quarta-feira, 11 de maio de 2011

ROMA EM PÂNICO

Corre, há meses, na web, uma profecia do astrónomo e sismólogo italiano Raffaele Bendandi (1893-1979), de que um tremor de terra de grande intensidade atingirá a cidade de Roma hoje, destruindo o Coliseu e a basílica de São Pedro.
Esta profecia está a causar pânico em muitos residentes da capital italiana, havendo quem tenha abandonado a cidade e forçando as autoridades a tranquilizarem a população.
Segundo a associação de empresários agrícolas Coldiretti, citada pela imprensa local, as pousadas da Província do Lazio, onde fica a cidade, estão esgotadas, graças às numerosas reservas feitas por famílias de Roma.
As autoridades colocaram à disposição um serviço de atendimento telefónico para serenar a população e prestar informações.

A profecia...


...E a explicação do Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia


terça-feira, 10 de maio de 2011

TEXTO INTEGRAL DO MEMORANDO DE ENTENDIMENTO COM A "TROIKA"

Veja o memorando de entendimento com a "troika", em português, traduzido pelo blogue Aventar ou faça o download do original, em inglês, aqui.

COMISSÃO EUROPEIA APROVOU EMPRÉSTIMO A PORTUGAL

A Comissão Europeia aprovou, hoje, em Estrasburgo, o programa de resgate para Portugal, avisando tratar-se de um programa bastante duro, mas realista, em que os juros do empréstimo da parcela europeia deverão atingir os 5,5 pontos percentuais.


A GESTÃO DO PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO PÚBLICO (I)

Qualquer cidadão que tenha que gerir o seu património, terá que conhecer naturalmente aquilo que tem. Não passa pela cabeça de ninguém que um cidadão normal não saiba com rigor os terrenos, os prédios rústicos e urbanos de que é proprietário. Mesmo que tenha um lapso de memória, actualmente o Fisco encarrega-se de a avivar, no espaço respectivo do portal das finanças. A menos que o cidadão não detenha directamente o património ou, então, não esteja cadastrado como contribuinte. Tem, ainda, a possibilidade de conferir nas conservatórias de registo predial, desde que as propriedades estejam registadas.

Acontecerá o mesmo com o Estado ?
Se o leitor - ou um jornalista de investigação - perguntar a cada um dos 16 ministros, ou ao PM, que edifícios e instalações - e quantos- estão a ser ocupados pelos serviços do respectivo ministério, vai ter uma grande desilusão. A dificuldade começa logo nos registos fiscais e prediais, dado os organismos da administração directa do Estado não pagarem impostos e, por outro lado, muitos edifícios (sobretudo antigos) não estarem sequer registados nas conservatórias de registo predial.
Por exemplo, os edifícios da Praça do Comércio, à data de extinção da DGEMN, não estavam registados a favor do Estado, o mesmo acontecendo com muitos outros, nomeadamente os antigos conventos expropriados à Igreja.
Uma das grandes dificuldades pelas omissões do cadastro imobiliário do Estado são também as sucessivas "reestruturações" de organismos, a sua mudança de nome e mudança de ministério. Depois da extinção da DGEMN, alguns funcionários experimentaram as dificuldades que têm constituído as recepções definitivas de empreitadas, em edifícios que já não eram ocupados pelos organismos que solicitaram as obras, ou em que esses organismos tinham sido extintos ou fundidos na sequência do arremedo de reestruturação chamado PRACE. Uma autêntica confusão potenciada com a extinção da Direcção Geral do Património do Estado(DGPE) e da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais(DGEMN).
Por outro lado, no património imobiliário público há muitos edifícios e andares, utilizados para fins não administrativos, nomeadamente habitação, e que resultaram da construção de edifícios de habitação económica ou a custos controlados pelo Estado, ou de direitos a habitação conferidos a funcionários (tesoureiros da fazenda pública, magistrados, militares, polícias, etc) e que continuam na posse destes, nalguns casos gratuitamente ou a troco de uma renda simbólica.
Se, quando existiam apenas duas direcções gerais a tratar do patimónio imobiliário público - a DGEMN da construção, conservação e cadastro das obras e a DGPE do registo, inventariação, avaliação e administração - a respectiva gestão não estava controlada, com a intervenção das empresas e fundos imobiliários (como a Estamo, o Fundestamo, Parque Expo, Frente Tejo, Parque Escolar, etc) e as alterações de propriedade sem escritura, para consumar as habilidades contabilísticas para camuflar o défice público, a gestão patrimonial do valioso património imobiliário público passou a ser caótica (muitas entidades, nenhum controlo e zonas penumbrosas de actuação).
Os próprios titulares de cargos políticos agravaram a situação com a transmissão verbal ou por simples despacho de propriedades da administração central para a administração local ou para o sector empresarial do Estado, que - por não terem suporte legal . tornam a transmissão nula.
Face a esta conjuntura de autêntico caos e de crise financeira que o País atravessa, é urgente tomar medidas, nomeadamente pela centralização da gestão do património imobiliário público num único organismo. A criação da DGEMN, no início do Estado Novo, também num estado de necessidade pública, com a concentração das obras nos edifícios públicos, constitui um exemplo paradigmático que vale a pena recordar. Basta ler o Decreto nº16.790, de 30 de Abril de 1929 e conhecer a experiência dos quase 80 anos da DGEMN. Se errar é humano persistir no erro já não e sai caríssimo ao erário público.

