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sexta-feira, 21 de março de 2014

MUDAR SIM, MAS PARA MELHOR

Antes das eleições, para muitos vale tudo para caçar votos. (Re)vejam só este vídeo de Passos Coelho e as promessas que fez para apear Sócrates. Será que ficámos melhor? Se não for para ficarmos melhor, vamos votar para quê? Lembrem-se do princípio da melhoria incontestável de Cavaco.
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Ligações: O resgate do Terreiro do Paço; 'Vida Portuguesa' sem saudade; Governar com inteligência e bom senso; Que Prace para 2011?

quinta-feira, 20 de março de 2014

EXIGE-SE RESPONSABILIDADE A QUEM GOVERNA

Afinal, a "conversa", como Passos Coelho depreciativamente se referiu ao manifesto de apelo à reestruturação da dívida, para além do apoio de conhecidas figuras públicas portuguesas de vários quadrantes políticos, tem agora como subscritores 74 personalidades internacionais. 
Um político responsável - e por maioria de razão um governante - não podia pronunciar-se, ainda por cima em termos pouco elegantes, sobre um documento que, na altura, nem sequer conhecia.

terça-feira, 18 de março de 2014

(DES)ENCONTRO ENTRE PASSOS E SEGURO

Passos queria levar para o almoço de hoje, em Berlim, com Angela Merkel, um acordo com António José Seguro, mas só conseguiu uma fotografia do encontro que tiveram no Palácio de S. Bento. Seguro diz que há uma divergência insanável entre o Partido Socialista e o Governo, no que diz respeito à estratégia orçamental.

quinta-feira, 13 de março de 2014

RESTRUTURAR DÍVIDA NÃO É UMA 'CONVERSA'

O manifesto para a reestruturação da dívida já teve como impacto a exoneração de dois subscritores, de conselheiros de Cavaco (Vítor Martins e Sevinate Pinto).
Ontem, na SICN, Bagão Félix - também ele subscritor do manifesto - não poupou Passos Coelho, considerando que está nervoso  e acusando-o não ter medo de restruturar quando corta aos pensionistas.

Ligações: PC: Está totalmente fora de questão restruturar a dívida [Expresso]; Conselheiro exonerado por Cavaco não se arrepende [Expresso].

sábado, 22 de fevereiro de 2014

E SE NÃO HOUVESSE PS?

Os históricos disseram quase todos "presente" e Relvas ressuscitou das cinzas. Seguro e o PS foram os bombos da festa, ou seja do XXXV Congresso do PSD. Passos desancou, redesancou Seguro e o PS e Rangel seguiu-lhe as pisadas.
Marcelo "fez-se ao piso" para candidato presidencial e antecipou (sem tosse) a sua "conversa em família" para Sábado. Deu umas bicadas em Portas, criticou Seguro e o PS, ao mesmo tempo que falava na necessidade de consensos com o PS.
Às 23:26 apareceram no Coliseu, em simultâneo. Marques Mendes e Santana Lopes. Um vindo do norte, outro vindo do sul. Não tinham jantado juntos.
No PSD é assim: depois de umas bicadas uns nos outros e no partido comum durante os respectivos comentários televisivos, caem nos braços uns dos outros. É o remédio santo em época de crise e de constipações. A cura faz-se com pragmatismo e sumo de laranja e, assim, se alivia o serviço nacional de saúde.
Faltam 8  dias para o carnaval e as europeias estão à porta.  
   

