Edward Snowden escreveu uma carta ao governo alemão em que diz confiar no apoio da comunidade internacional para convencer o governo dos EUA a abandonar o seu comportamento prejudicial. "Dizer a verdade, não é crime", escreve Snowden.
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013
sábado, 25 de maio de 2013
ALEMANHA É O PAÍS MAIS POPULAR
Apesar de, nesta altura, não ser verdadeiramente apreciada na Europa, sobretudo em França e nos países do sul, esmagados pela crise da dívida soberana e do euro, que a consideram egoísta, arrogante e imperialista, a Alemanha é o país mais popular do planeta, segundo um estudo de opinião realizado entre Janeiro e Março pela BBC, em que foram ouvidas 26 mil pessoas em 25 países, que se pronunciaram sobre a influência (mais ou menos positiva) de 16 grandes países da União Europeia.
Acumulando êxitos consideráveis no comércio, na indústria e, agora, no futebol (masculino e feminino), neste estudo que é realizado anualmente desde 2005, a Alemanha surge em primeiro lugar, com 59% das pessoas a julgarem positiva a sua influência no mundo. O Canada, o Reino Unido, o Japão (1º em 2012) e a França vêm a seguir na classificação. Os Estados Unidos, a China e a Índia vêm respectivamente em 8º, 9º e 12º. O Irão é o último, com somente 15% de opiniões positivas, tendo perto a companhia do Paquistão e da Coreia do Norte.
O curioso do estudo deste ano, é que a Alemanha - que ultimamente tem sido alvo de referências pouco simpáticas do PS francês - recolhe 81% de opiniões positivas em França e mesmo 68% em Espanha, um dos países do sul da Europa mais duramente atingidos pela austeridade orçamental, imposta nomeadamente pela Alemanha. Já na Grécia, todavia, as opiniões negativas da Alemanha são maioritárias e atingem os 52%.
Ligações: Germany most popular country in the world [BBC]; BBC poll: Germany most popular country in the world [BBC]: Poll: Germany is the world’s ‘most popular’ country [The Washington Post]; Germany is the 'Most Popular Country in the World' [CNBC].
quinta-feira, 23 de maio de 2013
O ESTRANHO FASCÍNIO DE JFK
Quando há 50 anos, em plena guerra fria, J. F. Kennedy (JFK) pronunciou em Berlim a frase «Ich bin ein Berliner» não era a primeira vez que pisava solo alemão.
Conta "Der Spiegel" que o famoso ex-presidente americano fez, quando era jovem, três viagens à Alemanha do III Reich, registadas em diários de viagem e cartas enviadas às pessoas mais chegadas. Estes documentos foram, agora, publicados em alemão e reunidos (Oliver Lubrich, John F. Kennedy - Unter Deutschen. Reisetagebücher und Briefe 1937-1945) e revelam o fascínio do jovem JFK pelo que tinha visto.
Na primeira viagem, no verão de 1937, que durou 3 meses, JFK foi acompanhado por um colega da universidade, tendo escrito, em Agosto, no seu diário "Chego à conclusão que o fascismo é o que a Alemanha e a Itália precisam". Com data de 21 de Agosto: "Os alemães são verdadeiramente muito bons, por isso é que nos juntamos contra eles para nos protegermos" E no dia seguinte, maravilhado com as autoestradas alemãs escrevia: "São as melhores estradas do mundo."
JFK voltou dois anos mais tarde, poucos meses antes do início da Segunda Grande Guerra Mundial, para fazer investigação no âmbito da sua tese académica, e voltaria à Alemanha logo a seguir à capitulação, no Verão de 1945, desta vez como jornalista. Depois de ter visitado, na Baviera, Obersalzberg, a montanha aonde Hitler tinha instalado o seu Adlernest, escreveu em Agosto de 1945: "Quem visita estes dois lugares [Obersalzberg e Kehlsteinhaus] pode imaginar fácilmente o modo como Hitler se preveniu contra o ódio com que hoje é visto, podendo ser considerado como uma das personalidades mais importantes que existiu."
