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domingo, 11 de agosto de 2013

UMA VISTA MONUMENTAL DE LISBOA

Era para abrir em Maio 2010, a quando da visita do papa, mas o tempo e os contratempos das reestruturações dos organismos da cultura não o permitiram. Após anos de reabilitação (e indefinição), a partir deste fim de semana, o Arco da Rua Augusta pode ser visitado, com passagem por um miradouro que oferece aos visitantes uma panorâmica única sobre a cidade. Acessível através de um elevador, com entrada pela Rua Augusta, o miradouro oferece uma vista deslumbrante sobre o Terreiro do Paço, a Baixa Pombalina, a Sé, o Castelo de São Jorge e o rio Tejo. 
O Arco da Rua Augusta foi projectado em 1759, a seguir ao terramoto. Os trabalhos de execução estiveram suspensos durante bastante tempo e só em 1843 foi aberto concurso para a conclusão da obra. Ostenta num dos lados as armas reais, no reverso um grande relógio e termina com o grupo da Glória coroando o Génio e o Valor, aos seus pés, esculturas do francês A. Calmels e do seu discípulo Leandro Braga. As personagens históricas escolhidas para figurar no Arco foram Viriato, Vasco da Gama, Nuno Álvares Pereira e Marquês de Pombal, ladeadas pelas alegorias dos rios Tejo e Douro, esculpidas por Vítor Bastos. O Arco acabou por ser inaugurado em 1873, tendo inscrita a legenda latina "Virtutibus maiorum ut sit omnibus documento. P(ecunia). P(ublica). D(icatum)" (Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas).
   

Os trabalhos de conservação e restauro da pedra foram executados por Ca Co3 - Conservação do Património Artístico, Lda (Teresa Silveira / Carlos).

Ligações: Arco da Rua Augusta vai abrir ao público em Maio; Arco da Rua Augusta: Onde pára o projecto? ; Saudades da DGEMN; Arco da Rua Augusta na TV; Relógio do Arco da Rua Augusta [YouTube]

segunda-feira, 29 de março de 2010

Arco da Rua Augusta na TV

"Lisboa sem hora certa " ou o "Relógio do arco da Rua Augusta tem 70 anos e nunca funcionou correctamente" são a síntese da reportagem transmitida ontem (28 de Março) pela SIC.


Veja também a reportagem da RTP, de 17 de Março 2010, em que intervém o Director Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo, João Soalheiro.

sábado, 27 de março de 2010

Arco da Rua Augusta vai abrir ao público em Maio

Com o aproximar da visita a Portugal do Sumo Pontífice (em Maio),  as obras de requalificação da Praça do Comércio, promovidas pela Frente Tejo, SA, vão de vento em popa. Sua Santidade celebrará uma missa campal no Terreiro do Paço, não deixando de orar a Deus pelo Nobre Povo e pela superação da grave crise económica, financeira e de valores que a Nação Valente atravessa.
O Conjunto Monumental do Terreiro do Paço foi um dos "ex-libris" arquitectónicos da cidade de Lisboa, cujo estudo, conservação e reabilitação esteve a cargo da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. 
O acompanhamento e monitorização do comportamento estrutural, sobretudo da ala ocidental,  foi objecto de vários estudos e vistorias de inspecção, de que se destacam os estudos realizados de 1949 a 2000 pelo LNEC, sendo os mais significativos os de Hamrol (1958), Castro (1966), Vieira e Leal (1999), tendo-se efectuado a medição de marcas de nivelamento ao longo do tempo. Em relatório de Novembro de 2000, os Doutores em Engenharia Civil Sousa Coutinho e Mary Mun concluem e propõem, nas medidas a tomar, que, embora seja claramente o torreão que arrasta o resto do edifício, se deve tratar a ala Ocidental do edifício. Não se considera necessária, nem mesmo aconselhável, a colocação do edifício na posição original, mas tão-somente o estancar dos assentamentos, que vinham provocando danos significativos.
Esperamos que a reabilitação executada pela Frente Tejo, SA, tenha sido suficientemente criteriosa e com boa consciência e tenha tido em consideração os estudos e as recomendações antecedentes, já que, tanto quanto se sabe, os organismos do Ministério da Cultura e os seus técnicos estiveram ausentes da presente reabilitação da Praça do Comércio.
Da Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo apenas se conhece a intervenção no Arco da Rua Augusta e no seu relógio que tarda em dar horas.
A este propósito transcrevemos o artigo do jornal "Público", de 23 de Março último, pela pena do jornalista Carlos Filipe, seguido de duas fotografias nossas, com vista do Arco da Rua Augusta e dos elementos escultóricos típicos.

