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quarta-feira, 5 de junho de 2013

FMI ADMITE ERROS NO RESGATE GREGO

Num documento interno classificado como altamente confidencial o FMI considera que não foram estimados devidamente os estragos causados pelas doses de austeridade na economia grega, que conduziram aquele país à recessão durante anos. 
Bagão Félix, considera que este documento do FMI em relação à Grécia atinge indirectamente Portugal.

Ligações: IMF to Admit Mistakes on Greece Bailout [WSJ]; IMF 'to admit mistakes' in handling Greek debt crisis and bailout [Guardian]; Sovereign Debt Restructuring - Recent Developments and Implications for the Fund's Legal and Policy Framework [IMF].


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

GREVE GERAL E MANIFS NA GRÉCIA

Hoje foi dia de greve geral na Grécia, com dezenas de milhares de pessoas a manifestarem-se contra as medidas de austeridade e o governo.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

VITÓRIA DE SAMARAS

A Nova Democracia de Antonis Samaras (29,66%-129* deputados) venceu as eleições legislativas gregas de ontem, logo seguida pelo Syriza de Alexis Tsipras (26,89%-71) e pelo Pasok de Evangelos Vanizelos (12,28%-33). Seguiram-se, por ordem decrescente de votação e com direito a representação parlamentar, os Gregos Independentes (7,51%-20 deputados), a Aurora Dourada (6,92%-18), a Esquerda Democrática (6,26%-17) e o Partido Comunista (4,5%-12).
Para formar um governo maioritário, será necessária uma coligação que assegure no mínimo 151 lugares no parlamento.

Ligações: Resultados das eleições gregas (Υπουργείο Εσωτερικών - Ministério do Interior); Samaras seeks ‘national salvation’ coalition; Samaras to begin efforts to form coalition government.
 _________________________________________
*inclui o "bónus" de 50 deputados para o partido mais votado.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

LINHA DE CRÉDITO SEM AUSTERIDADE

Mariano Rajoy mostrou-se satisfeito com a linha de crédito europeia de 100 mil milhões à banca espanhola. Segundo o presidente del Gobierno de España, não é resgate ao país, como aconteceu com a Grécia, a Irlanda e Portugal. Claro. Ninguém - e muito menos um político - gosta de anunciar que está teso.
O dinheiro é para os bancos que, por sua vez, financiam o Estado comprando dívida pública. Elementar, meu caro Watson, como diria Sherlock Holmes. Só que 100 mil quilos (como dizem nuestros hermanos) não devem chegar, pois, para além do Estado falido, os bancos estão cheios de "lixos tóxicos", dívidas e crédito mal parado.
Os espanhóis já se aperceberam da semântica política e já começaram a manifestar-se nas ruas contra a austeridade. Vai longe o tempo do Lehman Brothers.
   

quarta-feira, 9 de maio de 2012

TSIPRAS: POVO CHUMBOU ACORDOS COM A TROIKA

Alexis Tsipras, líder do Syriza, enviou esta manhã cartas ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, ao Presidente da UE, Van Rompuy, e ao presidente do BCE, Mario Drago, salientando que a conjuntura política da Grécia mudou e, por consequência, os acordos assinados anteriormente com a "troika" não são vinculativos o país, uma vez que as políticas do PASOK e da ND foram reprovadas pelo provo grego.

Os pilares de Tsipras para a formação de um governo de coligaçõo, sintetizam-se em cinco pontos:
  1. Revogar medidas do memorando de entendimento, nomeadamente a redução de salários e pensões; 
  2. Revogar as leis laborais que limitam o direito ao trabalho, a partir de 15 de Maio; 
  3. Mudar de imediato o sistema político, alterando a lei eleitoral, adoptar a representação proporcional e abolir a lei de responsabilidade ministerial; 
  4. Submeter os bancos ao escrutínio público e colocá-los sob tutela do Banco da Grécia 
  5. Fazer uma auditoria internacional às contas públicas para investigar os números tão elevados da dívida grega.

Ligações: «Προηγούμενες υπογραφές δεν δεσμεύουν τη χώρα»; ΣΥΡΙΖΑ.

terça-feira, 8 de maio de 2012

ELEIÇÕES MARCAM FUTURO DA EUROPA

Adriano Moreira analisou, em entrevista a Mário Crespo, os resultados das eleições legislativas na Grécia e a vitória de François Hollande nas eleições presidenciais francesas e a sua influência na política europeia.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