Em entrevista à Deutschland Radio Kultur, Oliver Lubrich, autor do livro sobre as viagens de JFK, desvaloriza o significado destes escritos, afirmando que JFK não era um admirador de Hitler e citou Susan Sontag que os considerou como uma fascinação mórbida, erótica e, também em parte, estética que esta ideologia exerce em muitas pessoas, mesmo que não sejam politicamente nazis.
Ligações: Frühe Kennedy-Aufzeichnungen - Fasziniert von Hitlers Deutschland [Der Spiegel]; Kennedys Faszination für den Faschismus [Deutschlandradio Kultur]; Martha Dodd : « Nice to meet you, Mr. Hitler ! - Meine Jahre in Deutschland 1933 bis 1937 » [Metropolis].
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
ALEMANHA VAI AUMENTAR PENSÕES
O governo alemão deverá aprovar, no Conselho de Ministros de hoje, um relatório sobre as pensões de reforma, que preconiza um aumento gradual máximo de 11% das pensões, até 2016.
A revelação é feita pelo Bild, que teve acesso ao relatório e apresenta a tabela* de aumentos, durante os próximos quatro anos, até um máximo de 230 €, para os reformados dos novos estados federados criados na Alemanha Oriental (Ost) e de cerca de 8%, para os reformados da antiga Alemanha Ocidental (West).
A situação dos pensionistas alemães leva-nos inevitavelmente à comparação com a dos pensionistas portugueses. E suscita-nos (também) a comparação entre políticos alemães e portugueses: Será que o parlamento alemão (Bundestag) proporciona aos deputados subvenções idênticas às da Assembleia da República, em Portugal ?
______________
*Na tabela só há valores de 500 a 2000 euros para as pensões de reforma.
A revelação é feita pelo Bild, que teve acesso ao relatório e apresenta a tabela* de aumentos, durante os próximos quatro anos, até um máximo de 230 €, para os reformados dos novos estados federados criados na Alemanha Oriental (Ost) e de cerca de 8%, para os reformados da antiga Alemanha Ocidental (West).
A situação dos pensionistas alemães leva-nos inevitavelmente à comparação com a dos pensionistas portugueses. E suscita-nos (também) a comparação entre políticos alemães e portugueses: Será que o parlamento alemão (Bundestag) proporciona aos deputados subvenções idênticas às da Assembleia da República, em Portugal ?
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*Na tabela só há valores de 500 a 2000 euros para as pensões de reforma.
Ligações: Renten steigen bis 2016 um bis zu 230 Euro [Bild]; Rentenversicherung: Alles rund um Riester, Rürup, Altersvorsorge [Bild].
terça-feira, 13 de novembro de 2012
OS NOSSOS AMIGOS ALEMÃES
A chanceler Angela Merkel esteve ontem em entre nós e deixou-nos palavras de circunstância, para nos animar a enfrentar a austeridade e também em relação ao facto de sermos um país de navegadores e de pessoas simpáticas, deixando-nos o compromisso público de vir para cá passar férias, logo que deixe o cargo.
Mas não nos disse que o seu país faz uma verdadeira fortuna com Portugal, graças ao saldo francamente positivo para a Alemanha das trocas comerciais entre os dois países.
A cada dia que passou, entre Janeiro e Agosto, entraram nos cofres do Estado governado por Angela cerca de 1,9 milhões de euros, o que vem demonstrar como Portugal contribui para o enriquecimento da Alemanha.
Assim, vale mesmo a pena ser amiga de Portugal e dos outros países que, no âmbito da União Europeia, servem para escoar os produtos alemães. Neste caso, o ditado "amigos, amigos, negócios à parte" não é aplicável.
Por isso, vem mesmo a calhar a capa do "Deutsh Inatel Magazine" pelo wehavekaosinthegarden, que gostosamente reproduzimos.
Por isso, vem mesmo a calhar a capa do "Deutsh Inatel Magazine" pelo wehavekaosinthegarden, que gostosamente reproduzimos.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
CONVERSA POUCO DISCRETA FAZ DIMINUIR JUROS
Os juros da dívida pública portuguesa estiveram hoje em forte queda, evidenciando uma reacção positiva dos mercados à conversa captada, na quinta-feira passada, entre o ministros das Finanças alemão e o seu homólogo português.
