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sábado, 23 de novembro de 2013

DEMITIR O GOVERNO É SALVAR PORTUGAL?

Este Governo não pode continuar, estamos a caminhar para o abismo.Um abismo em que Portugal desaparece. É para isso que estamos a caminhar. São palavras de Mário Soares, que promoveu quinta-feira passada uma conferência para salvar Portugal. 
Dois elementos da Quadratura do Círculo estiveram lá e justificam a sua presença. 

Ligação: Intervenção de Pacheco Pereira na Aula Magna - 21 Nov 2013 [Abrupto]

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

COMEMORAÇÕES COM A BANDEIRA INVERTIDA

Comemorações sem povo e fora do local habitual, são a síntese das cerimónias oficiais deste feriado de 5 de Outubro, que tem os dias contados.
As cerimónias iniciaram-se com a bandeira nacional a flutuar ao contrário na fachada principal da Câmara Municipal de Lisboa. A seguir, no Pátio da Galé, um grupo reduzido de políticos (convidados) ouviu os discursos do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e do Presidente da República, que foram transmitidos em directo pela televisão.
No fim do discurso do PR uma cidadã que conseguiu entrar no local, manifestou o seu desepero e protestou contra as medidas de austeridade, originando um burburinho que surpreendeu os engravatados presentes. Também, na mesma altura, a cantora lírica Ana Maria Pinto cantou a "Firmeza" de Lopes Graça, com tanta naturalidade, que muita gente pensou tratar-se de uma intervenção incluída no programa.
Notada a ausência de Passos Coelho (ausente no estrangeiro) e de Vítor Gaspar (a modelar as folhas de excel do orçamento). Também Mário Soares não compareceu nas cerimónias oficiais e, como o 5 de Outubro já não é o que era, vai comemorar num jantar popular, logo às 19:30, em Alenquer.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

AGIR PARA A MUDANÇA

Numa conferência em Loulé, Mário Soares arrasou a onda de privatizações em curso e apelou a todos os patriotas para lutarem pela mudança.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

CONCESSÃO É UMA 'POUCA VERGONHA' ?

Os portugueses pagam 140 milhões para o serviço público de televisão, que está previsto na CRP. Poderá esse serviço ser concessionado a privados ?
Mário Soares não acredita que o governo avance com a concessão da RTP, que é uma pouca vergonha, em declarações ao "Diário de Notícias". Por sua vez, José Manuel Fernandes, jornalista, ex-director do "Público", tem opinião diferente, conforme disse, ontem, em entrevista a Mário Crespo. (Re)veja.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

PODE HAVER CIDADÃOS ACIMA DA LEI ?

Uma viatura aonde seguia Mário Soares, conduzido pelo seu motorista, foi apanhada na A8, perto da Marinha Grande, em excesso de velocidade (199 km/h). Soares terá dito aos agentes da GNR que "o Estado é que vai pagar a multa". Ou será o condutor ? (dizemos nós).
O excesso de velocidade é trivial entre políticos e altos dirigentes da Administração Pública, conduzidos pelos respectivos motoristas em veículos do Estado. Parece uma minudência, mas - a ser verdade tão elevada velocidade na viatura de um ex-PR - ficamos com a triste sensação de que quem devia dar o exemplo quis fugir ao cumprimento do código da estrada ou incentivou o motorista ao incumprimento, quando devia precisamente assumir que não está acima da lei.
Em caso de acidente, a responsabilidade é do motorista (como vimos, recentemente, no despiste do carro oficial de Mário Mendes, em pleno centro da capital),  porque não se pode provar que a iniciativa para prevaricar partiu do conduzido e não do condutor.

Ligações: Os nossos chefes motoristas; Os nossos chefes motoristas (II).

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

UM POLÍTICO ASSUME-SE

Para muitos, Mário Soares, aos 87 anos, não devia desperdiçar tempo, com o seu livro “Mário Soares, um político assume-se – ensaio autobiográfico, político e ideológico”, que tem muita parra e pouca uva e ilude a personalidade do autor, ao ser escrito em meias tintas por um homem que nunca foi de meias tintas.
Mário Soares foi entrevistado por Ana Lourenço e fala do seu livro e não só. Há bons e maus políticos. E um político devia assumir-se: Durante dois anos, Soares revisitou toda a sua vida e relembrou os factos que lhe permitiram a tomada de consciência política, a sua formação política republicana e a luta contra a ditadura.