Ligações: A gestão do património imobiliário público (II); A gestão do património imobiliário público (III); A gestão do património imobiliário público (IV); A gestão do património imobiliário público (V); A gestão do património imobiliário público (VI).





segunda-feira, 9 de maio de 2011

TROCA DE VÍDEOS ENTRE PORTUGAL E FINLÂNDIA

O que os finlandeses precisam saber sobre Portugal...


...E a resposta dos finlandeses.


COMO ALGUNS POLÍTICOS SE PREOCUPAM COM A NOSSA SAÙDE

Diversos equipamentos, normalmente utilizados em hospitais e clínicas (mas não só), como os aceleradores de partículas (para tratar determinados tipos de cancro), aparelhos de radiodiagnóstico (raios X, TAC, ressonância magnética, etc) produzem radiações prejudiciais à saúde, devendo a sua instalação ser objecto de cuidados especiais*, ser fiscalizada e licenciada. Sò que isso nuca foi feito. Ao passar pela rua, o leitor pode estar a ser atingido pelos raios X de um consultório ou policlínica de medicina humana ou veterinária. E se passar perto de um hospital, como Santa Maria** ou Oncologia, poderá estar a ser bombardeado silenciosamente por radiações bem mais perigosas. Mesmo quando há legislação para proteger os cidadãos, a mesma não é regulamentada ou, então, não é aplicada por falta de meios. Noutros casos, como a ultima edição do Expresso noticia, não é políticamente oportuno tratar destes assuntos. Isto diz tudo sobre a displicência e a ignorância com que alguns políticos tratam a nossa saúde.

Em 2005 o PM José Sócrates meteu na gaveta o relatório de Veiga Simão sobre o plano nacional de protecção radiológica que denunciava riscos para a saúde no sector da imagiologia. Um ano depois, nomeou uma comissão independente para fazer o mesmo trabalho, presidida por Carvalho Soares que deverá apresentar brevemente um relatório sobre a situação.
Veiga Simão, ex-ministro de Mário Soares e António Guterres, foi nomeado, em dezembro de 2004, para presidir ao Grupo de Trabalho para a eleboração do Plano Nacional de Protecção Radiológica e Segurança Nuclear, constituído por Santana Lopes (sem remuneração dos seus membros). O relatório foi concluído em 23 de fevereiro de 2005 - com apenas très meses de trabalho - logo após as eleições legislativas que deram a vitória ao PS. Veiga Simão ainda pediu explicações a Sócrates mas este, em carta assinada pelo seu chefe de gabinete, considerou não ser oportuna a divulgação do relatório.

___________________
*
A DGEMN geriu obras em hospitais, nomeadamente no IPO Francisco Gentil, sendos as instalações de raios X protegidas por placas de chumbo e por betões e argamassas baritadas, de acordo com especificações técnicas adequadas.
**Para além de outros tipos de equipamentos emissores de radiações, só o HSM tem, no Serviço de Radioterapia: 1 Acelerador Linear Mevatron - MD2 (Siemens®); 1 Acelerador Linear Clinac - 2100 C/D (Varian®); 1 Microselectrão HDR (Nucletron®); 1 Unidade Integrada de Braquiterapia (Nucletron®) e 1 Acelerador Linear Oncor™ (Siemens®) (que estava em fase de instalação/aceitação).
Nota:  Além dos estabelecimentos de saúde, há instalações industriais, laboratórios, escolas e estabelecimentos de ensino superior e investigação científica, detentores de equipamentos emissores de radiações, instalados sem qualquer licenciamento ou fiscalização.

domingo, 8 de maio de 2011

DIVULGADO PROGRAMA ELEITORAL DO PSD

Os partidos preparam-se para o embate eleitoral. Hoje veio a público o programa eleitoral do PSD, que, segundo Passos Coelho, ultrapassa as exigências do memorando de entendimento assinado com a "troika".


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