terça-feira, 4 de dezembro de 2007

BOLETINS DA DGEMN À VENDA NA ALEMANHA

A Keip & von Delft GmbH (Spessartstrasse 2, 63811 Stockstadt am Main, Germany Tel.: +49 6027 40 97 4-0 Fax: +49 6027 40 97 4-42, Email: info@keip.net ) vende os boletins da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, de 1935 a 1991, incluindo os livros "15 Anos de Obras Públicas", Lisboa 1947, e "Castelos Medievais de Portugal. II Congresso Europeu para o Estudo dos Castelos", 1949, por 2400 Euros.
A compra pode ser feita online através do portal alemão ANTIQBOOK (Europe's Premier Antiquarian Booksite).
Quem será o fornecedor da Keip & von Delft GmbH ? Será que o Estado português vai receber alguns euritos para ajudar a cobrir o "deficit" ?
Já agora vejam se os alemães também querem ficar com o Forte de Sacavém. Consta que este forte já terá sido oferecido a Joe Berardo, mas este declinou a compra do edifício (que lhe serviria para armazenar o vinho da Quinta da Bacalhoa), por detestar "elefantes brancos" com elevadas despesas de manutenção, que só podem ser suportadas pelo Estado.

domingo, 2 de dezembro de 2007

A AVALIAÇÃO NA FUNÇÃO PÚBLICA

Todos os funcionários da ex-DGEMN conhecem as vicissitudes da avaliação do último ano 2006, em que Vasco Costa se "esqueceu" de definir "a priori" objectivos aos seus directores, tendo os tais objectivos sido definidos "a posteriori", com toda a gente a contemporizar por causa do PRACE.
E Vasco não se esqueceu de atribuir mérito excepcional ao compadre e aos seus inefáveis amigos, com publicação no Diário da República, promoção e possiblidade de escolherem para onde querem ir. Para estes intocáveis não há preocupações com a mobilidade especial.
Uma vergonha.
Todos conhecem o mérito excepcional destes "funcionários".
Tanto trabalho "produtivo" e "sério" com as classificações de serviço e, afinal, pelo andar da carruagem, com tantas listas já divulgadas por fax e por e-mail, sem critérios e sem aplicar a lei da mobilidade, parece que os curricula e as avaliações do desempenho não vão servir para nada.
Complicações para quê? O tempo para suster o tal "deficit" urge e não há tempo para procedimentos complicados, mesmo a fingir. Provávelmente, os funcionários vão ser escolhidos pelo "ganadero" de serviço.
Alguns, mesmo que estejam doentes, sejam obedientes, trabalhem e produzam, vão mesmo para os supranumerários, excedentários ou disponíveis... ou como lhes queiram chamar.
Ou pensam que o Estado é alguma instituição de caridade?
Resta-nos o humor dos Gatos Fedorentos.
Vejam só esta da avaliação dos funcionários públicos:

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

MAIS UM EX-DGEMN NO IRN

O arquitecto Rui Pacheco foi nomeado Director do Departamento Patrimonial do Instituto dos Registos e do Notariado, I.P., por despacho de 24 de Outubro 2007.

sábado, 24 de novembro de 2007

POSTAL DE OUTONO

Hoje passei pela baixa e vi o Serra, o Serra dos Monumentos.
O Serra costumava aparecer pela Direcção-Geral muitas vezes. Trazia o correio, levava recados, sempre embrulhados com um sorriso honesto e transparente.

Era um sorriso triste, mas era um sorriso.

Hoje vi o Serra, mas não foi na Direcção-Geral.

Foi perto da Direcção-Geral, mas não foi na Direcção-Geral.

A Direcção-Geral já não existe.

Hoje vi o Serra mas não trazia sorriso, trazia apenas tristeza, muita tristeza, porventura tanta tristeza que eu não consigo medir, nem descrever, mas que estava muito triste, estava.

Triste e infeliz, triste e apático, triste e preocupado, triste e conformado.

O seu olhar vagueava entre a banca dos jornais, os edifícios do Terreiro do Paço e os sem-abrigo que por lá se acomodam.

Percebia-se que se sentia muito sozinho, solitário e perdido junto do que ele julgava ser uma das suas últimas referências, como um órfão desamparado, sem parentes nem amigos, tentando enxergar no infinito o aconchego dos pais infinitamente ausentes, procurando a protecção de alguém que já não existe, tentando reencontrar referenciais do passado recente que, contudo, desapareceram.

O Serra parecia também muito assustado.

Mas não se lhe lia revolta no semblante.

Perante esta resignação assustada e triste, sem amigos, sem colegas, sem "lar", o Serra naquela momento, parecia invejar o sorriso que o sem-abrigo lançou a uma senhora de meia idade que lhe colocou um bolo numa marmita de plástico pousada sobre os cartões que o resguardam do frio da noite.

sábado, 10 de novembro de 2007

VASCO COSTA NO BRASIL

Depois de aplicar os 29.000 € por "férias não gozadas" na compra de um "Lexus", Vasco Costa, ex-Director-Geral e coordenador de mestrados, viajou para "habitat" mais quente e só deve regressar no fim do ano.
Natacha Narciso, da "Gazeta das Caldas", dá conta no artigo, de 9 de Novembro 2007, "CURSOS DO IEVEU TARDAM EM CHEGAR ÀS CALDAS" que "Para a última quinzena de Julho estavam previstas acções de formação na área do património e da preservação de bens de Interesse Municipal. Estas também não há meio de se realizarem pois são coordenados por Vasco Costa (ex-responsável da DGEMN) e que "actualmente se encontra no Brasil". O seu regresso está previsto para o final do ano." (sic).
Pelos vistos, Sua Exa. continua um autêntico globetrotter e, segundo consta, brevemente será condecorado e nomeado para um alto cargo no estrangeiro.
A ser assim, ter-se-á que concluir que, para alguns responsáveis políticos, a incompetência é uma "qualidade" e um "mérito" que merecem recompensa.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