Ligação: Mário Soares: o político não se assume (Elevador da Bica).

terça-feira, 5 de julho de 2011

SOARES E O AMIGO EXTRAVAGANTE

Soares achou extravagante que o seu amigo Nobre tenha sido convidado para presidente da Assembleia, ainda antes de haver Assembleia e haver deputados, como acha extravagante que venha, agora, dizer que se vai embora.


sábado, 2 de abril de 2011

NÃO É NENHUMA INDIGNIDADE RECORRER AO FMI

Hoje quem manda é a senhora Merkel e um pouco o senhor Sarkozy, porque ela precisa do Sarkozy e o Sarkozy obdece ao que ela diz, disse Mário Soares na sua intervenção no debate de um ciclo Grandes Debates do Regime, que decorreu ontem no Porto.
Soares afirmou, ainda, não ser daqueles que têm muito medo do FMI e recordou que, enquanto primeiro-ministro, teve de recorrer a ele duas vezes e que Portugal resolveu os seus problemas.
Também Freitas do Amaral, que esteve no mesmo debate, desdramatizou a intervenção do FMI, dizendo que não é nenhuma indignidade recorrer ao FMI.




terça-feira, 22 de março de 2011

SOARES APELA À INTERVENÇÂO DE CAVACO

Na sua coluna habitual A Memória do Tempo, no DN, Mário Soares apela à intervenção do Presidente da Repíblica, escrevendo, nomeadamente:

Imaginem pois os leitores que é neste momento, tão decisivo para a União - e consequentemente para Portugal -, e depois da reunião polémica que o primeiro-ministro Sócrates teve no dia 12 em Bruxelas, onde realmente conseguiu algumas garantias públicas das instituições europeias e da própria chanceler Merkel, que se desencadeou uma guerrilha partidária à portuguesa, que parece conduzir à queda do Governo e, portanto, a um vazio de poder, por dois ou três meses, precisamente quando o nosso próximo futuro se vai jogar. Com que autoridade, para negociar vantagens para Portugal, se irá apresentar em Bruxelas o primeiro-ministro português?

Não interessa agora discutir, do meu ponto de vista, a quem cabem as culpas do impasse criado. Quando há conflitos partidários, geralmente, as culpas são quase sempre, mais ou menos, repartidas. Vamos, de resto, ouvir, na campanha eleitoral que, ao que parece, infelizmente, se vai abrir, essa discussão interminável. Para quê? Talvez, para não termos tempo de tratar do essencial, o problema que mais aflige o Povo Português: como sair da crise, financeira e económica, em que estamos mergulhados? Será sensato, assim, sejam de quem forem as culpas, acrescentar-lhe uma crise política? Será que alguém pensa, em consciência, que a nossa situação vai melhorar, por ignorarmos durante mais de dois meses a crise que hoje nos aflige - a todos - lançando--nos numa disputa eleitoral, ganhe quem ganhar - PSD ou PS - haja ou não coligações, à direita ou à esquerda?

Depois, o CDS/PP vai estar contra o PSD, a disputar-lhe o terreno, palmo a palmo, como se percebeu no Congresso de Viseu. Os Partidos da extrema-esquerda radical não se entendem, como se tem visto, mas estarão ambos contra Sócrates, o que só o reforça, no interior do PS. Mas nenhum partido quer realmente deitá-lo abaixo. Para ficar pior? Quer fritá-lo em lume brando, o que é diferente. Com a excepção, talvez, de Passos Coelho, porque está, cada vez mais, a sofrer pressões internas nesse sentido.

Quando o País acordar dessa campanha eleitoral, que só desacreditará os Partidos - os políticos e o País - quem terá condições efectivas para governar e nos tirar da crise? E por quanto tempo? Passos Coelho? Outra vez, Sócrates? À beira da bancarrota, o Povo Português estará então, desesperadamente, a pedir um governo de salvação nacional ou até: um salvador (que felizmente parece não ser fácil encontrar) visto não estarmos nos anos trinta do século passado...