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

COELHO CAÇADOR DE VOTOS

O PSD não é hoje menos social democrata do que era antes. Não é liberal nem estalinista, como muitos bons malandros disseram, porque não genuflectiu perante os mercados financeiros, nem extinguiu completamente (ainda) o Estado, como queriam o Marx e o Lénin*. 
Estes dois anos de poder laranja foram anos de muitas dificuldades para todos os portugueses e Passos agradeceu a disponibilidade de muitos para defenderem o governo. Passos repetiu que não foi o PSD que trouxe o País para a bancarrota. Tal como na escola primária, a culpa é sempre dos outros meninos. 
Segundo Passos, nestes dois anos em que chefiou o governo foram cumpridos todos os objectivos, a saber: vencer a crise, fechar o processo de ajustamento e lançar as bases da nossa prosperidade. A economia está a crescer: aumentaram as exportações, baixou a taxa de desemprego e estamos melhor que o que estávamos. Até 2013 foi o melhor ano do turismo em Portugal. 
Os portugueses é que não sentiram essa melhoria na carteira. Milhares, como o Tordo tiveram que emigrar para sobreviver e os bancos estão quase todos no vermelho. Mas, claro, a culpa não é do PSD, pois durante estes dois anos o programa do PSD foi o programa da troika. E os devedores estão sempre à mercê dos credores, mesmo que sejam os nossos amigos e aliados europeus. 
Estamos melhor com Passos do que com Sócrates? Passos diz que sim, claro, e conta como fez o milagre de acalmar os credores e tirou o coelho da cartola: mandou emigrar, baixou salários, promoveu despedimentos, aumentou os preços da saúde e da justiça e confiscou parte das pensões de reforma aos velhos que, com a idade, nem deram conta. Por isso, Passos está à espera que toda esta gente o recompense nas próximas eleições.

(*) V. O Estado e a Revolução, de V. I. Lenin, 1917.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O BOM ALUNO

Pedro Passos Coelho falou hoje, em Cascais, na abertura da conferência Lisbon Summit, organizada pela revista The Economist, dizendo que a economia inverteu a trajectória recessiva e começou a crescer. Segundo ele, esta mudança assenta em factos: o crescimento das exportações e da produção industrial, a criação de mais de 120 mil postos de trabalho até ao final de Dezembro e o encerramento de 2013 como o melhor ano de sempre para o sector do turismo. Passos dixit.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

DINHEIRO E PACIÊNCIA

Passos diz que não há dinheiro para manter os quadros de Miró. Será que os portugueses terão paciência para manter Passos?

sábado, 28 de dezembro de 2013

ESCONDER A CABEÇA NA AREIA

Hélder Rosalino, que deverá deixar (felizmente), já na próxima semana, o cargo de secretário de Estado da Administração Pública, responde na edição de hoje do "Expresso" ao relatório do Tribunal de Contas que considerou um fracasso o PREMAC. 
Para Rosalino foi um sucesso sem precedentes.  Pois, como a tal Reforma do Estado e o PRACE... como toda a gente viu.
Depois da fábula da criação de empregos de Passos, só nos faltava mais esta.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

REINAUGURAÇÃO FEITA COM PROTESTOS

Como estava programado, Passos Coelho e Nuno Crato procederam às reinaugurações, num ambiente de protesto popular, com encarregados de educação e sindicalistas a pedirem a demissão do governo.
Os cidadãos e a comunicação social independente já não vão em encenações deste género, que contribuem cada vez mais para describilizar os políticos. 
Esperávamos mais de Nuno Crato.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

REINAUGURAR RIMA COM ENGANAR?

Conforme escrevíamos a 25 de Julho, no artigo "A geriatria dos Jotas", este governo foi inovador ao repetir tomadas de posse de ministros. Mas não se esqueceu de seguir exemplos anteriores e repetir inaugurações da mesma obra. Assim, hoje, Passos e Crato preparam-se para inaugurar 2 centros escolares que já tinham sido inaugurados. O jornalista Carlos Abreu dá conta destas reinaugurações no Expresso online:

