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sábado, 22 de outubro de 2011

O DINHEIRO JUNTO AO CORAÇÃO

Foi recentemente publicado o livro "Como os Políticos Enriquecem em Portugal" de António Sérgio Azenha, com prefácio e apresentação de Henrique Neto e Luís de Sousa presidente da TIAC . 
Nele se conta como alguns ministros e secretários de Estado que, em Portugal ganham menos de 6.000 euros mensais, depois de saírem do Governo passaram para empresas tuteladas pelo Estado - algumas delas técnicamente falidas - e duplicaram, triplicaram, quadruplicaram... os seus salários. 
Essa transferência milionária de políticos para o sector empresarial não viola o actual quadro legislativo. Mas será eticamente correcta? A passagem pelo Governo, em demasiados casos, não foi apenas um trampolim para o enriquecimento rápido?
E não contribuiu essa gente para o actual estado de necessidade que o País vive ? Provavelmente alguns desses políticos até têm subvenções* vitalícias da Assembleia da República. Por que não são divulgadas essas subvenções ?.
   

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*Para além das avenças que recebem de alguns orgãos de informação... (V. post de João E. Severino no Pau para toda a Obra).

terça-feira, 2 de agosto de 2011

NETO: NÃO SE CONHECEM AS CONTAS DO BPN

Entrevistado por Mário Crespo, Henrique Neto comenta o orçamento rectificativo, as privatizações e a venda do BPN, passando pela presença de elementos da "troika" em Portugal para fiscalizar o cumprimento do acordo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

HENRIQUE NETO: DEBATE E ESCLARECIMENTO SÃO IMPORTANTES PARA A RENOVAÇÃO DO PS

Henrique Neto pertence à esquerda socialista e espera a renovação e o debate no PS. Para já, não apoia nem Francisco Assis, nem António José Seguro.
Neto diz, ainda, que a esquerda tem posições em relação à dívida e a forma de resolver o problema da dívida que não são realistas e que a "restruturação" da dívida tem significados diferentes, que convém distinguir. É possível pagar e, simultâneamente restruturar, dilatando os prazos.


Ligação: artigos do ex-DGEMN sobre Henrique Neto

sábado, 19 de fevereiro de 2011

DOIS HENRIQUES SEM PAPAS NA LÍNGUA

As manobras contabilísticas do Estado só provam que o País vai precisar de ajuda e a vinda do FMI é uma questão de tempo e, para agravar, já estamos em recessão.
Neste Plano Inclinado, dois Henriques (Medina Carreira e Neto) e Mário Crespo analisam a economia e as finanças nacionais, inferindo que precisamos urgentemente de aumentar as exportações para o dobro.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

ALMEIDA SANTOS ACUSA HENRIQUE NETO DE MENTIR

Em carta aberta publicada no jornal "i", Almeida Santos responde a Henrique Neto:
De há muito o sabia zangado com o PS, ao ponto de vir sendo um dos seus críticos mais contumazes. E para o efeito, a militância ajuda.
Isso nunca me preocupou. Sê-lo é seu direito, mesmo quando, em meu entender, o criticar sem razão.
Desta vez, porém, o Henrique Neto, para discordar, mentiu. E isso é que é grave!

Sobre a acusação de censura interna diz:
Li isto e fiquei banzado! Na verdade, dificilmente o Henrique Neto podia ter sido menos respeitador da verdade, para não usar o qualificativo que neste caso cabe. Como lhe foi possível proferir uma tão óbvia e tão chocante deturpação da verdade? E, já agora, como consegue compatibilizá-la com a personalidade que de si próprio vem tentando construir? Pois dou-lhe as seguintes novidades e fico à espera da sua reacção a elas.
Não sei com que idade o Henrique Neto chegou à defesa da liberdade de pensamento, de expressão e de imprensa. Eu cheguei aos 18 anos. E nunca, depois disso, deixei de lutar por ela e de defendê--la, nomeadamente no exercício dos muitos cargos políticos que, após Abril, fui chamado a desempenhar. Não aceito, por isso, neste domínio, lições de ninguém, incluindo naturalmente as suas.
A prática da Comissão Nacional, antes da minha presidência, e a partir dela, foi sempre esta: pede-se aos membros da Comissão que pretendem usar da palavra que se inscrevam na mesa para esse efeito. A mesa divide o tempo disponível pelo número de inscrições para fixar o tempo a atribuir a cada orador. E nunca ninguém reclamou dessa atribuição.
Cabe ao presidente dar a palavra e pedir ao orador que termine a sua oração, quando excede o tempo que lhe foi atribuído. Nunca silenciei ninguém por uso de meios mecânicos, de que aliás não disponho.
Permita pois que lhe pergunte: fazer isto é controlar "tudo"? E é eu "só dar a palavra a quem eu quero"? E chamar a atenção quando necessário para que os oradores respeitem o tempo de que dispõem é "cortar a palavra"?
Espero que reconheça honestamente, como lhe cumpre, que, actuando como sempre actuei, e como antes de mim se actuou, aliás sem lugar a qualquer reparo dos militantes a esse respeito, fiz o que devia e só o que devia.
(...)
A história em que se baseia, de na última sessão ter havido um dirigente que me escreveu uma carta a dizer que "as actas estavam erradas e que queria discutir isso", sendo que eu, "como vi que o dirigente queria falar, lhe disse que depois falaria com ele no final da reunião para que se não desse ali um incidente interno", é também uma história mal contada e em parte inverídica.


