sábado, 29 de março de 2014

BARROSO: O REGRESSO A CASA

Vai longe o tempo do "Que viva Estaline!"e do combate à linha negra do saudoso "renegado" Sanches. Barroso ultrapassou Soares e tem a barriguinha cheia de viagens e dos diversos encontros tidos com os líderes chineses (e outros líderes mundiais), não como militante revolucionário, mas como líder europeu. 
Lá para o fim do ano, aí o temos a matar saudades da cantina da cidade universitária, aonde há décadas proclamou a morte ao fascismo e ao social-fascismo. Desta vez, a palavra de ordem já não será O Povo vencerá! mas o meu clube vencerá. Porque agora o horizonte já não é vermelho.
   

FUTURAMENTE RICOS DEVEM PAGAR A CRISE (SE FOR PRECISO)

Até Cavaco reconhece que a austeridade não tem sido distribuída proporcionalmente por todos os portugueses, ao declarar: 
Se for necessário reduzir o rendimento disponível de alguém no futuro, tem de ser daqueles que têm elevados rendimentos e que não foram seriamente prejudicados no seu bem estar.
Quem serão eles?

sexta-feira, 28 de março de 2014

PORTAS ESCORREGOU?

Depois de Paulo Portas ter afirmado na Assembleia da República que os cidadãos que deixaram de ter direito ao Rendimento Social de Inserção (RSI) por terem mais de 100 mil euros no banco, Pedro Marques (PS) quer naturalmente saber quantos eram. Estaria Portas distraído?

quinta-feira, 27 de março de 2014

REFORMAR O ESTADO OU EXTINGUI-LO

Segundo os últimos dados conhecidos da Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP), havia, no final do ano passado, 419.336 funcionários na Administração Central, 112.924 na Administração Local e 31.335 na Administração Regional Regional (Açores e Madeira), que são tidos pelo governo como os principais responsáveis pelo défice das contas públicas e injustamente acusados de não produzirem nada, como se a administração pública fosse como uma empresa privada e tivesse como objectivo o lucro. Ora, basta ser medianamente inteligente para inferir que não é bem assim, por muitas desculpas que se dêem dos credores e da troika
Os partidos têm sido os principais responsáveis pelo aumento do número de funcionários, ao introduzirem no período pós-eleitoral as suas clientelas políticas no aparelho de Estado, sem quaisquer critérios de competência, habilitações e adequação aos postos de trabalho, limitando-se a picar o ponto, reservar um espaço físico numa sala e receber o vencimento. E podem publicar a legislação que quiserem, com mais ou menos concursos (para inglês ver), que há sempre maneira de contornar a lei para meter um compadre. Por outro lado, medidas legislativas como a diminuição de carreiras, categorias e da independência hierárquica dos júris dos concursos só têm facilitado a invasão do aparelho de Estado por incompetentes.
Quanto à apregoada Reforma do Estado - que devia ser a base e o fundamento do movimento dos funcionários - nada. O PREMAC, tal como o PRACE, têm sido autênticos abortos e só servem para lançar a confusão na administração do Estado. Os exemplos dessa confusão são incontáveis. Basta ver, por exemplo, quantas entidades intervêm na gestão do litoral marítimo nacional, para se ficar apavorado. Basta relembrar quantas entidades sucederam à DGEMN - que era um exemplo de racionalidade pelos serviços compartilhados prestados a outros serviços do Estado - e quantas das suas competências não passaram para nenhuma, para se ficar desanimado e concluir que a apregoada racionalização do Estado não passa de uma figura de retórica ou de um slogan eleitoral.
O Estado é a Nação politicamente organizada. A destruição continuada de organismos e a criação indiscriminada de outros novos sem ter o enquadramento de uma verdadeira Reforma do Estado - em que esteja definido o que se pretende que o Estado faça e controle - conduzirá inevitavelmente à destruição do País.
Os 2.505 trabalhadores menos qualificados, mais os 3.029 professores que concordaram em saír do Estado, ao abrigo do programa especial de rescisões amigáveis, não passam de uma medida meramente economicista para reduzir o défice, levantando sérias dúvidas sobre o seu interesse público. O governo pretendia dispensar 10 mil funcionários para não lhes pagar o vencimento e - a boa parte - passar a pagar-lhes uma pensão de reforma. Com que critério? Caberá na cabeça de alguém que um funcionário aposentado é mais útil e produz mais do que se estiver no activo? Por que é que um funcionário aposentado não pode trabalhar para o Estado? Se o País precisa de mais riqueza não precisa de mais gente a trabalhar?
A extensão do programa de rescisões amigáveis aos mais de 110 mil funcionários da Administração Local parece estar para breve, mas, atendendo ao que se tem passado na Administração Central, está condenada ao mesmo fracasso que foi a diminuição de freguesias, que também só veio criar mais confusão, sem melhorar a administração do território.
É pertinente perguntar:
Quando teremos a Reforma do Estado? Ou estaremos à espera que o País acabe antes?    

Ligações: Síntese Estatística do Emprego Público - 4º Trimestre 2013 [DGAEP]; Reforma do Estado é como a lua nova; Novo estatuto funcional compromete isençãoEste País não é para funcionários públicos? E quando acabarem os bodes expiatórios?

quarta-feira, 26 de março de 2014

NA ALEMANHA, CORTES NAS PENSÕES SÃO INCONSTITUCIONAIS

O Tribunal constitucional alemão (BVerfG) considera que as reformas são um direito dos trabalhadores idêntico à detenção de uma propriedade privada, cujo valor não pode ser alterado. Para o BVerfG as pensões são equiparadas à propriedade, pelo que os governos não podem alterá-las retroactivamente. O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem segue a mesma linha.
A pedido dos nossos leitores, aqui fica a divulgação, do artigo publicado no jornal "i" de 17 Dezembro 2013, através deste link.

terça-feira, 25 de março de 2014

VOO MH370: DESAPARECIMENTO REVOLTA FAMILIARES

Dezenas de familiares dos passageiros do voo MH370 da Malaysia Airlines protestaram e entraram em confronto com a polícia nesta terça-feira na embaixada malaia em Pequim. Revoltados, querem mais informações do governo de Kuala Lumpur e da companhia aérea sobre o desaparecimento do avião.

Ligações: MH370 crash: Chinese relatives of missing passengers protest against Malaysia in Beijing [The Star Online]; MH370 crash: Positive identification of debris will take at least 24 hours, says Australia [The Star Online]; Missing MAS flight: 153 Chinese nationals, 38 Malaysians on board [The Star Online]; In full: Malaysia Airlines flight MH370 passenger list [SCMP]; MH370 Passenger Manifest [Malaysia Airlines].

segunda-feira, 24 de março de 2014

QUANTO VALE A VIDA DE UMA POBRE?

Cláudia Silva Ferreira, brasileira, 38 anos, foi atingida a tiro no domingo, durante uma intervenção da Polícia Militar (PM) numa favela do norte do Rio de Janeiro, quando saía da padaria com um pão e meia dúzia de reais na mão.
Quanto vale a vida de uma mulher pobre? Esta pergunta surge na mente de muita gente depois da divulgação na internet de um vídeo que mostra três agentes da PM a transportarem o corpo dentro da mala do carro para o hospital. Por causas desconhecidas, a mala abriu-se e deixou caír o corpo da jovem mulher.

Ligações: Testemunhas contradizem versão de PMs sobre morte de mulher arrastada [Globo]; Batalhão de PMs que arrastaram Claudia Silva soma casos de violência [Globo].

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