«Director Regional de Cultura considera que intervenção no monumento é delicada, mas a abertura ao público é considerada imperativa
A subida pelo interior do Arco (do Triunfo) da Rua Augusta, que faz a ligação dos edifícios da Praça do Comércio classificados como monumento nacional, deverá ser permitida à fruição pública o mais tardar até Maio, dando acesso ao patamar do terraço com ampla visão sobre aquela praça e o Tejo e a Baixa pombalina.
Empenhada em renovar acessibilidades para potenciar o turismo, a Direcção Regional de Cultura (DRC) de Lisboa e Vale do Tejo considera mesmo que "é um imperativo a devolução do monumento à cidade", simultaneamente com a reabertura, em Maio, para a missa papal, de parte do Terreiro do Paço, já com o novo arranjo arquitectónico.
Aquela direcção de Cultura pondera o estudo de soluções profundas de intervenção no monumento, que classifica como "delicadas", mas João Soalheiro, que dirige a entidade, disse ao PÚBLICO que sem deixar de lado as hipóteses em estudo, a DRC "está empenhada em abrir ao público o monumento nas exactas condições que o mesmo oferece, embora isso signifique a adopção de condicionalismos vários, a exemplo do que se passa em monumentos emblemáticos espalhados por urbes históricas da Europa."
A história da intervenção no arco não é nova, e em 2006 já dela se falava, inclusivamente com recurso a mecenas, solução encontrada para a recuperação do relógio que lá se encontra. Mais tarde, em Outubro de 2007, por ocasião da apresentação da recuperação do mecanismo do relógio, com a presença da então ministra Isabel Pires de Lima, também foi dito quão prioritária seria a recuperação de todo o conjunto, ainda que não tenha sido anunciada uma calendarização. Todavia, foi assumida a intenção da sua abertura ao público, eventualmente com recurso a uma plataforma elevatória que permitisse aos visitantes evitar uma penosa escalada pelos mais de 80 íngremes degraus.
Relógio acerta no domingo
Já uma solução final para o funcionamento do relógio deverá ser encontrada até ao final de Abril. João Soalheiro admitiu ao PÚBLICO que o seu mecanismo revelou-se "caprichoso, ao ponto de voltar a falhar a sua missão, reacção que surpreendeu os especialistas". Por isso, a DRC está em processo de consulta às pessoas e instituições envolvidas [Cultura e mecenas], no sentido de serem equacionadas respostas técnicas capazes de solucionar o problema.
Luís Cousinha, neto do fabricante do actual mecanismo, admitiu recentemente problemas de ajustamento dos pesos e também no acesso ao local onde está alojado, mas rejeitou responsabilidades. "[O relógio] andará certo desde que lhe seja dada corda e na madrugada de domingo será acertado pela hora de Verão", disse ontem ao PÚBLICO.
O Arco da Rua Augusta, na versão final segundo projecto de arquitectura de Veríssimo José da Costa, foi construído entre 1873 e 1875.»



   

sexta-feira, 5 de março de 2010

SAUDADES DA DGEMN


Se houvesse dúvidas sobre a capacidade e a competência técnica da Direcção Regional de Cultura (DRCLVT) em preservar o património que lhe está afecto, a Baixa Pombalina é um bom exemplo. Se a requalificação geral da Praça do Comércio, pela Frente Tejo SA,  à margem e sem qualquer presença activa da Cultura, colocam inevitavelmente a questão da utilidade e existência da DRCLVT, os dois únicos casos em que este organismo assumiu as suas responsabilidades são um paradigma ontológico de actuação inadequada.
A reabilitação de  acrotérios  - que foi uma das últimas intervenções de referência da saudosa DGEMN, através do projecto, da fiscalização e do lançamento das empreitadas - são agora da responsabilidade directa das secretarias-gerais dos ministérios contíguos, tendo a DRCLVT apenas "recomendado" o seu escoramento* (!).
 Quanto ao Arco da Rua Augusta e ao seu vetusto relógio, reproduzimos o artigo - que diz tudo - do jornalista do JN, Cristiano Pereira, "RELÓGIO DA RUA AUGUSTA HÁ ANOS COM AS HORAS TROCADAS", publicado no último dia do mês passado.    

O relógio do Arco da Rua Augusta, em Lisboa, não funciona correctamente há vários anos. Ou está desacertado ou pura e simplesmente parado. A situação é considerada como "uma vergonha" pelos especialistas. E tudo parece estar numa situação de impasse.
"É uma situação ridícula", afirmou, ao JN, Fernando Correia de Oliveira, especialista em relojoaria, pesquisador do fenómeno do tempo, do fabrico de relógios e da Evolução Mental e autor de livros e inúmeros trabalhos sobre o assunto. "Aquilo é tão central que não passa despercebido", comentou, sublinhando que "não é um relógio de vão de esquina". "Passam ali milhares de pessoas. É uma vergonha", desabafa.
Contactado pelo JN, o relojoeiro responsável pela sua reparação e manutenção, Luís Cousinha (neto do fabricante do relógio), garantiu, por seu turno, que "o relógio não tem problemas técnicos" mas que não está a trabalhar "porque há obras" no interior do arco. O relojoeiro disse que a Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo tenciona "mudar o relógio de onde ele está" para ser "embutido num nicho grande".
Fernando Correia de Oliveira também tem conhecimento dessa intenção de "embutir o relógio na parede" mas considera tal plano "uma coisa completamente espatafúrdia".
O investigador teceu duras críticas ao projecto. "Meteu-se um arquitecto ao barulho que fez para lá um plano muito clean para open spaces e, portanto, o relógio está ali a estorvar".