Ligação´relacionada: Henrique Neto: Seguro devia substituir Sócrates

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

HENRIQUE NETO: SEGURO DEVIA SUBSTITUIR SÓCRATES

Era a única maneira de o PS não ficar durante muitos anos conotado com os erros que cometeu nos últimos tempos. Não tenhamos ilusões: a partir do momento em que o PSD tiver acesso ao poder, o PS vai ser martirizado pelos erros cometidos e os portugueses vão ter uma consciência maior disso. O partido vai pagar duramente estes anos de José Sócrates. Os erros são tantos, e de tal maneira graves, que põem em causa a independência nacional. Estamos cada vez mais dependentes do exterior e o PS vai ser penalizado por ter feito muitas asneiras, mas também por não ter feito nada, até à última hora, para as corrigir.
São declarações vertidas da entrevista, a Luís Claro do jornal "i", de Henrique Neto que diz, ainda, que actualmente os militantes socialistas têm um papel irrelevante na escolha do líder e, por isso, defende a necessidade de eleições primárias dentro do PS. Sem isso os que estão no topo escolhem os que estão na base e os que estão na base agradecem ao líder escolhendo-o a ele. E andamos nisto. Isto aplica-se à comissão nacional, à comissão política e é também assim na escolha dos deputados. Depois existe uma massa de militantes que olham para o partido como se fosse um clube de futebol. Independentemente daquilo que o partido faça está bem feito, porque o partido tem de bater o PSD...
Ainda, quanto à democracia interna no PS, Henrique Neto diz que nas reuniões da comissão nacional só fala quem o presidente do PS quer: As actas ou não são feitas ou não são votadas. E não são votadas, porque as actas não correspondem minimamente àquilo que lá se passou. Na última reunião houve um dirigente que escreveu uma carta ao Almeida Santos a dizer que as actas estavam erradas e que queria discutir isso. O presidente do partido, nesta última reunião, no domingo, como viu que este dirigente ia falar disse-lhe que depois falaria com ele no final da reunião para que não se desse ali um incidente interno.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Henrique Neto: Sócrates é um vendedor de automóveis

Em entrevista publicada hoje, na edição impressa do jornal Negócios, Henrique Neto, o empresário e histórico do PS, não tem papas na língua: "Isto é uma máfia que ganhou experiência na maçonaria". E é arrasador: Sócrates "é um vendedor de automóveis" que "está no topo da pirâmide dos que dão cabo disto".
Este empresário, de 74 anos, sempre disse o que queria e o que pensava. Fala desassombradamente que no PS se utilizam técnicas da maçonaria para controlar a verdade e, depois, quando surgem críticos como ele e o Medina Carreira, a chamar a atenção para a realidade do País, acusam-nos de miserabilistas. E, logo que podem, exercem pressão nos lugares onde estão esses críticos e, se puderem silenciá-los, não hesitam, condicionando as pessoas e usando o medo que as pessoas têm de perder o emprego.
Neto conta que foi assediado pela maçonaria, em Lisboa, com a Natália Correia, mas sempre disse que, com a maçonaria, não queria nada e que, ainda hoje, continua a dizer que é a coisa pior que pode existir na política. O arquitecto Fava é maçónico, o Sócrates entrou por essa via, e os outros todos. Até o Procurador-Geral da República...
E explica como foi a última comissão política do PS, em que Sócrates anunciou as medidas de austeridade. Convocou-a à última hora, depois de saír da conferência de imprensa, no mesmo dia, para ninguém ir preparado. Organizou o seu grupo de fiéis para fazerem intervenções sucessivas a apoiar, para que não houvesse vozes dissonantes. Não falou antes, a explicar as medidas; depois o Almeida Santos fez aquilo que faz sempre: uma pessoa pode inscrever-se com antecedência, mas só dá a palavra a quem quer.

Vale a pena ler e meditar nesta extensa entrevista (8 páginas).


Sugestão: Leia os nossos artigos Onde está, então, a democracia ? e O PEC, o PRACE e a estratégia de desenvolvimento da economia nacional .

sábado, 3 de abril de 2010

O PEC, o PRACE e a estratégia de desenvolvimento da economia nacional

Em contraponto com Sócrates, o empresário Henrique Neto não vê a economia nacional cor de rosa, tal como o ex-ministro Mira Amaral. No "Negócios da Semana" (SIC Notícias), de 1 de Abril de 2010, analisa-se o PEC, a produção nacional e as exportações. Fala-se das generalidades de quem não conhece a economia portuguesa e da ausência de políticas sectoriais. Fala-se do QREN e da não aplicação dos seus financiamentos. Fala-se da falência do PRACE, verificando-se que, actualmente, os quadros superiores da Administração Pública são quadros dos partidos políticos, sem competência profissional. Por último, fala-se, ainda, do contrato dos submarinos* e das suas implicações na nossa economia.
Vale a pena ver com atenção. 

*Leia artigo sobre a investigação da "Der Spiegel" aqui.

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