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domingo, 29 de abril de 2012

MIGUEL: CONFERIR NOBREZA À POLÍTICA

Mesmo depois de morto, Miguel Portas é um exemplo. Conseguiu juntar no mesmo local pessoas de todos os quadrantes políticos e partidários. Afinal, o respeito pela diferença e lutar pelas ideias até ao fim sempre, sempre foram lemas da sua vida pessoal e política.
   

terça-feira, 24 de abril de 2012

MORREU MIGUEL PORTAS

A política portuguesa fica mais pobre. O eurodeputado do Bloco de Esquerda (BE) Miguel Portas, morreu esta terça-feira, em Bruxelas, aos 53 anos, vítima de cancro do pulmão.
Jornalista, fundou o Já e a Vida Mundial, das quais foi director. Foi activista contra a ditadura desde jovem, tendo sido preso quando tinha ainda 15 anos. Militante do PCP entre 1974 e 1989, esteve sempre empenhado na transformação da esquerda. Fundador do Bloco de Esquerda, foi o cabeça de lista nas primeiras eleições em que o movimento foi a votos, as europeias de 1999. Um dos principais impulsionadores do movimento que ajudou a crescer, Miguel Portas foi eurodeputado do Bloco de Esquerda desde 2004 e dirigente nacional desde a fundação do movimento.
Recorde uma das últimas intervenções políticas do eurodeputado do BE no Parlamento Europeu, falando em Bruxelas contra o aumento do salário e despesas com deputados.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

'VIDA PORTUGUESA' SEM SAUDADE

Catarina Portas, arquitecta, jornalista… e irmã de dois conhecidos políticos (Miguel e Paulo), criou um negócio, chamado vida portuguesa,  que comercializa produtos tradicionais portugueses que marcaram uma época e não receia que associem as suas lojas e quiosques  a uma romagem de saudade, afirmando em entrevista ao Destak:
Se há coisa que me põe doida , selvagem mesmo, é quando as pessoas acham que os quiosques e as lojas são negócios saudosistas. Não têm nada a ver com saudade, têm a ver com identidade, coisas muito diferentes, além de que só vale a pena deitar fora o passado se tivermos uma coisa melhor para pòr no seu lugar. Porque é que se há-de desdenhar uma coisa só porque é velha ou passada? Não idolatro a novidade. Para mim modernidade tem a ver com com um olhar, uma atitude.
É pena que Catarina arranque com tanto vigor a saudade dos produtos tradicionais portugueses. É que estes produtos para além de marcarem a época, trazem-nos saudade do Portugal modesto e sacrificado que só gastava o dinheiro que tinha.
Claro que só vale a pena deitar fora o passado ( e o presente) se tivermos uma coisa melhor para pôr no seu lugar. Vamos aplicar este princípio da melhoria incontestável à nossa vida política ? Assim, talvez possamos recuperar a nossa identidade.

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