terça-feira, 20 de novembro de 2012

A DEMOCRACIA NOS SACRIFÍCIOS

A discriminação positiva de subvenções aos políticos continua, seja entre eles (os do continente e os das regiões autónomas), seja entre eles e os cidadãos comuns. Como ontem disse ( e muito bem) Tiago Caiado Guerreiro (no Opinião Pública da SICN), só deviam receber pensões do Estado os cidadãos que descontaram, durante a sua vida activa (de mais de trinta anos), para a segurança social.
E há muitos políticos, com uma carreira contributiva diminuta, a receber subvenções vitalícias. E a acumular  pensões com pensões, pensões com salários e, ainda, com ajudas de custo. Não é só Alberto João Jardim. Muitos casos nem sequer vêm a conhecimento público, como acontece com muitos autarcas e deputados. A própria presidente da Assembleia da República reformou-se aos 42 anos do Tribunal Constitucional e acumula a pensão (€ 7.225) com as ajudas de custo (€ 2.133), apesar de ter prescindido do salário do cargo (€ 5.219,15).
Pode estar de acordo com as leis que os próprios políticos aprovaram. Mas, o que dirão a este respeito os desempregados que não recebem subsídio nenhum ? Na actual situação de crise, não deveriam os políticos suspender o recebimento das suas subvenções ? Seria uma forma dos políticos se colocarem democraticamente ao nível dos outros cidadãos e começarem a demonstrar que ainda têm alguma ética.

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