quarta-feira, 30 de maio de 2007

O FIM

Foi publicado hoje no Diário da República I Série o Decreto-Lei nº223/2007 que aprova a orgânica do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IRHU), pondo, assim, fim à Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais a partir do próximo dia 1 de Junho de 2007.
Depois de ter completado 78 anos em 29 de Abril último, surge o fim, tendo como último Director-Geral Vasco Martins Costa.

UM DIRECTOR-GERAL IRRITADO...

Vasco Costa não gostou que alguns dos seus directores de serviços tivessem comparecido à reunião de dia 22 de Maio, com a Direcção do IGESPAR. Assim, dirigiu-se individualmente a cada um, nos respectivos gabinetes, acusando-os de "traidores" e "desleais" por terem comparecido a uma "reunião clandestina", ainda por cima, acompanhados por muitos funcionários que não constam das listas.
Assim, através dos despachos nº7 e nº8, de 29 de Maio 2007, intima-os a deixarem os seus gabinetes e a que os respectivos funcionários, arrolados na lista do ex-IPPAR, retirem os seus pertences e entreguem os cartões de controle de assiduidade (que não estão na sua posse).
O pretexto é o compromisso pessoal de Vasco Costa com o ex-ministro António Costa de entrega das instalações ao MAI. Assim, evita que as instalações passem para o IGESPAR, inviabilizando a "humilhação" de ver o Dr. Elísio Summavielle ocupar um gabinete que foi seu durante mais de 17 anos.
A vingançazinha sempre foi uma das "qualidades" de Vasco Costa durante o seu longo consulado. Lembram-se dos "gulags" do ex-Subdirector-Geral Eng. António Manuel Ribeiro, do Senhor Gameiro, do Arq. Víctor Mestre...enfim, uma longa lista ?
Perder o poder faz perder a cabeça ainda mais. Vejam.



quarta-feira, 23 de maio de 2007

NO PALÁCIO DA AJUDA, DR. ELÍSIO SUMMAVIELLE ESCLARECE FUNCIONÁRIOS


Realizou-se ontem (22 de Maio 2007), às 16:30 h, na Galeria D. Luís do Palácio Nacional da Ajuda, uma reunião de funcionários da DGEMN, do ex-IPA e do ex-IPPAR, com a direcção do IGESPAR (Dr. Elísio Summavielle, Arqª Andreia Galvão e Dr.João Pedro Cunha Ribeiro).


O Director do IGESPAR fez uma exposição circunstanciada sobre a situação actual do processo de construção do IGESPAR no âmbito do PRACE, as suas atribuições e a afectação de funcionários ao respectivo quadro, tendo em consideração o actual contexto legal.



Seguiu-se um período de perguntas e respostas entre os funcionários e a mesa (constituida pela direcção do IGESPAR), tendo sido colocadas várias questões, nomeadamente a definição e a demarcação de competências IGESPAR/Direcções Regionais de Cultura, a transição de trabalhos em curso nos organismos integrados e o futuro das várias publicações periódicas actualmente editadas.


Sobre a DGEMN, o Dr. Elísio Summavielle referiu que a lista recentemente saída não era definitiva e que era uma segunda versão de uma lista anteriormente rejeitada pelo Eng. Vasco Costa. O Director do IGESPAR garantiu, ainda, que não havia, nem haveria "listas negras".


Todas as pessoas que o desejaram colocaram livremente as suas questões, tendo os elementos da mesa respondido francamente e o mais objectivamente possível, realçando a existência de algumas situações que aguardam decisões da tutela e nova legislação que será publicada brevemente.


A(S) LISTA(S) DO IPPAR

Após um longo período de controvérsia, que se iniciou com uma primeira versão que foi rejeitada, eis que surgem finalmente três listas anexas a três despachos.















sexta-feira, 11 de maio de 2007

A LISTA DO MAI

O Director-Geral de Infra-Estruturas e Equipamentos do Ministério da Administração Interna, Dr. Eduardo Elísio Silva Peralta Feio, enviou ao Director-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, em 17 de Abril de 2007, um email confirmando a possiblidade de funcionários da DGEMN integrarem os quadros daquele organismo.

Este email só foi despachado para conhecimento dos funcionários em 10 de Maio de 2007. Quem sabe porquê? Talvez para colocar primeiro os amigos e só depois a "populaça".
Critérios "justos" e sonegação da informação até ao fim.

domingo, 6 de maio de 2007

UMA SEMANA ATRIBULADA


Já não nos bastava a extinção e o prolongamento da agonia lenta com "listas de Schindler" de permeio.

De segunda-feira (30 de Abril 2007) a sexta-feira (4 de Maio 2007), o átrio de acesso à DGEMN no Terreiro do Paço foi um autêntico pandemónio: vigas e prumos de madeira, placas enormes de contraplacado, plataformas deslizantes, betumes, tintas, colas, pregos, parafusos, berbequins e... toda a espécie de ferramentas, extensões e blocos de tomadas espalhados pelo pavimento... e muitas marteladas... e muitos trabalhadores em movimento!

Em pouco tempo deparamo-nos com um labirinto com dezenas de paredes de contraplacado (com mais de 2,50 metros de altura) e um estaleiro de obra em permanente funcionamento.

Que será? "É a montagem de uma exposição para o Tribunal de Contas", esclarece-nos simpáticamente a menina da segurança, na quarta-feira, de passagem pelo átrio da DGEMN.

Então como é que é? (interrogamo-nos para nós próprios, incrédulos): a entrada do elevador tapada ? um estaleiro de obra a funcionar e a coexistir em simultâneo com o acesso a um organismo público?

Não pode ser. Não é isso que consigna a legislação da segurança, higiene e saúde no trabalho (shst), nem o bom senso !

No claustro, à entrada para o local dos trabalhos e da futura exposição lá estava manuscrito o aviso " Atenção, o piso da exposição encontra-se escorregadio, caminhe com cuidado. Paula ".

Era a consequência da queda (com cirurgia) de uma senhora que ousara deslocar-se à DGEMN em Lisboa. Ainda, por cima, um organismo em extinção !

Informaram-nos que ninguém quis saber se o acesso à DGEMN se fazia ou não em segurança. Nem Director-Geral, nem nenhum dirigente da casa (nem o compadre "especialista" em shst, que foi promovido por mérito excepcional !) .

Disseram-nos que, na quinta-feira, houve um concurso público para uma empreitada com muitos concorrentes e, felizmente, não houve acidentes à entrada ou à saída. Afinal, os empreiteiros já estão habituados às obras e à falta de capacetes.


Por ironia, no piso de cima, mesmo à entrada da DGEMN, estavam premonitoriamente os cartazes do ISHST que deviam estar em baixo, no estaleiro: "QUEDAS EM ALTURA" e "ESMAGAMENTOS".

Provavelmente estes cartazes estão colocados aqui para serem vistos pelos directores da DGEMN que vão "caír" brevemente e proporcionam impávidos e serenos o esmagamento dos funcionários.

Seguem-se as fotografias:













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