Perigo público

Na sua óptica, embutir o relógio dentro da própria parede vai criar "uma grande complicação para fazer a transmissão de forças do relógio propriamente dito para os ponteiros" além de outros problemas para os pesos. "O arquitecto devia falar com alguém que perceba de relojoaria para perceber que o que ele propõe é capaz de ser um disparate até com algum perigo público porque se soltam roldanas vem tudo por ali abaixo", apontou.
O JN tentou obter esclarecimentos junto da Direcção Regional de Cultural e Vale do Tejo mas não obteve resposta até à hora do fecho desta edição.

Dar à corda
O mau funcionamento do relógio não parece ser um problema recente. Fernando Correia de Oliveira considerou que "tem estado intermitentemente ao abandono" e que nas últimas décadas o relógio tem passado "sobressaltos muito grandes".
O relojoeiro Luís Cousinha, por seu turno, lembrou que nos últimos anos o relógio trabalhava "quando lá íamos dar à corda" mas admitiu que isso nem sempre era possível e que muitas vezes se deparavam dificuldades no acesso à chave do miolo do Arco.
"Não sei de quem é a incompetência mas devem ser dois ou três factores que ali se foram congregando", apontou Fernando Correia de Oliveira. "Não estamos a falar de levar uma pessoa à lua num space shuttle", ironizou, sublinhando que "ali não há segredo" e que "é muito fácil pôr o relógio a funcionar, não estamos a falar de tecnologia de ponta".
O pesquisador lembrou ainda que "o relógio não chegou sequer a ser ligado ao próprio sino que está no terraço quando isso seria colocá-lo na sua verdadeira função" porque, diz, "o relógio não é apenas para mostrar as horas mas também para bater as horas".

CRISTIANO PEREIRA
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*"ex-DGEMN" propõe, desde já, um louvor ao(s) técnico(s) recomendante(s), no âmbito do SIADAP.
Sugerimos a leitura do nosso post "E' importante pensar(e estudar !) a reabilitação",

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Arco da Rua Augusta: onde pára o projecto ?

O relógio do cimo do Arco da Rua Augusta parece que se encontra mesmo parado. Depois de ter sido reparado, ao abrigo de um mecenato que envolveu a Torres Distribuição e a sua representada Jaeger Le Coultre, a 22 de Outubro de 2007 o célebre relógio voltou a mostrar as horas aos que por ali passam. Mas foi por pouco tempo: dias depois os ponteiros voltaram a parar, devido a um problema no pêndulo. Na altura, o IGESPAR assegurou que "dentro de 2 ou 3 anos" o mecanismo poderia receber visitas do público, estando previsto um elevador exterior para evitar a subida a pé de 80 degraus.

Recentemente, o Observatório dos Relógios Históricos de Lisboa dirigiu, no dia 14 de Janeiro 2010, uma missiva ao Director do IGESPAR solicitando "a consulta ao projecto para o relógio e espaço envolvente".

Em resposta, subscrita por Maria Resende, o IGESPAR respondeu assim:

"Exmº Senhor


O IGESPAR, I.P. e a empresa TORRES Distribuição conscientes da necessidade de protecção, valorização, e manutenção do relógio do Arco da Rua Augusta promoveram o seu restauro. As intervenções de conservação e restauro dos mecanismos do relógio consideraram-se da maior importância, não só pela excelência histórica do Arco da Rua Augusta, classificado como Monumento Nacional, como ainda pela localização e visibilidade que o relógio possui.
O dia 28 de Maio de 2007 marcou o início dos trabalhos de recuperação de um dos principais medidores de tempo que faz parte do património relojoeiro de torre português.148 dias depois – 3.552 horas; 21.3120 minutos –, o relógio voltou a fazer-se ouvir.
Com o Programa de Reestruturação da Administração Pública passaram as recém criadas Direcções Regionais de Cultura a prestar os esclarecimentos sobre os imóveis classificados ou em vias de classificação edificados na sua área geográfica. Neste caso específico o contacto deverá ser feito para a Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo, pelo que tomei a liberdade de reenviar o seu pedido.


Cordialmente
Maria Resende

Gabinete de Comunicação do IGESPAR, I.P."

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