Mostrar mensagens com a etiqueta PPP. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PPP. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O PAÍS DAS AUTO-ESTRADAS FANTASMA

Portugal é o campeão da queda de tráfego nas auto-estradas, nos últimos 15 meses. Atendendo a que os custos de exploração das portagens anda à volta de 1/3 da receita e considerando os custos, difíceis de avaliar, no ordenamento do território, da não utilização das auto-estradas, não seria melhor abolir as portagens?
Por outro lado, facilitar a circulação rodoviária dinamiza a economia. 
Vejam esta reportagem de Peter Wise, para o Financial Times.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

ESTADO NÃO FISCALIZA AS SUAS OBRAS

A extinção de organismos como a DGEMN, a Direcção-Geral das Construções Escolares, da Junta Autónoma de Estradas, da Direcção-Geral das Construções Hospitalares deixou o Estado sem instrumentos para acompanhar, controlar e fiscalizar as suas obras. Os resultados desta "reforma" do Estado estão vista.
Senhores reformadores do Estado: antes de fazerem barbaridades sobre a gestão do património imobiliário público, leiam o Decreto nº16791, do tempo de Salazar, que criou a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), e aprendam alguma coisa.
Depois dos casos mais notados das parcerias público-privadas (PPP) rodoviárias, das remodelações das escolas (sem projectos de execução ou com estudos mais que deficientes), surge agora o caso do Hospital Pediátrico de Coimbra. 
Há que pedir responsabilidades, claro, sobretudo aos actuais e anteriores "reformadores" do Estado (do PRACE, ao PREMAC e por aí adiante). Pode não ter havido conluio entre dono de obra e construtor, como opina Gomes Ferreira. Provávelmente, o construtor não teve interlocutor do dono de obra com quem falar ou quem o entendesse. Ou / e, pode ter sido mais uma PPP objecto de um contrato não equitativo.

   

sábado, 3 de agosto de 2013

QUANDO OS 'SWAPS' UIVAM

Pais Jorge, secretário de Estado do Tesouro, repetiu, há 3 dias, que era o responsável pelo contacto com os clientes, mas que nada tinha que ver com os produtos do Citygroup que eram apresentados, nem se lembrava se esteve no encontro em que o CityGroup tentou vender ao IGCP produtos tóxicos. Pais Jorge revelou, ainda, que já tinha falado deste assunto com a ministra Maria Luís e que esta lhe reafirmou a sua confiança. 
Mas, já há muita gente, incluindo Marques Mendes, a defender a demissão imediata de Joaquim Pais Jorge do Governo, devido às ligações do actual secretário de Estado aos swaps e às PPP no tempo do governo Sócrates

segunda-feira, 29 de julho de 2013

BURACO NAS PPP's DA SAÚDE

Uma auditoria do Tribunal de Contas (TdC) aos encargos com as Parcerias Público Privadas (PPP) do Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul e do Centro de Atendimento do Serviço Nacional de Saúde e dos hospitais de Braga, Vila Franca de Xira, Cascais e Loures concluiu que não estão a ser contabilizados cerca de 6 mil milhões de euros relativos a 20 anos de serviços clínicos. 
O relatório do TdC refere que "têm sido divulgados encargos relativos a 10 anos de serviços clínicos, mas tem faltado a quantificação dos encargos com os serviços clínicos que permitirão dar utilidade aos edifícios hospitalares até ao final do seu período previsto de vida útil (30 anos)". 
E concluiu que "os encargos com os projetos PPP das grandes unidades hospitalares têm sido subestimados, na medida em que têm sido analisados apenas numa lógica dos compromissos contratuais assumidos (que se estimam em 4,14 mil milhões de euros) e não numa lógica de apuramento dos encargos globais dos projetos que se estimam vir a ser de 10,44 mil milhões de euros".

Ligações: Relatório nº18/2013 - 2ª Secção [T. Contas]; Ministério da Saúde garante que “não há buraco” nas contas das PPP do sector [Público].

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

RECEBEM MAIS DO QUE DESCONTARAM

Passos diz que há pensionistas a receber acima do que descontaram. Pois. Deve estar a referir-se aos políticos que ao fim de oito e doze anos já têm direito a receber subvenção do Estado. Ou terá na sua mente os juízes do Tribunal, que provavelmente vão chumbar o OE2013 ?
Claro que há muitos políticos que não precisam de reformas. Perguntem aos que andaram metidos nas "falcatruas" do BPN, das parcerias público-privadas (PPP's), dos submarinos, da "face oculta"... Esses dizem que não precisam, mas continuam a embolsar. É fartar, vilanagem! Quem disse que o crime não compensa ?