O Centro Escolar de Bustos (114 alunos), onde Passos Coelho e Nuno Crato deverão chegar pelas 10 horas, foi inaugurado a 18 de março deste ano, no dia em que esta freguesia comemorou 93 anos de existência. 
(...)
O Centro Escolar do Troviscal (77 alunos), onde os dois governantes estarão pelas 11h10, "abriu portas na manhã de 23 de fevereiro de 2012, após as miniférias de Carnaval", há cerca de 18 meses, conta o "Jornal da Bairrada" de 1 de março desse ano. 
"O momento de abertura oficial do Polo contou com a presença das várias individualidades políticas do concelho entre as quais o executivo da Câmara Municipal (também Jorge Mendonça, CDS-PP, e Henrique Tomás, PS), do presidente da Junta de Freguesia do Troviscal, de deputados e do presidente da Assembleia Municipal", conta ainda o jornal.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

PUBLICADA LEI ORGÂNICA DO GOVERNO

Quase um mês depois da tomada de posse dos novos ministros, foi publicado no Diário da República de hoje o Decreto nº119/2013, da Presidência de Conselho de Ministros (PCM), que procede à quarta alteração ao Decreto-Lei n.º 86-A/2011, de 12 de julho, alterado pelos Decretos-Leis n.ºs 246/2012, de 13 de novembro, 29/2013, de 21 de fevereiro, e 60/2013, de 9 de maio, que aprova a Lei Orgânica do XIX Governo Constitucional.
As competências de Portas ficam por esclarecer, já que nada é dito sobre esta matéria, tendo Passos dado há tempos a indicação que as competências do vice primeiro-ministro seriam definidas por delegação de competências do primeiro-ministro, o que ainda não aconteceu.
Curioso é o presente diploma produzir efeitos reportados a 21 de Junho 2011, antes da tomada de posse dos novos ministros, em Julho (artigo 27º), ratificando actos que não podiam óbviamente praticar.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

QUADRATURA DO CÍRCULO

Os políticos continuam a acreditar que, se mentirem, não vão para o inferno e que o eleitorado tem memória curta. Maria Luís saíu do anonimato quando foi convidada por Passos para ser candidata do PSD por Setúbal nas últimas eleições. A ex-professora de Passos aprendeu depressa que a política é um palco em que é preciso não gaguejar e ser persistente. Entre o preto e o branco há o cinzento. E uma meia verdade é sempre preferível a uma meia mentira.
"Continuo a dizer que não menti, esses e-mails são pedidos de informação meus", garantiu, com ar inocente de menina de côro, Maria Luís, em relação aos "swaps". Na altura “não existia informação que permitisse tomar decisões sobre os contratos”, nem mesmos dos "swaps" celebrados pela Refer, quando Maria Luís lá estava, que, segundo consta, foram assinados por um contínuo da administração.
Assim, vamos percebendo melhor as razões que levaram Vítor Gaspar a demitir-se.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

A GERIATRIA POLÍTICA DOS 'JOTAS'

Até agora, era habitual que os ministros, como prova de sobrevivência política, inaugurassem o mesmo empreendimento mais que uma vez. As pessoas e mesmo os media, com memória curta ou benevolência cúmplice, ajudavam a que muitos políticos menos escrupulosos nos entrassem em casa, em hora de grande audiência, através do pequeno écran, e provassem que estavam vivos políticamente e a trabalhar em grandes projectos a bem da nação. 
Os políticos sabem que só existem se aparecerem nos media e as técnicas de marketing político têm evoluído bastante e sido aplicadas em Portugal, a ponto de transformar Goebbels - se fosse vivo - num mero aprendiz das técnicas de propaganda política. 
A repetição, ontem, da tomada de posse de velhos ministros chefiados pelo mesmo primeiro ministro - só 3 são novos - constitui um exemplo paradigmático de manifestação de sobrevivência política dos protagonistas de um governo ferido de morte pela demissão com explicação escrita de Vítor Gaspar seguida da de Paulo Portas. 
É preciso mudar a aparência para dar a ideia de novo. É como o escopo da indústria cosmética. A inovação está em repetir tomadas de posse em vez de repetir inaugurações. Mas, como diz Pacheco, no Navio Fantasma, a crise e a sua génese continuam latentes e a próxima paragem chama-se eleições. 
Bem pode a jotocracia cooptar mais jotas ou ex-jotas ou recauchutar-se com o "vôvô" Machete para lhe dar uma aparência de seriedade e respeitabilidade, que os grandes protagonistas da instabilidade e inoperacionalidade da própria coligação continuam lá, quais crianças repreendidas das suas traquinices pelo professor Cavaco.
As eleições estão inevitávelmente no horizonte, apesar de nos quererem convencer que não são solução para a crise governativa. A menos que o PSD entre na normalidade ideológica, Seguro vai ser provávelmente o próximo primeiro-ministro e vamos poder comparar a capacidade política de um ex-jota que chegou a primeiro ministro sem qualquer experiência governativa (e que tem um ministro que nos considera publicamente um protectorado) e um ex-jota da oposição que foi secretário de estado e ministro, conhece a administração pública e não cairá certamente nos erros de Passos e de Sócrates.