No meu modesto entender, só uma pessoa, neste momento, tem possibilidade de intervir, ser ouvido e impedir a catástrofe anunciada: o Senhor Presidente da República. Tem ainda um ou dois dias para intervir. Conhece bem a realidade nacional e europeia e, ainda por cima, é economista. Por isso, não pode - nem deve - sacudir a água do capote e deixar correr. Como se não pudesse intervir no Parlamento - enviando uma mensagem ou chamando os partidos a Belém - quando estão em jogo, talvez como nunca, "os superiores interesses nacionais". Tanto mais que, durante a campanha eleitoral para a Presidência, prometeu exercer uma magistratura de influência activa. Não pode assim permitir, sem que se oiça a sua voz, que os partidos reclamem insensatamente eleições, que paralisarão, nos próximos dois meses cruciais, a vida nacional, em perigo iminente de bancarrota.

Se não intervier agora, quando será o momento para se pronunciar? É uma responsabilidade que necessariamente ficará a pesar-lhe. Por isso - e com o devido respeito - lhe dirijo este apelo angustiado, quebrando um silêncio que sempre tenho mantido em relação ao exercício das funções dos meus sucessores, no alto cargo de Presidente da República.

Ligação:  Um apelo angustiado .

terça-feira, 15 de março de 2011

SOARES: SÓCRATES COMETEU ERROS GRAVES

O ex-Presidente da República afirma na coluna "O Tempo e A Memória", que assina regularmente no DN, que Sócrates cometeu erros graves, escrevendo, nomeadamente:

É preciso informar completamente os portugueses da situação em que estamos, para os poder mobilizar. O que não tem sido feito suficientemente pelos responsáveis. O Presidente da República, no seu discurso de posse, insistiu neste ponto. Mas omitiu que a crise portuguesa actual foi causada e continua a ser, altamente influenciada, pela crise internacional e, em especial, pela europeia. Ora isso constituiu uma falha inaceitável, mesmo que não tenha sido voluntária.
O primeiro-ministro tem-se esforçado, na resolução da crise, com um zelo patriótico e uma energia pessoal absolutamente excepcionais. Mas cometeu erros graves: não tem informado, pedagogicamente, os portugueses, quanto às medidas tomadas e à situação real do País. Nos últimos dias, negociou o PEC IV sem informar o Presidente da República, o Parlamento e os Parceiros Sociais. Foram esquecimentos imperdoáveis ou actos inúteis, que irão custar-lhe caro. Avisou tão só o líder da Oposição, após a reunião de Bruxelas, pelo telefone. A resposta pública foi-lhe dada no discurso que Passos Coelho proferiu, em Viana do Castelo, muito didáctico, e foi negativa: "Não conte com o PSD para aceitar as novas medidas (negociadas/impostas?) pelos líderes da Zona Euro, reunidos no dia 11 de Março, em Bruxelas." Assim se abre, ao que parece, uma crise política, a juntar às outras que a precederam: financeira, económica (estamos a entrar em recessão), social, ambiental e de valores.

E agora? Ao invés do que parece, tudo ainda pode acontecer. Porque os Partidos da Oposição - todos - não querem ir para o Governo, nem assumir responsabilidades, numa situação que não é agradável para ninguém. O Presidente da República, perante o impasse criado, vai dissolver o Parlamento e provocar eleições? Para cairmos, no pior momento, numa campanha eleitoral, como a última presidencial, com as culpas atiradas uns aos outros, sem tratarmos dos problemas nacionais? E para quê? Para chegarmos, talvez, a resultados, mais ou menos, idênticos? Mas se o não fizer, deixa que o Governo - e o PS, o que é mais grave - fiquem a fritar em lume brando? Com que vantagem para o futuro?

Ligação: Triste Europa - Opinião - DN
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Soares escreve sobre os "pecados" de Sócrates e Cavaco

Mário Soares subscreve, hoje, um artigo de opinião no Diário de Notícias, em que diz que o apoio do PS a Alegre foi um erro grave de José Sócrates, sobretudo, para o futuro do PS, por dividir o partido.

Soares recusa ter sido o "pai" da ideia de candidatura de Fernando Nobre, de quem confessa ser amigo pessoal e, como tal, ter sido consultado e posto ao corrente da candidatura.

O ex-presidente da República aproveita para criticar as palavras do candidato vencedor na hora da vitória, escrevendo que Cavaco em lugar de ser generoso e magnânimo para com os vencidos, foi rancoroso.

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