terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

HENRIQUE NETO: SEGURO DEVIA SUBSTITUIR SÓCRATES

Era a única maneira de o PS não ficar durante muitos anos conotado com os erros que cometeu nos últimos tempos. Não tenhamos ilusões: a partir do momento em que o PSD tiver acesso ao poder, o PS vai ser martirizado pelos erros cometidos e os portugueses vão ter uma consciência maior disso. O partido vai pagar duramente estes anos de José Sócrates. Os erros são tantos, e de tal maneira graves, que põem em causa a independência nacional. Estamos cada vez mais dependentes do exterior e o PS vai ser penalizado por ter feito muitas asneiras, mas também por não ter feito nada, até à última hora, para as corrigir.
São declarações vertidas da entrevista, a Luís Claro do jornal "i", de Henrique Neto que diz, ainda, que actualmente os militantes socialistas têm um papel irrelevante na escolha do líder e, por isso, defende a necessidade de eleições primárias dentro do PS. Sem isso os que estão no topo escolhem os que estão na base e os que estão na base agradecem ao líder escolhendo-o a ele. E andamos nisto. Isto aplica-se à comissão nacional, à comissão política e é também assim na escolha dos deputados. Depois existe uma massa de militantes que olham para o partido como se fosse um clube de futebol. Independentemente daquilo que o partido faça está bem feito, porque o partido tem de bater o PSD...
Ainda, quanto à democracia interna no PS, Henrique Neto diz que nas reuniões da comissão nacional só fala quem o presidente do PS quer: As actas ou não são feitas ou não são votadas. E não são votadas, porque as actas não correspondem minimamente àquilo que lá se passou. Na última reunião houve um dirigente que escreveu uma carta ao Almeida Santos a dizer que as actas estavam erradas e que queria discutir isso. O presidente do partido, nesta última reunião, no domingo, como viu que este dirigente ia falar disse-lhe que depois falaria com ele no final da reunião para que não se desse ali um incidente interno.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

OS SETE PECADOS MORTAIS

Em enrevista à Revista Lusófona de Educação, Ana Benevente acusa o PS de ter feito uma curva apertada à direita, afirmando mesmo que o PS se tornou neoliberal e que o  fazer do capital financeiro o dono e árbitro do desenvolvimento económico é uma capitulação face ao neoliberalismo que não é digna de um partido socialista.
A ex-deputada e ex-secretária de estado critica Sócrates e o autoritarismo da actual liderança que se tornou autocrata, ultrapassando o centralismo democrático de Lénine.
Ana Benavente denuncia a falta de ética democrática e republicana do  PS  que hipotecou o seu papel na sociedade portuguesa e deixou-nos sem perspectivas de um futuro melhor. Assumiu o papel que antes pertencia aos centristas do PSD, ocupou o seu espaço e tornou o país mais pobre, política e economicamente.

Os sete pecados mortais do PS, segundo Ana Benavente, são os seguintes:

1. Adoptou "políticas neoliberais e, portanto, abandonou a matriz ideológica socialista";

2. "Autoritarismo interno e ausência de debate, empobrecendo o papel do PS no país";

3. "Imposição de medidas governativas como inevitáveis e sem alternativa, o que traduz dependências nacionais e internacionais não assumidas nem clarificadas para o presente e o futuro";

4. "Marketing político banal e constante, de par com uma superficialidade nas bandeiras de modernização da sociedade portuguesa";

5. "Falta de ética democrática e republicana na vida pública e na governação";

6. "Sacrifício de políticas sociais construídas pelo próprio PS em fases anteriores";

7. "Falta de credibilidade, quer por incompetência quer por hipocrisia, dando o dito por não dito em demasiadas situações de pesadas consequências".

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Quantos biliões de euros devemos ?

Aqui está uma pergunta difícil de responder. Primeiro, temos que definir a que universo nos referimos, se é dívida da administração central ou local, ou das empresas públicas...
Depois temos que precisar o momento a que diz respeito o cálculo. Com os juros, a dívida aumenta à medida que o tempo passa.
Para além disso, quando falamos de biliões, temos que saber se são biliões europeus ou americanos.
Nuno Crato explica-lhe a diferença.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

EGIPTO: A REVOLUÇÃO SURPRESA

A vaga de contestação e a revolta no Egipto apanhou de surpresa as diplomacias ocidentais: Do quase silêncio da Europa, ao pânico judaico, ao pragmatismo circunstancial dos americanos, a reacção tem sido lenta.
Sobre os desenvolvimentos mais recentes da situação, (re)veja a perspectiva de Rui Cardoso, editor internacional do Expresso.

Os videos de hoje...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CARRILHO: O BALANÇO DOS GOVERNOS SÓCRATES

O balanço devia ser um imperativo do chefe do Governo, que se deveria traduzir em conferências de imprensa abertas e regulares, como fazem Angela Merkel ou Barack Obama. O meu balanço só pode ser breve: há aspectos positivos, como a reforma da Segurança Social, a política das energias renováveis, alguma desburocratização e - apesar dos seus muitos equívocos - a política de ciência. Mas também há, e muitos, aspectos negativos: o pior vai para a Justiça, que se transformou numa ameaça real para a nossa democracia e economia. Mas há que destacar também a educação, em que a aposta no "betão escolar" não salva a política ruinosa destes seis anos.
A economia, sem qualquer orientação, fixada num embaciado e inútil retrovisor desde o começo da crise, em 2007, o que se tem traduzido num desesperante desemprego. A cultura, onde é preciso recuar até antes do 25 de Abril para se encontrar um período tão mau. E como não falar do insuportável autoritarismo e do desprezo pelo pluralismo... para esconder isto fala-se muito de determinação, mas quando ela é para a asneira, não ajuda muito, não é? De resto, é sempre intrigante quando vemos um tipo muito teimoso, mas que não sabe o que quer.
Quanto ao socialismo moderno, há todo um debate por fazer, nomeadamente desde que a crise veio pôr em causa a sua trave-mestra, que era o deslumbramento pela "financeirização" da economia e pelas novas tecnologias, que são duas faces da mesma moeda. É bom não esquecer isto, sobretudo porque foi isto que deixou Sócrates sem tapete em 2007, e o levou, durante dois anos, a negar a realidade da crise.

São palavras textuais de Manuel Maria Carrilho, que propôs a Sócrates  que se organizasse no PS um think tank sobre esses e outros temas, mas não ligou nenhuma. Também não ficou surpreendido, porque o conhece há muito tempo: quando eu falo de ideias e de debates, ele pensa em espectáculo e em propaganda. Veja, como agora começou a preparar um novo espectáculo (o congresso), já está aí a pedir debate de ideias... é confrangedor!

Leia com atenção esta entrevista escrita, de ontem, ao Público.

MANUELA: PROTAGONISMO DE LACÃO É PARA DESVIAR AS ATENÇÕES

Para Manuela Ferreira Leite, a posição singular do ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, sobre a redução de deputados, não passa de uma manobra de diversão. Disse-o, muito claramente, na Quadratura do Círculo*.


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*Emitido ontem, às 23 horas (e não hoje, como inicialmente, por lapso, referimos).

EGIPTO: PRONTOS A MARCHAR PARA O PALÁCIO DE MUBARAK

A situação no Egipto continua explosiva. Veja a lista de vídeos mais recentes de hoje, que iremos actualizando.

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