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sábado, 29 de setembro de 2012

INQUÉRITO AO INCIDENTE COM REPÓRTER TVI

O MAI, através da IGAI, vai abrir um inquérito ao incidente com o repórter de imagem da TVI que fazia a cobertura da deslocação do primeiro-ministro ao Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP).
Se é legítimo que um elemento à paisana da segurança queira identificar o aluno que ofendeu o PM, já está em causa que esse elemento não mostre as suas suas credenciais ao cidadão que vai identificar e, pior que isso, agrida, intimide e impeça a recolha de imagem do jornalista.
Este incidente suscitou, para além do comunicado do Sindicato dos Jornalistas (que referimos em artigo anterior), o envio ontem de uma carta ao primeiro-ministro, solicitando a abertura de um processo de averiguações. Se os agentes da polícia, sobretudo os não fardados, não se identificarem no desempenho das suas funções, corremos o risco de ser presos, raptados e intimidados por qualquer criminoso dos muitos que andam à solta.
E, por outro lado, está em caso um atentado à liberdade de informação que não pode passar em claro.
Registamos a determinação, pelo ministro Miguel Macedo*, de abertura do inquérito e esperamos - óbviamente - que tenha consequências

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*que é dos poucos ministros que não foi de férias.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

SEGURO E O PROFESSOR PARDAL

Marcelo diverte-se* aos domingos a mandar umas "bocas" na TV, navegando entre a realidade e a ficção, e procurando criar factos políticos, de modo a chamar a atenção durante o maior tempo possível, até ao próximo programa. 
Aprendiz de Maquiavel e de Richelieu, Marcelo não aprendeu muito com o seu pai**, nem com o seu padrinho***: não conseguiu chegar nem a presidente da Câmara de Lisboa, nem a primeiro ministro, apesar de ter conseguido ser líder do PSD. 
 E ser professor catedrático, quando se estudou no tempo da velha senhora em que havia exames a sério, pode ser sinónimo de inteligência, mas pode não ser um atestado de equilíbrio, bom senso e sentido de responsabilidade, que é o que se vai exigindo cada vez mais aos políticos, sobretudo em tempo de crise.
Talvez por isso, Marcelo nunca chegou a lugares de topo da hierarquia do Estado, o que naturalmente tem consequências freudianas. Representar o papel de comentador, imaginar uma intriga e conseguir com ela pôr uns patins a um dirigente partidário, mesmo que seja do seu PSD, eis o supremo gozo de Marcelo.
Ao contrário de nós – que sempre vimos Marcelo como uma espécie de professor Pardal -, António José Seguro levou a sério a "bicada" do passado domingo do professor, na TVI, e mostrou-se indignado, considerando que se tratava de um atentado à sua honra e dignidade. Em nosso entender, não devia ter levado o professor a sério, mesmo que se tratasse de uma encomenda do actual presidente da câmara de Lisboa. Seguro tem, desde a sua juventude, uma carreira partidária notável, sendo conhecido pela sua ética pessoal e política e pela educação com que convive com toda a gente, incluindo camaradas e adversários.
Um líder forte não precisa destas golpaças, disse Marcelo no passado domingo, na TVI. Mas será que um comentador fraco precisa destas "tiradas" para chamar a atenção sobre si próprio e promover a sua audiência ?
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* E ganha dinheiro.
**Baltazar Rebelo de Sousa, médico, ministro, deputado e ex-Governador Geral de Moçambique.
***Camilo Lemos de Mendonça, engenheiro agrónomo, devoto do nordeste trasmontano e primeiro presidente da RTP.

Ligação: Super Egg-man.

domingo, 10 de julho de 2011

PASSOS EVITOU QUE BAIRRÃO CONTINUASSE CHOCADO

Bernardo Bairrão, em entrevista ao DN e à TSF, disse que Marcelo não lhe estragou os planos de ir para secretário de Estado, mas que, ao dar a notícia antes do tempo, provocou um conjunto de situações que conduziram ao desenlace.
Bairrão - que diz ter ficado chocado quando ouviu dizer: lá vai este atrás do tacho - reitera a sua discordância da privatização da RTP, e não receia o futuro, pois tem sido sondado com várias propostas. E continua com boas recordações da TVI, como, de resto, ilustra este vídeo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Telenovela portuguesa ganha Emmy

