quinta-feira, 17 de outubro de 2013

ELEIÇÕES À VISTA

Marco, que foi administrador não executivo de uma das empresas dos swaps, saíu de ajudante do ministro da segurança social e, agora, como porta-voz, lá apareceu na SICN a defender os cortes e o próximo orçamento. Ficámos a saber que as pensões, mesmo de origem contributiva, são insustentáveis e que o governo é nosso amigo porque não vai acabar com elas, pelo menos para já. E o próximo orçamento é duro para nos salvar. É o que acontece a quem vive acima das suas possiblidades e, ainda por cima, se arvora em capitalista e se põe a comprar bancos como o BPN.
Bagão veio, quase logo a seguir, dar-nos a imagem de que espetar um faca pequena pode matar, mas sempre dói menos que espetar um facalhão. E que o sacrifício provavelmente nem iria diminuir umas décimas na percentagem no défice, porque a previsão de aumento do PIB de 0,8% era uma ficção de um conto de fadas. E, depois, aquela referência às contas que a ministra Maria Luís ou o ministro Mota deviam ter feito e não fizeram, levou-o a concluir que o orçamento tinha sido feito em cima do joelho, com todo o respeito, claro. 
A previsão do chumbo no Tribunal Constitucional (TC) inibiu-os de fazer grandes contas. O governo bem queria governar - mesmo que a actual austeridade já nada tenha a ver com o memorando de entendimento inicial -, mas os juízes do TC não deixaram e só resta seguir para votos, antes que seja tarde demais. 
Nesta linha de pensamento, o ministro Portas já sabia, há muito, que nem valia a pena preocupar-se em fazer a tal proposta de reforma do Estado, porque esta nunca chegaria a tempo de encontrar o governo em funções, o que rima perfeitamente com eleições.
   

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