Segundo uma das leis de Murphy se um trabalho saíu errado, qualquer tentativa para melhorá-lo vai torná-lo pior...
terça-feira, 7 de outubro de 2014
sábado, 4 de outubro de 2014
VENCER A CENSURA COM O FIRECHAT
A crescente censura e os instrumentos das autoridades chinesas para controlar a web e as redes sociais - nomeadamente a Sina Weibo (o twitter chinês) - levaram o movimento de Hong Kong Occupy Central a adoptar um novo tipo de rede social.
Trata-se do FireChat que permite conversas por escrito, entre pessoas físicamente próximas umas das outras, através de bluetooth ou Wi-Fi, sem estarem ligadas à internet. Um sistema de certo modo semelhante às redes Mesh, ligando smartphones, telemóveis, tablets e portáteis.
O FireChat foi desenvolvido pela Open Garden de Misha Benoliel (que esteve ligado ao desenvolvimento Skype), Stanislav Shalunov (que criou o Ledbat) e Greg Hazel (ligado ao desenvolvimento do µTorrent).
OURO EM DECLÍNIO
O ouro fez história durante muito tempo nos mercados financeiros. Corretores e analistas perspectivaram que a economia estava a ir para o charco e, por consequência, o ouro ascenderia aos 10 mil dólares por onça, porque a FED andava a fabricar dólares numa tentativa louca de estimular o mercado.
Todavia, a história chegou ao fim e o sonho morreu. O ouro parece a morte. Segundo um relatório de sexta-feira passada, o desemprego caiu 5,9% e o ouro desceu abaixo dos 1200 dólares.
O gráfico do que tem acontecido às cotações do ouro pode ser connsultado em FinViz.com
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
QUANDO O BIGODE NASCE
Um dia antes das primárias do PS, António Costa afirmou, em entrevista ao DN, que se soubesse o que aprendeu nestes quatro meses não teria dado oportunidades a Seguro de se poder afirmar.
Para bom entendedor...
Ligação: Costa: "Não teria dado oportunidades a Seguro" [DN].
terça-feira, 30 de setembro de 2014
PRIMÁRIAS (TAMBÉM) NOUTROS PARTIDOS?
João Soares e José Eduardo Martins falam da imigração para a Europa e da política europeia nesta matéria, passando pela crise na Ucrânia. A concluir falam nas directas no PS e o que mudou no País. E na "soberba" de António Costa, em resposta a um vídeo da campanha de Seguro, ao atirar o cravo aos seu apoiantes no domingo e que, no entender de José Eduardo Martins, não augura nada de bom.
Ligações: Candidatura de Costa “não faz, obviamente, sentido” [Público]; Costa diz a Seguro: "Juntos somos imbatíveis" [DN]
terça-feira, 23 de setembro de 2014
O PARTIDO DA LUA NOVA
No último debate, António José Seguro falou no "partido invisível" dos interesses, que atravessa todos os partidos (incluindo o PS) e do qual muita gente fala, que apoia António Costa, referindo-se ao caso concreto do ex-administrador do BES Nuno Godinho de Matos, porta-voz dos fundadores do PS e apoiante de Costa, como um exemplo de "promiscuidade total entre o sistema financeiro e os partidos".
Costa acusou o toque: "Se tu tivesses tido com o Governo um décimo da agressividade que tens para comigo, este Governo já tinha caído". E arregalando os olhos ao seu adversário, disparou: "o que é que tu fizeste de concreto na vida para combater a corrupção?", lembrando as várias medidas que disse ter tomado quando foi ministro da Justiça e que, até agora, não tiveram resultados visíveis, como, por exemplo, para encontrar culpados nos casos do BPN, do BPP, do BES, das PPP's, do Freeport ou dos submarinos.
Para já, a obrigatoriedade da declaração de interesses, que Seguro deu como exemplo para os advogados deputados, teve as suas consequências quando, logo a seguir, António Vitorino, provavelmente desagradado com o "populismo", aproveitou o seu comentário semanal na SICN para declarar publicamente o seu apoio a António Costa.
Se tivéssemos estado no lugar de João Adelino Faria gostaríamos de ter feito muitas outras perguntas. Gostaríamos de saber, por exemplo, se o indignado António Costa, tal como o seu amigo José Sócrates, também enviou mensagens de amizade aos envolvidos do PS no processo "Face Oculta" e se acha bem que o secretário-geral - enquanto tal - deva manifestar apoio público a correlegionários seus envolvidos em processos judiciais (como, por exemplo, o da pedofilia da Casa Pia). E, já agora, se também apoia a "generosidade" dos militantes que, como Godinho de Matos, transportaram ou transportam malas de dinheiro para os dirigentes.