AS LISTAS DE PESSOAL DESTACADO DA EX-DGEMN, ELABORADAS PELO IHRU

Agora tendo a chancela de responsabilidade do IHRU, foram conhecidas as listas de pessoal da ex-DGEMN destacado para o IGESPAR, para as Direcções Regionais de Cultura e para o Instituto dos Museus e da Conservação. Os funcionários que não constam destas listas ficam evidentemente no IHRU.
Estas colocações são naturalmente temporárias e estão dependentes dos diplomas regulamentares dos novos quadros e das disponibilidades orçamentais dos organismos integradores da ex-DGEMN. Isto é, os funcionários podem ser colocados na mobilidade especial a partir do próximo ano económico de 2008.
As listas não foram afixadas, tendo a "directora" (em regime de substituição) de serviços de administração e recursos humanos da ex-DGEMN chamado os funcionários um a um ao seu gabinete para, com "autoridade", comunicar em que organismo ficavam destacados. Este modo "sui generis" de comunicar aos funcionários o organismo, a seguir à ex-DGEMN, aonde vão trabalhar, é um sintoma evidente da ligeireza e da irresponsabilidade com que esta mobilidade foi feita.
Ordens escritas não há.
Desde que, em 28 de Agosto último, o IHRU assumiu o controle da ex-DGEMN não há processo administrativo escrito. Nem se conhece hierarquia, a não ser a resultante do Despacho Conjunto Nº18692/2007,de 10 de Julho (nomeação do responsável pela coordenação do processo de fusão da DGEMN).
Por outro lado, o protagonismo assumido por uma discípula dilecta de Vasco Costa neste caso, deixa transparecer a interferência do ex-Director-Geral na elaboração das listas, bem patente na lista da Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRCLVT), onde, dos 22 funcionários, 50% não são originários das Direcções Regionais de Edifícios e Monumentos de Lisboa, como estabelece a alínea c) do artigo 10º do Decreto Reg. Nº34/2007,de 29 de Março . Se acrescentarmos que a esta nova lista foi acrescentado o inefável personagem de Shrek, o "critério" está à vista.
Para mais informação, consulte o nosso Grupo ex-DGEMN, nomeadamente os Arquivos.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

A NOSTALGIA DO PODER E O DESGOVERNO

QUANDO O PRACE INCENTIVA A DESPESA E O "COMPLEX"

Em Dezembro de 2004, verificou-se uma derrocada de parte do tecto da sala do cinema, no edifício da Casa das Artes, no Porto, tendo a Direcção Regional de Edifícios e Monumentos do Norte (DREMN) da ex-DGEMN elaborado o projecto de reabilitação e escolhido o empreiteiro. Contudo, a empreitada não chegou a ser adjudicada, por falta de cabimento de verba, por parte do Instituto das Artes.

Em 6 de Setembro 2007, a Secretaria-Geral do Ministério da Cultura (SGMC) quis dar andamento às obras já concursadas, tendo solicitado ao IHRU o processo.

Até agora, não houve resposta.

Mais recentemente, no dia 1 de Outubro de 2007, houve uma reunião no Porto, tendo sido contactada a ex-DREMN que informou não poder ceder qualquer elemento do processo, bem como prestar qualquer informação sobre o mesmo, por ordens superiores do IHRU.

Dadas as circunstâncias, a Secretaria Geral do MC não vai ter outra alternativa senão mandar elaborar o respectivo projecto, partindo da estaca zero, como se nunca tivesse existido qualquer processo sobre este assunto.

Se a este facto acrescentarmos que os funcionários do Ministério da Cultura estão, agora, proibidos de entrar nas instalações da ex-DGEMN - conforme alguns colegas puderam verificar -, temos que concluir que algo de anormal e grave se passa.


SERÀ QUE ALGUÉM ESTÁ A MANOBRAR NA SOMBRA ?

Apesar de reformado, Vasco Costa tem saudades do seu "high life style" e do seu estatuto dos últimos 17 anos. Como Director Geral, usou e abusou impunemente dos seus poderes e construiu uma hierarquia de incompetentes e "his master's voices" que destruiu completamente a DGEMN.
Pelos vistos, essa hierarquia passou, agora, a paralela e exterior.
Vasco Costa - presumívelmente, na sua azáfama de criar uma organização concorrente do IGESPAR e das DR's da Cultura - contactou a ex-DGEMN, há uma semana, e solicitou que lhe fizessem as etiquetas para, provávelmente, por via postal, divulgar os serviços da sua nóvel organização pelos assinantes da revista "Monumentos".
As ordens do "Chefe" reformado, exactamente como quando estava no exercício do cargo, foram rigorosamente transmitidas. Exactamente como quando, há bem pouco tempo, mandou fechar os gabinetes e proibiu a entrada aos colegas a que se refere a Orem de Serviço nº4/GDG/2007.
Agora não foi preciso pedir autorização prévia ao IHRU. E, pelos vistos, Vasco Costa - como não pertence ao Ministério da Cultura - continua omnipresente e a dar ordens na ex-DGEMN..
Será que os Ministros Isabel Pires de Lima e Nunes Correia não se entendem ? Ou será que só têm olhos - a exemplo do seu Chefe - para a Presidência portuguesa da UE ?

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