Na conversa registada entre os dois ministros, Shauble disse a Vítor Gaspar que, depois de resolver o problema da Grécia, era possível aliviar as condições do programa português. Mesmo depois da gravação ter vindo a público os dois ministros negaram que esteja a haver qualquer tipo de renegociação ou de restruturação da dívida portuguesa.
O assunto está em destaque em praticamente todos os media alemães.
Na conversa registada entre os dois ministros, Shauble disse a Vítor Gaspar que, depois de resolver o problema da Grécia, era possível aliviar as condições do programa português. Mesmo depois da gravação ter vindo a público os dois ministros negaram que esteja a haver qualquer tipo de renegociação ou de restruturação da dívida portuguesa.
O assunto está em destaque em praticamente todos os media alemães.
sábado, 3 de setembro de 2011
RECEITA FISCAL ULTRAPASSOU LIMITE ADMISSÍVEL
Em artigo de opinião, publicado no caderno de Economia do Expresso, Manuela Ferreira Leite critica a substituição da anunciada redução da despesa pública pela revelação da necessidade de novo aumento de impostos e compartilha a surpresa que tal facto suscitou, na conferência de imprensa desta semana do ministro das Finanças Vítor Gaspar.
A ex-presidente do PSD duvida do optimismo do ministro na projecção efectuada da evolução das variáveis macroeconómicas, principalmente as respeitantes a Espanha e à Alemanha, pelo que tem dúvidas quanto à evolução do PIB e da variação da percentagem de défice público, sem medidas adiconais.
Quanto ao aumento da tributação, Ferreira Leite diz que, como o crescimento da receita fiscal já não é proporcional ao aumento das taxas, isso significa que já ultrapassou o limite do admissível e é desviar para a manutenção da despesa pública o rendimento disponível de quem contribui decisivamente para a poupança do País (que podia ser encaminhado para financiar investimento necessário ao crescimento).
Por outro lado, o fim da dedução de certas despesas para efeitos de IRS constitui um incentivo à evasão fiscal, na medida em que os contribuintes deixam de ter necessidade de comprovativos de despesa para complementar as suas declarações, e incentiva-se o mais que provável regresso ao tempo dos preços "com recibo" e "sem recibo", com a consequente penalização de quem paga e benefício de quem recebe.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
FRANÇA E ALEMANHA RESPONSÁVEIS PELA CRISE ?
O ministro holandês das Finanças disse que a França e a Alemanha dividem as responsabilidades pela crise que afecta a zona euro, ao abrirem, em 2003-2004, a porta que originou os problemas actuais. Jan Kees de Jager disse que, nessa altura, os dois países apresentaram um défice orçamental nacional superior aos 3% previstos no Pacto de Estabilidade. A partir de então, outros países deixaram de cumprir as normas fiscais.
Num encontro com os jornalistas estrangeiros em serviço na Holanda, De Jager considera que o mau exemplo dado por franceses e alemães não pode repetir-se, porque mostra desgoverno e evidencia a falta de um organismo regulador independente na zona euro.
Contudo, o ministro assegurou que a Holanda está disponível para ajudar a travar a crise, e vai reunir-se, para o efeito, já na próxima semana, em Berlim, com os ministros das finanças da Alemanha e da Finlândia, com quem mantèm contactos frequentes.
Ligações: The Washington Post; DutchNews.nl; The Wall Street Journal; weblog Jan Kees de Jager.
Ligações: The Washington Post; DutchNews.nl; The Wall Street Journal; weblog Jan Kees de Jager.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
ALEMANHA: 470 CASOS DE INFECÇÃO PELA EHEC
Até 31 de Maio 2011, o Instituto Robert Koch anunciou ter registado 470 casos de infecção com Síndrome Hemolítico Urémico (HUS), incluindo 9 mortes, pela mais perigosa estirpe da bactéria E. Coli (EHEC).
O Instituto Federal de Avaliação de Riscos (BfR) desaconselha a comer tomates crus, pepinos e alfaces para evitar novos casos. Esta recomendação aplica-se especialmente aos alimentos adquiridos no Norte da Alemanha e será mantida enquanto as investigações do surto continuarem e até que a fonte da infecção seja identificada (ver Parecer n º 015/2011 BfR, 26 de Maio de 2011).
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