhar, para Sócrates, não devia existir para ele estar mais à vontade a fazer disparates - mas sim da situação, isto é, do Governo que não soube prever, não soube poupar, não soube fazer o trabalho de casa e andou a adiar reformas* e a intervenção internacional, que nos limitou a margem de manobra para negociar. E ficou provado que o governo não sabe governar: só sabe gastar sem peias os recursos financeiros nacionais (actuais e futuros) que não temos e empenhar, o País.
Em terceiro lugar, Sócrates veio orgulhar-se de não ter ficado parado e ter reagido face às conjunturas que se lhe depararam. Ora, isto é o sofisma da má governação. Muitas vezes, mais vale não fazer nada, do que fazer disparates. Cavaco, numa das suas intervenções públicas, referiu o princípio da melhoria incontestável - que é um princípio da prudência e do bom senso, que Sócrates nunca teve -, que diz que só devemos proceder a mudanças quando estivermos seguros de que essas mudanças vão constituir uma melhoria incontestável. Se Sócrates tivesse interiorizado esse princípio e subsidiáriamente tivesse mentalidade de engenheiro, certamente que teria inferido que só devem ser concretizados projectos depois de fazer a respectiva análise de custos e benefícios e de estar certo, com uma probabilidade elevada, que os benefícios para o País vão ser superiores aos custos.
Em quarto lugar, o País começa a estar farto da propaganda e da imagem artificial de políticos, fabricada por empresas multinacionais de promoção e imagem, pagas a peso de ouro. Já toda a gente percebeu que um mau produto numa embalagem atraente e de luxo só engana quando se compra a primeira vez. É altura do consumidor devolver o mau produto e solicitar o reembolso.
Os portugueses ficaram a saber que, em política, estes enganos da embalagem não conferir com o produto, pagam-se caros. E na situação actual ainda mais. É que o País pode não sobreviver à doença. Sócrates não está preparado para enfrentar a crise: perdeu em toda a linha o debate com Louçã.
______________________ *As mexidas impulsionadas por Sócrates são, na sua maior parte, autênticos disparates. Veja-se na administração pública, o PRACE, que sem qualquer enquadramento de gestão (sectorial ou outro) ou ideológico, complementado com a diminuição das carreiras da função pública (acabando com a divisão de trabalho e a especialização cada vez mais necessárias nos dias de hoje), conduziu à destruição da organização e do funcionamento do Estado, e é uma reforma digna de um qualquer político anarquista ou socialista revolucionário do século passado.

quinta-feira, 24 de março de 2011

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

REN: MAIS UMA EXCEPÇÃO À AUSTERIDADE

Para Louçã e muitos outros cidadãos, a contratação pela REN de oito novos directores este ano é uma situação paradoxal e inaceitável, considerando a contenção e a austeridade proclamadas para a administração pública e para o sector empresarial do Estado.
Vamos continuar a ter excepções ?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

MOÇÃO DE CENSURA MARCA AGENDA POLÍTICA

A moção de censura anunciada, ontem à tarde, por Francisco Louçã na Assembleia da República, apanhou de surpresa o País e está marcar a agenda política. As consequências são imprevisíveis mas, dentro de um mês, conheceremos quem apoia ou não a queda do governo.
Segundo a crónica de hoje, de João Lemos Esteves, do Expresso, Louçã partiu a louça toda.

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