GRÉCIA: O TRIBUTO À AUTORIDADE

Os resultados das eleições gregas confirmam uma forte quebra dos partidos do centro (subscritores do acordo com a troika) e o triunfo das forças que, à esquerda e à direita, se opõem ao memorando de entendimento. A Nova Democracia (Νέα Δημοκρατία) e o Pasok (ΠΑ.ΣΟ.Κ) sofreram pesadas perdas e, nem coligados, podem agora fazer uma maioria absoluta. A coligação Syriza (ΣΥΡΙΖΑ) , de esquerda radical e anti-austeridade imposta pelo estrangeiro, é a segunda força política da Grécia. A fragmentação de votos pelas várias forças políticas fazem prever grandes dificuldades na formação de um governo de unidade nacional.
O partido de extrema direita Aurora Dourada (Χρυσή Αυγή) obteve 21 lugares no Parlamento grego (Βουλή των Ελλήνων). No vídeo, vê-se o momento em que, quando o líder entra na sala de imprensa, os jornalistas são obrigados a levantar-se.
Ligações: Resultados das Eleições Legislativas 2012 (Ministério do Interior grego); Χρυσή Αυγή: κράτος και παρακράτος.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

PARLAMENTO GREGO EVITA BANCARROTA

Depois de uma tarde de domingo com confrontos em Atenas entre polícias e manifestantes, o Parlamento disse sim a um segundo resgate, que vai impedir a bancarrota da Grécia.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

CONVERSA POUCO DISCRETA FAZ DIMINUIR JUROS

Os juros da dívida pública portuguesa estiveram hoje em forte queda, evidenciando uma reacção positiva dos mercados à conversa captada, na quinta-feira passada, entre o ministros das Finanças alemão e o seu homólogo português.
Na conversa registada entre os dois ministros, Shauble disse a Vítor Gaspar que, depois de resolver o problema da Grécia, era possível aliviar as condições do programa português. Mesmo depois da gravação ter vindo a público os dois ministros negaram que esteja a haver qualquer tipo de renegociação ou de restruturação da dívida portuguesa.
O assunto está em destaque em praticamente todos os media alemães.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A GRÉCIA AQUI TÃO PERTO

Os sem-abrigo aumentam todos os dias na Grécia e constituem uma vergonha para a «civilizada» Europa. Cidadãos que perderam o emprego e já não conseguem pagar as despesas básicas (de alimentação e pretação da casa) vivem agora nas principais ruas das cidades gregas.

sábado, 5 de novembro de 2011

PAPANDREOU VAI FORMAR GOVERNO DE UNIDADE NACIONAL

O primeiro-ministro George Papandreou sobreviveu à moção de confiança (153 votos contra 145), reunindo-se esta manhã com o Presidente da República da Grécia para manifestar a sua intenção de iniciar consultas para formar um Governo de unidade nacional. 
Papandreou - que apresentou a moção de confiança, após ter proposto um referendo sobre o plano de resgate financeiro - afirmou que eleições antecipadas teriam um resultado catastrófico para a Grécia e que a formação de um novo executivo, através de eleições, só deverá acontecer depois de normalizada a situação financeira.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O MEDO DA DEMOCRACIA ?

Manuel António Pina, na coluna Por Outras Palavras do JN, associa a reacção internacional à evolução “inoportuna” da crise grega, como medo da democracia. Mas, não será a crise – ela própria - inimiga da democracia e propícia ao populismo ? Lá diz o ditado: casa onde não há pão… Não foi pela Democracia, e com a ajuda da corrupção, que nos puseram a viver acima das nossas possibilidades ? Não podemos – nem devemos - esperar que outros assumam a nossa irresponsabilidade e paguem a nossa incapacidade.
Mas, transcrevamos:
(…)
Na prática da Democracia, o Governo [grego] decide-se por um processo democrático básico e Sarkozy fica “consternado” e considera a decisão “irracional” enquanto alemães e FMI se mostram “irritados” e “furiosos” com ela. E Merkel e Sarkozy assinam um comunicado conjunto dizendo-se “determinados” a fazer com que a Grécia cumpra as suas imposições e lhes ceda o que ainda lhe resta de soberania.(…)
O medo que esta gente, que tanto fala em Democracia, tem da Democracia é assustador. Aparentemente, o projecto de suspensão da Democracia por 6 meses (ou por 48 anos) estará já em curso. Pinochet aplicou ao Chile as receitas de Milton Friedman suspendendo sangrentamente a Democracia. Como é que “boys” de Chicago como Gaspar e Santos Pereira, que chegaram a ministros sem nunca antes terem governado sequer uma mercearia, o fariam em Democracia ?

Ligação: O medo da democracia.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dia negro nas bolsas europeias

Hoje foi um dia de pânico nas bolsas europeias, em que os mercados demonstraram a sua apreensão com o anúncio de um referendo na Grécia ao novo pacote de ajuda ao país.
O PSI 20, perdeu 3,68% para 5.654,27 pontos, com os principais bancos a desvalorizarem perto de 10% e o BCP registou uma queda superior a 13%.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

COMISSÃO PROPÕE EXTINÇÃO DE 'SPREAD'

