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sexta-feira, 17 de maio de 2013

PORTUGAL PRECISA DE POETAS

Nuno Júdice é o segundo poeta português a vencer o prémio de poesia ibero-americana rainha Sofia, sucedendo a Sophia de Mello Breyner que venceu o de 2003.
Para os nossos leitores, aqui deixamos este poema de Júdice, que nesta altura, vem mesmo a propósito, quando o País precisa tanto de exportações e de poetas. 




                        O POETA

                  Trabalha agora na importação
                  e exportação. Importa
                  metáforas, exporta alegorias.
                  Podia ser um trabalhador
                  por conta própria,
                  um desses que preenche
                  cadernos de folha azul com
                  números
                  de deve e haver. De facto, o que
                  deve são palavras; e o que tem
                  é esse vazio de frases que lhe
                  acontece quando se encosta
                  ao vidro, no inverno, e a chuva cai
                  do outro lado. Então, pensa
                  que poderia importar o sol
                  e exportar as nuvens.
                  Poderia ser
                  um trabalhador do tempo. Mas,
                  de certo modo, a sua
                  prática confunde-se com a de um
                  escultor do movimento. Fere,
                  com a pedra do instante, o que
                  passa a caminho
                  da eternidade;
                  suspende o gesto que sonha o céu;
                  e fixa, na dureza da noite,
                  o bater de asas, o azul, a sábia
                  interrupção da morte.


Ligação: El escritor portugués Nuno Júdice, ganador del XXII Premio Reina Sofía de Poesía Iberoamericana [Univ. Salamanca].

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O DESEJO QUE GAZZARA NÃO PÔDE CUMPRIR

Ontem, no dia mundial contra a doença que o vitimou, morreu Ben Gazzara, de cancro no pâncreas. O conhecido actor norte-americano (de ascendência italiana) ficou famoso no teatro e, sobretudo, no cinema, pelo desempenho de papéis de "mau da fita" e de criminoso, em filmes como Anatomia de um Crime, Run for Your Life e O Caso Thomas Crown.
Não teve oportunidade de concretizar o sonho que tinha (e que, em tempos confidenciou à SIC) de produzir um filme de crime no nosso país. Foi pena, dadas as suas qualidades de representação e a quantidade de casos de polícia - tão sábios, tão subtis e tão peritos* - que, nos últimos anos, em Portugal, o poderiam inspirar.

_____________________________________________
*Tão sábios, tão subtis e tão peritos, que não podem sequer ser bem descritos, parafraseando versos do conhecido poema Pranto pelo dia de hoje, de Sophia de Mello Breyner.

Ligações: Carreira cinematográfica de Ben GazzaraCancro: Revolução em curso.

domingo, 21 de março de 2010

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