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

ESFORÇO COLOSSAL DE REDUÇÃO DO DÉFICE EM 2013

No próximo ano vai haver um esforço de redução do défice de 6,6 mil milhões, sendo um terço do lado da despesa, através, sobretudo, de um corte nas rendas das PPP, e dois terços do lado da receita, através de um aumento colossal do IRS.

Os 5 escalões do IRS, vão ficar assim:
  • 1º escalão (rendimentos inferiores a 7.000 €)     -  14,5% 
  • 2º escalão (rendimentos de 7.000 a 19.999 €)     -  28,5% 
  • 3º escalão (rendimentos de 20.000 a 39.999 €)   -  37% 
  • 4º escalão (rendimentos de 40.000 e 79.999 €)   -  45% 
  • 5º escalão (rendimentos a partir de 80.000 €)     -  48% 
Acresce ainda uma sobretaxa extraordinária mensal de 4% nos 4 primeiros esclões e de 6,5% no 5º.

NÃO FORAM OS POBRES QUE ROUBARAM

D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas, foi entrevistado por Ana Lourenço, na SICN, e mostrou-se preocupado com a situação dos mais desfavorecidos. E, declarou que não foram os pobres que roubaram e se apropriaram indevidamente dos dinheiros públicos, no BPN , nas PPP...

terça-feira, 18 de setembro de 2012

SUBVENÇÕES DE LUXO A DIPLOMATAS

Bem prega Frei Tomás. Das palavras aos actos vai uma grande distância. Negócios do Estado, benesses e subvenções continuam escondidos. A transparência que deveria existir, continua ser virtual e aos cidadãos comuns exige-se cada vez mais sacrifícios e nega-se.lhes o direito de saber para onde vai o dinheiro dos seus impostos, Dos BPN's, às PPP's, aos subsídios de luxo de alguns políticos e de alguns diplomatas. 
O Correio da Manhã revela, na sus edição de hoje, que o Ministério dos Negócios Estrangeiros nunca divulgou os subsídios atribuídos aos diplomatas e o actual ministro Paulo Portas, seguindo o exemplo dos seus antecessores, não divulga aos cidadãos, nem os valores, nem os respectivos beneficiários, mas já os mostrou à troika. Quem paga manda, mas só se for estrangeiro. 
Subsídios de mais de 10 mil euros (e não só) transparecem do artigo do Correio da Manhã. Infelizmente mais que o défice financeiro temos outros défices. bem mais graves.  

Ligação: Estado esconde subsídios de luxo a diplomatas [Correio da Manhã]; Não é piada: Portugal tem um T7 devoluto em Manhattan [Clube das Repúblicas Mortas].

sexta-feira, 1 de junho de 2012

FALTA DE TRANSPARÊNCIA TEM CUSTO ELEVADO

Havia um ministro das Finanças que sabia e não deu um murro na mesa, comentou José Gomes Ferreira, a propósito das PPP ruinosas para o erário público. Pelo seu lado, Avelino de Jesus fala em contratos paralelos e da dificuldade de acesso aos processos.
   

quinta-feira, 31 de maio de 2012

TC ARRASA PPP's DO SECTOR RODOVIÁRIO

O Tribunal de Contas tornou hoje público o Relatório de auditoria ao modelo de gestão, financiamento e regulação do sector rodoviário.
Através deste relatório, fica claro que os nossos governantes que tutelaram estes contratos - as célebres PPP -, não acautelaram o interesse público.