A telenovela 'Meu amor', produzida pela Plural para a TVI, foi galardoada com o Emmy 2010 da Academia Internacional de Televisão ( 38th INTERNATIONAL EMMY® AWARDS GALA ), que teve lugar a 22 de Novembro, em Nova Iorque.
Esta distinção é um prémio de nível mundial e já mereceu as felicitações à TVI do presidente Cavaco Silva.
A telenovela, que teve como principais protagonistas, Alexandra Lencastre, Margarida Marinho, Rita Pereira, Nicolau Breyner e Marco D'Almeida, tendo como autor António Barreira e produtor Hugo de Sousa, é a historia de 3 mulheres cujos destinos se cruzam depois um acidente de aviação e tem Lisboa como cenário.
A Plural foi fundada em 2009 e é a maior produtora de ficção portuguesa, incorporando a Plural espanhola e a produtora de Nicolau Breyner NBP.
Rita Pereira na "38th INTERNATIONAL EMMY® AWARDS GALA"

O primeiro Emmy para Portugal

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sócrates amanhã na TVI

Preocupado com as sondagens, Sócrates vai ser entrevistado amanhã na TVI, logo a seguir ao Jornal Nacional (20:00 horas), acaba de anunciar o "i" online.
A entrevista incidirá sobre, as negociações com o PSD, a pressão dos grandes da Europa, onde vai o governo buscar o dinheiro que para compensar as contrapartidas negociadas com o PSD, o que espera o governo do maior partido da oposição quando o Orçamento for debatido na especialidade - estas são algumas das perguntas que Sócrates deverá responder.
É pena que a entrevistadora não possa ser Manuela Moura Guedes, mas Sócrates não é "muito tolerante" e muito menos esquece os que se lhe opõem...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

RAV: troço Poceirão-Caia vai custar o dobro do anunciado

Depois da decisão de não adjudicação do troço da Rede de Alta Velocidade (RAV) Lisboa-Poceirão, soube-se agora, pela TVI, que teve acesso aos anexos ao contrato. que a parceria público privada da concessão do troço  Poceirão-Caia vai custar  o dobro do anunciado. O Estado vai pagar cerca de 3.000 milhões de euros e também uma quantia anual em função da quantidade de comboios que circularem na infra-estrutura.

A TVI entrevistou João César das Neves, que disse que «os números são assustadores. Numa altura em que todos sabemos que é preciso cortar, que há gente a sofrer, que o desemprego aumenta e é difícil aguentar as prestações sociais para os desempregados, vamos alegremente assinar uma coisa destas. É difícil de entender como pode alguém entrar nisto».
E o conhecido economista prossegue: «Estamos a falar de uma monstruosidade. Há uns anos, quando analisei o assunto, o custo total da ligação de Lisboa a Madrid é o que eles agora contrataram para o troço do Poceirão a Caia. E a ligação a Lisboa, embora tenha menos quilómetros, é muito mais cara, porque tem terrenos urbanos, túneis e a terceira ponte sobre o Tejo. Já para não falar das derrapagens, mas à partida isto vai ficar muito mais caro».

A TVI, que teve acesso aos anexos* ao contrato, divulga montantes de despesa pública com esta parceria público-privada bastante maiores que os divulgados públicamente pelo Ministério das Obras Públicas: conferindo com as verbas previstas no contrato (e seus anexos) dá um valor total da ordem dos 2.765 milhões de Euros, sem considerar a inflação.

Quanto ao risco do investimento transparece que não é equitativo, entre o consórcio adjudicatário (ELOS - Ligações de Alta Velocidade, S.A.) e o Estado, já que, nos termos do contrato, o concessionário tem garantida uma taxa interna de rentabilidade de 11,9 %, e o Estado não tem garantias no caso de incumprimento contratual.

Veja o vídeo da TVI sobre este assunto clicando aqui e compare  com a versão publicada no sítio da RAVE. 

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*Ao contrário do Bloco de Esquerda, que se queixou publicamente que os mesmos ainda não lhe tinham sido fornecidos, pelo governo.

P.S. Confrontado com a notícia da TVI, o ministro, António Mendonça, nega...  Confira os sofismas do ministro, no artigo da Agência Financeira "Ministro nega que TGV custe o dobro do previsto" (24 Setembro 2010, 10:39 ). 

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