segunda-feira, 25 de novembro de 2013

LONDRES E BERLIM INTERDITAM iPADS

Por receio de espionagem electrónica, há poucas semanas os iPads foram banidos da residência oficial do primeiro ministro britânico e, mais recentemente, pelas mesmas razões, foram proibidos no Bundestag, em Berlim. 
Chocados pelas revelações do programa ilimitado de vigilância das comunicações electrónicas e telefónicas levadas a cabo pela NSA americana, os dois grandes partidos alemães CDU e SPD fixaram regras muito rigorosas aos deputados: só poderão comunicar através de aparelhos protegidos com encriptação de alto nível. 
Infelizmente para a Apple, o software de encriptação escolhido não é compatível com o iPhone, o que significa que o smartphone com o logotipo da maçã vai desaparecer do parlamento alemão.
Na sequência da revelação das escutas ao telemóvel da senhora Merkel, conduzidas pela NSA, o governo alemão quer que as conversas e a infra-estruturas de comunicações sejam mais seguras. A fim de evitar a utilização de software que permitiria o acesso pelos serviços de informação americanos, doravante os únicos softwares de encriptação, permitidos aos eleitos alemães, devem ser aprovados pelo organismo oficial de segurança de informação, de Bona.
Os orgãos de informação alemães noticiaram que a intercepção das chamadas telefónicas da chanceler Merkel teria começado em 2002, quando ela era a principal dirigente da oposição alemã. A NSA teria deixado de espiar Angela Merkel há várias semanas, depois da Casa Branca ter descoberto esta vigilância.
Na Alemanha, a raiva é tanta que os Verdes pediram mesmo que seja concedido asilo a Edward Snowden, o homem que esteve na origem das fugas de informação, que permitiram descobrir a dimensão do programa de escutas da NSA. O deputado Verde Hans-Christian Ströbele escreveu que sem Snowden a senhora Merkel continuaria a ser alvo de espionagem e a vigilância de homens de negócios e simples cidadãos alemães não seria conhecida. Por dever moral, os alemães devem ao senhor Snowden gratidão e estima, bem como acolhimento permanente e seguro na Alemanha.
Segundo uma sondagem recente, a grande maioria (60%) dos alemães consideram o americano ex-colaborador da NSA um herói, enquanto apenas 14% o vêem como um criminoso.
Mas, mais que a opinião pública, o mundo da espionagem não pára de surpreender-nos. Parece que, para além dos americanos, também os serviços de informação do Reino Unido, da Rússia, da China e da Coreia do Norte andaram a espiar as chamadas de Angela Merkel. 

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