Ligação: Relatório de Auditoria nº15/2012 - 2ª Secção (Tribunal de Contas).


quarta-feira, 30 de maio de 2012

É DIFÍCIL AVALIAR ENCARGOS COM PPP

Manuel Avelino de Jesus, ex-membro da comissão de avaliação das Parcerias Público-Privadas (PPP), disse que as Parcerias Público-Privadas (PPP) são um descalabro completo, por não terem limites aos gastos.
O professor do ISEG, que se demitiu do grupo de trabalho criado para analisar as PPP e avaliar o seu impacto nas contas públicas, declarou perante a comissão de inquérito às PPP no sector ferro-rodoviário:
A forma como os contratos estão elaborados permite um descalabro completo nos valores que podem vir a ser apresentados no futuro. Os contratos são muito abertos, são o resultado da negociação entre o poder político e as empresas que estão no terreno e, quando digo que podem vir a ser acrescentados 20% a 30%, quero dizer que não temos maneira de fazer um cálculo rigoroso, porque, sendo contratos abertos, permitem um empolamento quase indefinido, (sic).
Avelino Jesus aproveitou a oportunidade para justificar a sua auto-exclusão do referido grupo de trabalho pela manifesta falta de informação e dificuldade no acesso a documentos que, segundo ele, eram arrancados à força.

domingo, 25 de março de 2012

NÃO JUSTIFICAR A CONDECORAÇÃO

A leveza (para não dizer leviandade) com que têm sido atribuídas condecorações por serviços prestados ao País merece-nos uma profunda reflexão. Se consultarmos a lista de condecorados de 1975 a 2007, detectamos com a maior facilidade cidadãos que os ex-DGEMN conhecem bem e em relação aos quais não se vislumbras qualquer acção extraordinária em benefício da comunidade nacional ou da Humanidade, podendo-se mesmo dizer que, nalguna casos, alguns cidaãos deviam ser castigados e não condecorados. 
Até agora, têm sido condecorados, pelo Presidente da República, todos os ex-chefes do governo nomeados a seguir ao 25 de Abril, à excepção do último. Daqui resulta que a trivialidade da condecoração não deve ter qualquer relação com o enriquecimento económico-financeiro e patrimonial do país, a avaliar pela situação de penúria em que o País se encontra.
Sócrates continua bem presente entre os portugueses, nomeadamente pelos casos que tem protagonizado*, como o Freeport, a licenciatura, Face Oculta, Cova da Beira, BPN, parcerias público-privadas (PPP), TGV, Parque Escolar, gastos de ex-ministros, energia (EDP).
E, seguramente, não é só Socrates o mau da fita. Outros não mereciam ser condecorados e deviam mesmo ser responsabilizados e julgados. A não ser que tenhamos (e queiramos) acrescentar à miséria material a miséria moral e ética do País,


Ligações: Louvores [Condecorações por justa causa; louvores a grannel incluem reformado(s)]; Cidadãos nacionais agraciados com ordens portuguesas ; Os gráficos não enganam; Delapidação do erário público em tribunal.
_______________________
*Relembrados na última edição do Expresso (pág 5).

sábado, 11 de fevereiro de 2012

ACESSO A ARQUIVOS É DIREITO FUNDAMENTAL

O direito de acesso aos arquivos e registos administrativos é um direito fundamental, sentenciou o Supremo Tribunal Administrativo, a propósito da obrigatoriedade de o Governo revelar os gastos dos gabinetes ministeriais, como exigiram os juízes ao governo anterior. 
Espera-se que a decisão contribua para que a Administração perceba que a transparência é um imperativo. Todos conhecemos as dificuldades - até para funcionários dos próprios organismos - em aceder aos arquivos.  Todos nos lembramos, das dificuldades que os próprios deputados têm em aceder a informação que solicitam aos organismos e empresas públicas, através do governo. Lembram-se, por exemplo, quanto tempo tiveram que esperar os deputados para a obtenção do contrato completo da parceria público-privada do troço Poceirão - Caia ?

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CAMPOS DESMENTIDO NO PARLAMENTO

Na sequência do Requerimento do PS foram ouvidos hoje, na Comissão de Economia e Obras Públicas, da Assembleia da República um administrador da KPMG e o autor do estudo "Projecções dos Fluxos Financeiros Liquidos das (Sub)Concessões Rodoviárias - 2011 a 2050", que desmentiram que os dados apresentados pelo deputado socialista Paulo Campos sejam da autoria da consultora.
Em causa, estava um estudo apresentado, pelo ex-secretário de Estado das Obras Públicas, sobre os encargos para o Estado da renegociação das concessões rodoviárias.

Ligação: Veja a a gravação vídeo completa da audiência dos representantes da KPMG clicando aqui.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

CAMPOS ILUSIONISTA ?

