sexta-feira, 18 de abril de 2014

O HOMEM QUE NÃO SOUBE ESPERAR

A vertigem do poder acaba, quase sempre assim, em desgraça. Ou assassinado (real ou metaforicamente por um próximo, como César foi por Brutus) ou derrotado por alguém mais novo, sem apelo nem agravo.
Quando o mandato deste Governo estiver completo, qual será o conselho de Marco António a Pedro Passos Coelho? Que se afaste? Para dar o lugar a quem, no PSD? Que continue e se exponha à derrota certa?
Como todas as vertigens, ou desejos incontroláveis, também a do poder só acaba quando esbarra na realidade. E o balanço que se pode fazer da ação do PSD até agora está longe de ser grandioso: nem fez o que devia na reforma do Estado, nem conseguiu demonstrar que era diferente (com o caso Relvas tornou-se igual), nem conseguiu provar a boa parte da população que o caminho de Sócrates era verdadeiramente insustentável. Para muitos, a chegada de Passos Coelho ao poder é uma tragédia que não deixarão de fazer sentir nas urnas de forma bastante viva. E tudo isso resulta, apenas, do súbito desejo de poder de Marco António.
(De "Marco António e a Vertigem do Poder", de Henrique Monteiro)

Ligação: Marco António e a Vertigem do Poder [Chamem-me o que quiserem / Henrique Monteiro].

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