domingo, 21 de julho de 2013

MARCAR PASSO(S)

O governo de coligação continua, provávelmente com a remodelação que pretendia. A ser assim, - no entender de Pacheco - está garantida a instabilidade governativa e fica reforçada a arrogância de Passos.

Ligação: Comunicação ao País de 21 de julho de 2013 [Presidência].

sexta-feira, 19 de julho de 2013

UM NÃO ACORDO ANUNCIADO

Como muita gente já esperava, não há acordo PS/PSD/CDS. Na véspera já Passos anunciava era preciso chegar rápidamente a um acordo com conteúdo. O PS respondeu pela voz de Seguro.
"Depressa e bem há pouco quem", já dizia o ditado. Depois dos episódios da demissão de Gaspar e da não demissão de Portas, a remodelação governamental segue dentro de momentos.
   
Como escrevia Pacheco, a proposta presidencial assenta numa contradição de fundo.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

CATROGA: UMA VISÃO MUITO PARTICULAR DA CRISE

A solução para a crise, negociada entre Portas e Passos, antes de ser aprovada por Cavaco - que continua numa de ouvir os partidos -, já está aprovada pelos nossos credores. A opinião de Catroga e dos nossos comentadores (mais ou menos) encartados é apenas marginal.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

DEMISSÃO DE PORTAS COM HUMOR

Ontem, o Café da Manhã via assim, com humor, a crise na coligação: o Portas quer basar mas o Passos não aceita...

PASSOS E PORTAS PROSSEGUEM CONVERSAÇÕES

As conversações entre Passos e Portas, para um novo acordo, vão prosseguir hoje. Para já, parece pouco provável que, atendendo à sua carta pública de demissão, Portas regresse ao governo.
Bagão Félix considera que o país está à beira do precipício e não entende como é que Vítor Gaspar cessa funções a 15 dias da 8ª avaliação da troika. Para Bagão, não haver consenso na coligação em relação às finanças significa não haver programa de governo. 

Ligações: Portuguese Coalition Works to Survive [The Wall Street Journal];Eurozone crisis: Portugal sends stock markets tumbling [The Guardian].

quarta-feira, 3 de julho de 2013

'XEQUE' DE PASSOS A PORTAS

Ao não aceitar o pedido de demissão de Portas, Passos quer passar a responsabilidade pelo fim da coligação para o campo do CDS/PP. A eventual divisão no partido parceiro da coligação está lançada, mas pode ser uma aposta perdida, quando já está em cima da mesa o pedido de demissão dos dois outros ministros do CDS/PP, que, de resto, já não estiveram presentes na posse da nova ministra Maria Luís Albuquerque.

Ligações: O Navio Fantasma [Abrupto]; Capucho diz que Cavaco deve convocar eleições em simultâneo com as autárquicas [Público]; Regierungskrise in Lissabon: Portugals Außenminister Portas tritt zurück [Der Spiegel]; Prime Minister Tells Portuguese He Won’t Resign [NYTimes]; La dimisión del ministro de Exteriores deja en el aire al Gobierno portugués [El País].

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