Ouvido ontem, na Comissão de Economia e Obras Públicas, da Assembleia da República, o ex-secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, afirmou, perante a incredulidade de muitos dos seus pares, que as parcerias público-privadas lançadas pelo anterior Governo de Sócrates não trouxeram qualquer encargo ao Estado, realçando que os encargos previstos no Orçamento de Estado do próximo ano são exactamente os mesmos que o anterior Governo PS previu em 2005.

Ligação: Veja a gravação vídeo completa da audiência de Paulo Campos aqui.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

TGV CONTINUA EM DÚVIDA

O deputado Carlos Abreu Amorim escreveu no Facebook que o Governo não pode desdizer-se numa questão tão relevante como a execução da linha do TGV. O deputado diz que não gostou das declarações do ministro da Economia, ontem, em Madrid, admitindo que o Governo ainda pode recuperar o projecto de alta velocidade Lisboa-Madrid.
Recorda-se que já foi celebrado o contrato com o consórcio adjudicatário, podendo este, em caso de rescisão, reivindicar uma indemnização correspondente aos lucros cessantes e aos danos emergentes. O Estado poderá eventualmente contrapôr a impossibilidade actual de poder cumprir, face à situação anormal das finanças públicas.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

ILEGALIDADES NOS CONTRATOS DE 5 CONCESSÕES DE AUTO-ESTRADAS

O Tribunal de Contas (TC) detectou, na sequência de uma auditoria, ilegalidades nos pagamentos assumidos pela Estradas de Portugal, EP, em 5 concessões de auto-estradas. Trata-se da transmontana, da Douro Interior, Baixo Alentejo, Algarve Litoral e Litoral Oeste e o respectivo modelo de financiamento de parceria público-privada, adiantando o TC que terá sido induzido em erro para aprovar as cinco auto-estradas, no valor de dez mil milhões de euros.



Ligação: EP interpõe queixa-crime.

O BÊ-A-BÁ DAS PARCERIAS PÚBLICO PRIVADAS

O Bloco elaborou um vídeo muito interessante sobre as parcerias público-privadas (PPP). Um exemplo a seguir pelos partidos que querem, de facto, esclarecer os eleitores.


terça-feira, 3 de maio de 2011

INICIADAS OBRAS DO TGV LISBOA-MADRID

A SIC Notícias surpreendeu, em Lisboa, o início das empreitadas preparatórias do Eixo Ferroviário de Alta Velocidade Lisboa-Madrid. Veja...