Temos criticado o spread de mais de 2% cobrado aos países endividados da União Europeia. Pois bem: a Comissão apresentou aos governos dos Vinte e Sete uma proposta no sentido de acabar com as mais valias percentuais que actualmente acrescem a uma parte dos empréstimos europeus aos países endividados, no âmbito do programa de assistência financeira externa.
A extinção do 'spread' será retroactiva ao início do programa e põe em prática parte das decisões tomadas pelos líderes da zona euro, em 21 de Julho passado, visando flexibilizar os mecanismos de assistência a Portugal, Grécia e Irlanda.
A proposta da Comissão diz respeito apenas aos empréstimos de 26 mil milhões de euros do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (MEEF) que são garantidos pelo orçamento comunitário (no total de 78 mil milhões de euros do programa português). No caso de Portugal, a proposta permitirá reduzir os juros para o valor de mercado.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

BOLSAS EUROPEIAS NO VERMELHO

Os mercados financeiros europeus abriram a sessão no “vermelho” e reagiram de forma negativa às notícias postas a circular na imprensa alemã de que a Alemanha estaria a preparar um plano alternativo, no caso da Grécia entrar em incumprimento da dívida. As perdas nas bolsas europeias chegaram aos 4%, como foi o caso do CAC 40 (que chegou a derrapar mais de 5%), e fechou com uma queda de 4,03%.
O PSI-20 voltou a fechar negativo, em linha com as perdas na Europa, ao cair 4,19%. O FTSE Mib, de Milão, caiu 3,89% e, tal como Lisboa, regressou a níveis de 2009, tendo registado perdas de dez e 9%. Em Frankfurt, o Dax cedeu 2,27%. Em Madrid, o Ibex-35 perdeu 3,41% do valor e terminou também com o valor mais baixo desde Março de 2009. Já Londres conseguiu, apesar de tudo, uma perda mais suave. com uma queda do Footsie-100 de 1,63%.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

EUROZONA ACORDA NOVO PACOTE DE AJUDA À GRÉCIA

Os líderes da Eurozona, reunidos em Bruxelas, chegaram a um acordo em conceder um segundo pacote de ajuda à Grécia e de aliviar as condições de empréstimo a Portugal e Irlanda. Os Dezassete, para além da criação de um Fundo Monetário Europeu, deliberaram que o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) empreste dinheiro a taxas preferenciais.
A taxa de juro da ajuda financeira a Portugal desce de 5.7% para 3.5% e Portugal terá um prazo mínimo de 15 anos, e não 7 e meio, para reembolsar a verba concedida.






sábado, 16 de julho de 2011

OBAMA: WE'RE NOT PORTUGAL

O presidente americano deu ontem uma conferência de imprensa na Casa Branca, em que dirigiu um apelo ao bom senso dos republicanos para haver um acordo sobre o aumento do tecto máximo da dívida pública do país
Depois de ter estado reunido diariamente, desde domingo, com os líderes dos dois partidos no Congresso para negociar soluções para a crise, Obama enunciou uma comparação pouco simpática, em relação a dois aliados europeus, dizendo "we're not Greece, we're not Portugal", numa alusão ao facto dos dois países não terem conseguido controlar os respectivos défices e terem sido obrigados a pedir um empréstimo à UE e ao FMI.
Ligação: Blogue O Insurgente (To whom it may concern)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

PARLAMENTO GREGO APROVA MAIS AUSTERIDADE

Foi com um sentimento de alívio que os dirigentes europeus reagiram à aprovação pelo parlamento da Grécia do novo pacote de austeridade, que evitará, para já a bancarrota e aliviará a pressão dos mercados sobre a Zona Euro.


sexta-feira, 24 de junho de 2011

ESTABILIDADE NA ZONA EURO É INDISSOCIÁVEL DA SITUAÇÃO NA GRÉCIA

A restruturação parcial é um incumprimento. Há muitos bancos, incluindo o BCE, com investimentos em dívida soberana grega, pelo que a saída da Grécia da zona euro tem também consequências para a Europa.
Há também a considerar o efeito dominó em relação a outros Estados europeus com dívida soberana elevada, como Portugal.
Na SIC Notícias, Miguel Beleza emitiu opiniões que vale a pena ter em conta.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

FERREIRA DO AMARAL SUGERE SAÍDA DO EURO

João Ferreira do Amaral aconselha Portugal a usar a ajuda externa para preparar o regresso ao escudo. Em entrevista ao Diário de Notícias, defendeu que devíamos começar a saída do euro para, quando acontecer, o fazermos de forma ordenada e com o mínimo de estabilidade e que a Grécia servirá de cobaia para o que se seguirá.
Ferreira do Amaral - para quem a hora da verdade está iminente - admite que seja preciso um empréstimo de 30% do PIB. A nossa saída do euro deve levar a uma depreciação cambial na ordem dos 30%. Daria entre 50 a 60 mil milhões de euros. Ou usaria o actual empréstimo ou haveria um novo veículo, com prazo mais longo. Amaral afirma que deixamos apodrecer esta situação e já nos estão a impor juros de 12%. Infelizmente, como o plano que nos impõem não irá dar resultado ao nível de crescimento, significa que mal acabe esse financiamento vamos deparar com taxas de juros dessa magnitude.

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