O próximo dia 28 de Setembro vai ser decisivo. Desiludam-se aqueles que pensam que não há diferenças, por ambos os candidatos a candidatos serem do mesmo partido. Mais que estes dois homens estão em causa duas formas de fazer política. Ganhe quem ganhar, o futuro do PS não vai ser fácil. E não é por causa do Governo.
Se os partidos não se regenerarem melhorando substancialmente a sua democraticidade e transparência, - nomeadamente separando a política dos negócios - as novas realidades políticas e sociais se encarregarão de os substituir. Para além do novo partido de Marinho Pinto, já anunciado para 5 de Outubro, outros movimentos, mais ou menos inorgânicos, surgirão a ameaçar os partidos do arco do poder no nosso califado.
Se tivéssemos estado no lugar de João Adelino Faria gostaríamos de ter feito muitas outras perguntas. Gostaríamos de saber, por exemplo, se o indignado António Costa, tal como o seu amigo José Sócrates, também enviou mensagens de amizade aos envolvidos do PS no processo "Face Oculta" e se acha bem que o secretário-geral - enquanto tal - deva manifestar apoio público a correlegionários seus envolvidos em processos judiciais (como, por exemplo, o da pedofilia da Casa Pia). E, já agora, se também apoia a "generosidade" dos militantes que, como Godinho de Matos, transportaram ou transportam malas de dinheiro para os dirigentes.
O próximo dia 28 de Setembro vai ser decisivo. Desiludam-se aqueles que pensam que não há diferenças, por ambos os candidatos a candidatos serem do mesmo partido. Mais que estes dois homens estão em causa duas formas de fazer política. Ganhe quem ganhar, o futuro do PS não vai ser fácil. E não é por causa do Governo.
Se os partidos não se regenerarem melhorando substancialmente a sua democraticidade e transparência, - nomeadamente separando a política dos negócios - as novas realidades políticas e sociais se encarregarão de os substituir. Para além do novo partido de Marinho Pinto, já anunciado para 5 de Outubro, outros movimentos, mais ou menos inorgânicos, surgirão a ameaçar os partidos do arco do poder no nosso califado.
Ligações: “Irritadiço” e “encantador”: António Costa por quem o conhece [Observador]; Godinho de Matos diz que não é porta-voz dos fundadores do PS [Observador]
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
AS DIFERENÇAS ENTRE COSTA E SEGURO
Vem isto a propósito do toque de clarim de Mário Soares e da recente almoçarada no Áltis de um quarteto de mediáticos grandes educadores socialistas, respectivamente, no lançamento e no estridente apoio público a António Costa no assalto à liderança do PS.
Sem oposição declarada, Seguro tinha tomado conta do partido em circunstâncias difíceis, na sequência da estrondosa derrota de Sócrates que catapultou Passos para o poder, mesmo sem ter curriculum político ou de Estado para isso, como vai sendo cada vez mais trivial no nosso país.
Tal como a Fénix a ressurgir das cinzas, Seguro arregaçou as mangas e procurou unir e reconstruir um partido destroçado, confortando camaradas derrotados - muitos deles seus adversários políticos internos - altamente comprometidos com a política de Sócrates de que a dívida pública não é para pagar.
Só que Seguro - que é cavalheiro, leal e educado - esqueceu-se que quem o inimigo poupa às mãos lhe morre. A política de generosidade e complacência para com os adversários fê-lo distraír da sua identidade política e de princípios que genuinamente sempre defendeu, nomeadamente:
- o aperfeiçoamento da representatividade democrática dentro e fora dos partidos;
- o regionalismo e a defesa do interior do país;
- a ética e a transparência, através da separação dos negócios da política.
Ao contrário do seu opositor - que é sulista, urbano e elitista, com "quadratura" assegurada continuamente nos media -, Seguro foi discretamente autarca no seu município natal e sabe que até mesmo um sinal de trânsito mal colocado pode prejudicar uma terrinha do interior, quanto mais a abolição de centros de saúde, de escolas, de repartições de finanças e de tribunais. E, se Seguro fosse presidente da Cãmara da capital, nunca deixaria ceder a uma casa regional um edifício que nem sequer serve para habitação.
A transparência do Estado e a separação dos negócios da política é outra bandeira de Seguro, que deve ser de todos os partidos e de todos os portugueses. Basta lembrarmo-nos das consequências de casos como os do BES, do BPN, dos submarinos, do Freeport, das PPP's, etc. A não ser que distraídamente deixemos colocar como símbolos nacionais figuras públicas com as quais Alves dos Reis teria muito que aprender.
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