domingo, 1 de maio de 2011

COMO VENCER A CRISE

Vários relatórios internacionais demonstram que as contas públicas portuguesas são pouco transparentes. Para além do mais, e de acordo com o Tribunal de Contas, nos últimos anos registaram-se inúmeras desorçamentações de despesas, bem como o recurso intensivo a parcerias público-privadas (PPPs), nas quais o Estado constrói obra pública mas paga a crédito nos 30 ou 40 anos seguintes. De acordo com as estimativas mais recentes, as dívidas com as PPPs e concessões já assumidas totalizam cerca de 60 mil milhões de euros, ou mais de 35% do PIB português. Lamentavelmente, estas despesas não entram nas contas actuais da dívida pública, mas os governos futuros terão de cortar despesas e/ou aumentar impostos em cerca de 2,5 mil milhões de euros todos os anos para poder pagar estas PPPs e concessões.
Há ainda muita dívida que não está devidamente contabilizada como dívida directa do Estado, incluindo as dívidas das empresas públicas (cerca de 25% do PIB), bem como muitas das dívidas das autarquias, empresas municipais, as PPPs dos municípios, e dívidas indirectas dos governos regionais. Para remediar esta situação, o primeiro passo a dar no sentido de alcançar uma verdadeira consolidação orçamental é efectuar uma auditoria exaustiva das contas de todos as Administrações Públicas, de todas as empresas públicas e de todas as PPPs e concessões.
Após a auditoria estar concluída, um programa de ajustamento deve incidir principalmente no lado da despesa do Estado e não através de um programa de austeridade cego, assim como foi feito na Grécia e na Irlanda. E do lado das despesas há muito por onde cortar. Entre outras, um programa de ajustamento macroeconómico poderia incluir as seguintes medidas:
  •  redução de 10% de todas as aquisições de bens e serviços do Estado (os chamados consumos intermédios).
  • redução entre 10% e 15% das despesas de todas as entidades e organismos públicos não ligados à Saúde e à Educação.
  •  fusão, extinção e redução de 33% a 50% de todas as entidades e organismos públicas
  • grande reforma administrativa, que conduza a uma diminuição do número de municípios e de freguesias
  • extinção dos governos civis
  • redução de 20% de todos os encargos gerais do Estado (governo, a presidência da República, a Assembleia da República, o Tribunal de Contas, etc.).
  • cortes significativos dos apoios e créditos fiscais às fundações.
Todavia, estas reduções poderão não ser suficientes. Assim, se a situação das contas públicas encontrada pela auditoria das contas públicas for pior do que o anunciado, não será de todo surpreendente se a troika tentar impor um novo agravamento fiscal, um corte adicional dos salários em 10% (esperemos que não), bem como um corte de 10% das pensões superiores a 1000 euros mensais. O pagamento do subsídio de Natal em certificados do Tesouro também não é descartar.
A troika irá igualmente estar muito atenta ao excessivo endividamento da economia portuguesa. É importante perceber que o endividamento não se resume só ao Estado, pois as famílias e as empresas também estão muito endividadas. Mais concretamente, o endividamento total das empresas não financeiras e das famílias totaliza mais de 250% do PIB nacional.
Como há inúmeros estudos que demonstram que elevados níveis de endividamento têm um efeito muito nefasto sobre o crescimento económico, a redução das dívidas das famílias, das empresas e do Estado é um verdadeiro imperativo para os próximos anos. Para que tal seja possível, é fundamental que haja uma fomento da poupança nacional e é necessário efectuar uma redução do défice externo da economia portuguesa.
Para estimular a poupança, é preciso criar mais mecanismos de incentivo ao aforro e que penalizem o consumo. Por sua vez, a diminuição do défice externo português poderá ser alcançada com a introdução de medidas que promovam a competitividade da economia portuguesa e que induzam a uma diminuição das importações. Medidas destinadas a melhorar a competitividade da economia nacional deviam incluir:
i) aposta na melhoria da qualidade da Educação através de uma maior descentralização do sector
ii) reforma da Justiça, apostando em mecanismos extra-judiciais para diminuir os casos pendentes.
iii) Reforma do mercado de trabalho, flexibilizando a legislação laboral, que é uma das mais rígidas da OCDE e é a principal fonte da elevada precariedade do emprego em Portugal
iv) Desvalorização fiscal, em que a taxa social única paga pelos empregadores é reduzida de 23,75% para 8,75% em contrapartida de um aumento dos impostos ao consumo e de uma descida das despesas públicas. Esta desvalorização fiscal é equivalente a uma desvalorização cambial e, por isso, é essencial para revigorar a competitividade da economia portuguesa
v) Mais concorrência e menos proteccionismo dos sectores não expostos à concorrência internacional
vi) incentivos e créditos fiscais para as empresas inovadoras e para o sector exportador
vii) incentivos e créditos fiscais destinados a incentivar o empreendedorismo nacional
Em suma, um pacote de ajustamento da economia portuguesa devia incluir não só medidas que permitam alcançar uma maior transparência das contas públicas e uma verdadeira consolidação orçamental, mas também um pacote de políticas que fomentem uma maior competitividade das exportações nacionais e que promovam o retomar do crescimento económico nacional. Só assim será possível sair da crise e só assim é que poderemos combater eficazmente os níveis históricos de desemprego e da emigração actuais.

(Transcrito de: Álvaro Santos Pereira, DESMITOS)

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails
                    TEMAS PRINCIPAIS
AUSTERIDADE  -  CONTAS PÚBLICAS  -  CONTRATAÇÃO PÚBLICA  -  CORRUPÇÃO  -  CRISE FINANCEIRA  -  CULTURA  -  DESPORTO  -  DGEMN  -  DIA COMEMORATIVO  -  DIREITOS FUNDAMENTAIS  -  DÍVIDA PÚBLICA  -  EDUCAÇÃO  -  ECONOMIA & FINANÇAS  -  ESTADO DA NAÇÃO  -  ÉTICA  -  HABILITAÇÕES  -  HUMOR  -  JUSTIÇA  -  LEGALIDADE  -  NOMEAÇÕES  -  PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO PÚBLICO  -  PLANO INCLINADO  -  POLÍTICA  -  POLÍTICA CULTURAL  -  PRACE  -  PRINCÍPIO DA MELHORIA INCONTESTÁVEL  -  REABILITAÇÃO  -  TERREIRO DO PAÇO