Dois mortos e 180 feridos, alguns em estado grave é, para já o balanço de um acidente de um avião da Asiana Airlines, que ontem se despenhou ao aterrar no aeroporto de São Francisco. 305 passageiros foram retirados em segurança, enquanto os bombeiros tentavam extinguir o incêndio.
O documento agora divulgado, não é ainda o relatório definitivo que será conhecido no início do próximo ano, mas já aponta para algumas conclusões, como, por exemplo, que os pilotos não deram a melhor resposta, nos últimos minutos do voo, aos dois principais incidentes verificados a bordo: a perda de indicadores de velocidade e a perda de altitude do avião.
Uma falha técnica, em conjunto com as decisões dos pilotos, esteve na origem do acidente do voo AF-447, ocorrido em 31 de maio de 2009, no Oceano Atlântico. A confirmação baseia-se no relatório preliminar sobre o conteúdo das caixas-pretas do Airbus A-330-200, revelado hoje, em Paris pelo Bureau d'Enquêtes et d'Analyses (BEA).
Segundo o relatório, devido a uma falha na indicação da velocidade, a aeronave apresentou aos pilotos duas informações diferentes, havendo uma incoerência entre as velocidades verificadas do lado esquerdo e no instrumento de socorro (ISIS), que durou um pouco menos de um minuto.
Só os tubos de pitot, as sondas de velocidade, situadas na lateral esquerda da aeronave tiveram os dados registrados pelo Flight Data Recorder (FDR), segundo o comunicado do BEA. O terceiro sensor, situado no lado direito, não teve registos.
As anomalias no voo começaram às 2h10min05s - hora de Greenwich -, quando o piloto automático do avião se autodesligou. Nesse mesmo instante, um dos copilotos assumiu o comando da aeronave, quando afirmou "Eu tenho o controlo", de acordo com as gravações feitas pelo Cockpit Voice Recorder (CVR), a caixa-preta que regista o diálogo dos pilotos e os sons da cabine.
Baseados nesses dados incongruentes, foram tomadas as primeiras decisões pela tripulação. As 2h10min16s, o copiloto afirmou: "Nós perdemos as velocidades, então". A seguir, completa: "Modo alternativo". Em "modo alternativo", ou "directo", são desligados os sistemas eletrónicos de proteção contra perda de sustentação.
O avião ganha inclinação de 10 graus e segue uma trajectória ascendente. Nesse momento, de acordo com o BEA, o piloto da aeronave, Marc Dubois, não estava no seu lugar, o que não representa nenhuma falha no comportamento do comandante, dado que as pausas para repouso são regulamentadas por convenções internacionais em voos de longa duração. Às 2h10min50s, os co-pilotos tentam chamar Dubois.
Às 2h10min51s, o alarme de perda de sustentação é acionado mais uma vez. Ao fim de um minuto, a incoerência de velocidade desaparece. Às 2h11min40s, o comandante entra na cabine e reassume seu posto. Nos segundos que se seguem, todas as velocidades registradas tornam-se inválidas e o alarme de perda de sustentação para, explica o documento, detalhando mais à frente, que as ordens do co-piloto foram principalmente para levantar.
Essa decisão teria sido determinante para que o avião perdesse sustentação.
Depois de 23 meses no fundo do mar, o Bureau d’enquêtes et d’analyses (BEA), responsável pela investigação técnica, anunciou ter conseguido, durante o fim-de-semana, retirar integralmente os dados contidos nas caixas negras recuperadas no início deste mês, do avião da Air France que se despenhou em 2009, Rio de Janeiro-Paris (Voo AF447).
“Depois das operações para abrir, extrair, limpar e secar os cartões de memória dos gravadores de voo, os investigadores puderam descarregar a informação durante o fim-de-semana”, declarou o BEA em comunicado, de hoje.
A análise dos dados deverá durar “várias semanas” e o primeiro relatório deverá ser publicado ainda este verão, estando-se perto de conhecer o que realmente aconteceu no dia 1 de Junho de 2009, no voo que caiu e provocou a morte de 228 pessoas.
A segunda caixa preta do Airbus A 330 da Air France - que caiu no Atlântico em junho de 2009 - foi encontrada e resgatada do fundo do mar, anunciou o Bureau d'Enquêtes et d'Analyses (BEA).
O gravador do cockpit foi localizado e identificado pela equipa de inquérito, às 21:50, de 2 de Maio, e transportado para a superficie e para o navio "Île de Sein", de onde segue para o BEA, em Paris(Le Bourget).
A caixa negra do avião da Air France que se despenhou no Atlantico, em junho de 1999 (voo AF 447), foi encontrada em bom estado físico e vai permitir ler os registos do acidente, nomeadamente altitude, velocidade de trajetória.
Segundo o Bureau d'Enquêtes et d'Analyses (BEA),a equipa de inquérito localizou e identicou o módulo FDR (Flight Data Recorder), às 10 h UTC de 1 de Maio 2011.
Em conferência de imprensa realizada ontem, o Bureau d'Enquêtes et Analyses (BEA) divulgou as primeiras imagens de destroços do Airbus 330-203, que fazia, a 1 de Junho 2009, o voo 447 da Air France, que mergulhou no mar a caminho de Paris, matando todos os 228 passageiros e tripulantes a bordo.
Os investigadores do BEA não especificaram a posição exacta da área em que estão destroços e corpos para protegê-la, devendo a recuperação de peças e dos corpos começar dentro de 3 semanas, numa operação suportada pelo Governo francês e que vai custar, segundo "Le Figaro", cerca de 6 milhões de euros.